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Chamusca - A emoção de António Telles, a inspiração de Salvador e a frescura de Brito Paes

  • 2022-06-26 03:35
  • Autor: Solange Pinto
  • Autor da Foto: João Dinis


Realizou-se na noite de Sábado, na Chamusca, uma corrida de touros cujo elenco foi composto pelos cavaleiros António Ribeiro Telles, Rui Salvador, Duarte Pinto, João Salgueiro da Costa, Joaquim Brito Paes e António Telles filho, com toiros da ganadaria Prudêncio.
As pegas estiveram por conta dos Grupos de Forcados Amadores de Lisboa, Amadores da Chamusca e Aposento da Chamusca.
O tauródromo contou com uma lotação preenchida que rondou a meia casa fraca.
CRÓNICA DA CORRIDA
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A tauromaquia vive hoje, como de resto acontece noutras áreas sociais, uma fase empobrecida de valores…

Recuperar as tradições, revitalizar a vertente cultural na qual deve a tauromaquia coabitar, bem como recuperar a memória daqueles que quiseram bem à Festa, é de mor-importância e deve ser enaltecida.

A empresa de José Luís Gomes, deu hoje a possibilidade à afición da Chamusca, de reconhecer a trajetória de Maria Manuel Cid (bem como às demais entidades que se associaram a esta Homenagem rendida antes do início do festejo), uma poetisa aficionada, bisneta de ganadeiro e fã assumida de João Branco Núncio, Alberto Luís Lopes e mais tarde, de António Ribeiro Telles. Os forcados, foram também inquilinos do seu coração e por isso, a chamusquense hoje, ali esteve, algures como espectadora… pena que na bancada, apenas metade da lotação (com simpatia) se preencheu.

As lides foram abrilhantadas pela costumeira Banda de Música e de forma alternada, pelas guitarras de João Vaz, que serviram também de acompanhamento aos momentos musicais a cargo dos fadistas João Chora e Marisa Ferreira.

António Ribeiro Telles abriu a função de excelente forma, acompanhado pelas guitarras, repetimos, de João Vaz a partir do primeiro curto. Bem a lidar e dono de inspiração e gosto, Telles deixou de muito boa forma a ferragem da ordem, a destacar-se o último curto por entre uma série de luxo.
Emocionou-se na volta à arena e só ele saberá porquê...

Rui Salvador lidou o segundo, um toiro que se adiantava uma enormidade. Depois de ultrapassada a fase menos positiva, de compridos, na qual consentiu dois toques, seguiu para curtos e aí abrindo o ‘livro’. Lide muito em curto, a citar com emoção e a deixar boas bandarilhas.

Duarte Pinto lidou o colaborante terceiro da ordem, de forma correcta durante toda a sua exibição, deixando com regularidade as bandarilhas compridas e curtas. Destaque para o primeiro curto, de excelente nota.

João Salgueiro da Costa enfrentou-se com um quarto toiro andarilho, com muita dificuldade em fixar-se em qualquer terreno, o que complicou o labor do toureiro de Valada. Salgueiro andou solvente, cumprindo com a papeleta de forma correcta, mas sem alardes de triunfo, escutando música, mas sem volta à arena.

Joaquim Brito Paes foi uma lufada de ar fresco, sobretudo no conceito exibido.
Depois dos bons compridos, deixou uma série de curtos com carisma, mas onde se destacam os surpreendentes dois primeiros, com pronunciadíssimo quiebro. O primeiro deveria de resto, ter motivado imediata atribuição de música. Muito boa actuação do jovem toureiro, com extrema facilidade em chegar ao público, que muito aplaudiu.

António Telles filho encerrou as lides equestres, tendo por diante um toiro que pedia ‘contas e exibição de credenciais’ para a sua lide. O jovem António esteve bem, poderoso na brega, estando também bem na execução das sortes que levou a efeito, numa 'faena' em crescendo.

As pegas estiveram asseguradas por três Grupos de Forcados: Amadores de Lisboa, Amadores da Chamusca e Aposento da Chamusca. Foram duras, mas emotivas e prenderam os espectadores às emoções dali resultantes.

Pelos Amadores de Lisboa, foram na linha da frente, os forcados Vítor Epifânio, ao terceiro intento e João Varandas, à sua segunda tentativa, dobrando as três iniciais de Daniel Batalha (entretanto conduzido à enfermaria).

Pelos Amadores da Chamusca, pegaram de caras, Francisco Rocha, à segunda tentativa; e Bernardo Borges, ao terceiro intento.

E por último, houve pegas consumadas ao primeiro intento por Francisco Montoya e João Saraiva, do Aposento da Chamusca.

Lidou-se um curro de toiros da ganadaria Prudêncio, bem apresentado para a tipologia do tauródromo, sendo bravo o terceiro da ordem, premiando o seu criador com volta à arena.

O festejo foi dirigido pelo Delegado Técnico Tauromáquico Marco Gomes, coadjuvado pelo Médico Veterinário, José Luís Cruz.

 

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