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Segunda de Abiul - Entretida e empoeirada corrida

  • 2022-08-08 02:27
  • Autor: Solange Pinto
  • Autor da Foto: João Dinis


Realizou-se na Praça de Touros de Abiul, aquela que é a segunda corrida integrada nas Festas do Bodo.
Em praça, em corrida mista, estiveram os cavaleiros Marcos Bastinhas e Luís Rouxinol Júnior, bem como o Grupo de Forcados Amadores de Tomar.
Lidaram-se touros da ganadaria de São Marcos e Juan Albarrán, com o tauródromo a registar uma entrada que rondou a meia casa.
CRÓNICA DA CORRIDA
GALERIA FOTOGRÁFICA
ASSIM ACOMPANHAMOS EM DIRECTO

A segunda de três corridas integradas nas Festas do Bodo de Abiul, realizou-se com a presença de meia casa de público.

Sol, pó e calor numa tarde de toiros entretida, com alguns pontos de interesse… mas mesmo e repito, muito pó, num aspecto a cuidar pela entidade organizadora, mesmo que uns não queiram e outros torçam o nariz. O público pagante, não pode nem deve sair de um tauródromo em estado lastimável.

Anunciava-se um curro de touros da ganadaria São Marcos, sendo que afinal, a pé lidaram-se touros da ganadaria de Juan Albarrán.
O aviso constante junto à bilheteira, apenas comunicava a substituição e não os motivos. Pena!
Tal como na questão do pó, é o público pagante quem na verdade deve saber os motivos da substituição e ponto!
Os toiros de São Marcos bem apresentados e a deixarem-se bem (sendo o quarto premiado com volta para o ganadeiro), os de a pé, da ganadaria espanhola, escorridos, na ordem dos 445 e 450 quilos, sem cara e cómodos a todos os níveis.

A função foi inaugurada pelo cavaleiro alentejano Marcos Bastinhas, bem no primeiro do seu lote. Batidas ao piton contrário, sortes variadas e desplantes diversos, com um último palmito de feliz interpretação, antecedido por piruetas a criar ambiente. Antes, o toiro havia sido recebido à porta gaiola, com fulgor.

No segundo, uma exibição distinta, mais abreviada, a cumprir, embora com a alegria. O momento alto desta lide foi e como não poderia deixar de ser, um par de bandarilhas, deixado à passagem pelo corredor.

Luís Rouxinol Júnior completava o elenco no que a toureio equestre concerne. Andou bem nas duas funções, mas foi na segunda que Rouxinol deu cartas numa função de muitos quilates até ao desaire dos palmitos, ou seja, um que não ficou e a rectificar, algumas passagens em falso até cravar a 'rosa' da correcção.

No primeiro havia também estado bem, numa exibição de nível agradável, com correcção na execução das sortes. Tudo bem, mas sem alardes de triunfo sonante.

As pegas estiveram a cargo do Grupo de Forcados Amadores de Tomar. Para a cara dos toiros, foram: Francisco Coelho, ao primeiro intento; Hélder Parker, ao terceiro intento; Renato Pereira, com o mesmo número de tentativas e por último; Fábio Sousa, ao primeiro intento.

Antonio Ferrera veio a Portugal, em concreto a Abiul, representar o toureio a pé, muito apreciado por esta zona, sobretudo, apreciados os matadores bandarilheiros, como um dia foi o diestro de Villafranca de Los Barrios.

Ferrera não bandarilhou o primeiro, sendo Chacón e Ferreira a fazê-lo.
Quanto à faena, com tom solvente, por ambos os pitons, mas com a tónica dominante do 'bico da muleta'.
Brindou ao público que correspondeu com um protesto, pela 'ofença' de nao bandarilhar.

No segundo quis rectificar e sim, fez as pazes com Abiul.
De capote cumpriu e bandarilhou em parceria com João Ferreira. Deixou dois pares, um 'al violin' sendo que Ferreira, um muito bom.
A faena de muleta, brindada a Rui Bento, foi meritória, pois o toiro viria a rachar-se prontamente. Ferrera 'fez esticar a corda', levando a que o toiro fosse passando por onde quis. Iniciou de joelhos em terra, tendo como resultado final, duas voltas à arena, num 'trabalho fácil' por entre os seus pregaminhos.

O festejo foi dirigido pelo Delegada Técnica Tauromáquica Sandra Strech, assessorada pelo Médico Veterinário, José Luís Cruz.

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