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Segredos d'Ouro - Repense-se... tudo!

  • 2022-06-17 16:42
  • Autor: Solange Pinto


'Mas olhe-se para trás e pense-se em chamar à responsabilidade quem poderia ter feito alguma coisa e não o fez...'

A temporada 2022 está esquisita e isso sente-se…

Os empresários não conseguem ou pelo menos não têm conseguido até aqui, prever qual o registo que devem “oferecer” aos aficionados lusos…

“Eles” não entenderam, talvez porque acredito estejam demasiado ocupados a levar a tauromaquia a tudo o que é canto, de uma forma desenfreada…

As desmontáveis regressaram em força e não são essas, as que tradicionalmente têm bilhetes mais económicos, as que sentem a crise, mas sim, as grandes praças ou pequenas mas fixas e históricas, as que estão a viver o fenómeno ‘meias pracitas de lotação’.

Continuamos(continuam) a não entender, que não dá para tudo e que, vivemos actualmente a maior inflação dos últimos 33 anos. Está documentado e pior cego é o que não quer ver.

Alcochete foi um exemplo disso mesmo.

Cartel aparentemente apelativo, mas que a preços proibitivos, não levou ali absolutamente ninguém. Ou melhor, levou mas não a enchente que se impunha, porque os “meninos” pensaram que Juli valeria filas à porta e o término do papel de forma fácil.

Pois não foi e a vender ‘gato por lebre’, menos ainda…

Casos como este, em que se anunciam uns pesos e aparecem outros, são apenas um exemplo daquilo em que se transformou a tauromaquia em Portugal e salve-se raras e felizes excepções, tudo isto são pregos para um caixão que se tem construído no nosso país.

Todos podem ser empresários e por muito boa vontade que haja, isso não chega.

Há meses atrás, noticiámos que a APET se preparava para ‘colocar fora’ certos empresários e quando o fizemos, fomos desmentidos num blog pelo próprio Presidente da APET, que entendemos quis defender a classe, mas, sabia que nós sabíamos de tudo…

O TouroeOuro aguarda sempre muito tranquilo por aquilo a que se podem já chamar as ‘confirmações tardias da malta dos toiros’… Mais cedo ao mais tarde, prova-se que infelizmente tínhamos razão.

Pois bem, o TouroeOuro não quer pôr o pé em cima daqueles que, com estão de rastos. Isso não é de bem… Dizer há uns meses que José Gonçalves era um dinâmico empresário e que agora é tudo de mau e um par de botas, não nos parece de gente de bem.

No entanto o que mais nos interessa (por muito que digam que não), é uma tauromaquia saudável e a cumprir requisitos de qualidade e seriedade e isso, está constantemente comprometido. Qualquer um (sem que isto seja chamar qualquer um a José Gonçalves, porque houve outros ao longo da história) pode ser empresário tauromáquico sem que haja mínimos a cumprir… Se a Barquinha é evidentemente uma praça de menor importância no panorama taurino nacional, Alcácer do Sal já não é assim e merece que o seu bom futuro seja acautelado e por quem? APET e não só. Os toureiros e forcados e não me canso de o dizer, têm uma palavra a ditar se querem continuar a ver os seus palcos de actuação, em pé.

Os toureiros e forcados sabem exactamente para quem vão prestar serviços e se todos os critérios estão a ser cumpridos ou isso dá igual enquanto ‘escorrer’ o mel?

Ou ainda não entenderam, que numa dúzia de anos, perderam as praças de Viana do Castelo, Póvoa de Varzim, Albufeira, Cascais, Setúbal e outras que estão fechadas há anos.

Só e apenas nas praças citadas, perderam-se exactamente e no mínimo, 15 espectáculos, actuações de 45 toureiros e trinta actuações de grupos de forcados e ainda… a lide de praticamente 100 reses?

Quando é que tudo isto vai tocar na pele de cada um de nós?

Vê-se a todo o instante, pedidos para que os aficionados vão aqui e ali. E os intervenientes, quando exigirão rigor?

Ou será que o rigor afinal não interessa a ninguém?

Pois bem e a juntar ao que atrás referi, será que o caso Campo Pequeno não está com o fim traçado como aqui dizemos há anos?

De quem foi a culpa de que a ‘obrigatoriedade de realização de espectáculos’ fosse retirada das cláusulas de venda da exploração do Campo Pequeno?

Alguém responde a isto?

Não vou, que mais faltaria, atacar a Dra. Paula Mattamouros no que a este tema concerne, pois terá feito o seu trabalho ‘administrativo e legal’ de forma séria e idónea. A Senhora em questão não tinha, nem tem nada a ver com a tauromaquia e não lhe era imposto que amasse isto como eu ou como quem nos lê. Mas parvos, foram todos aqueles, que saloiamente brindaram a quem diziam ser a ‘Dama de Ferro’. E porquê? Os euros escorregavam para quem lá actuava e até para quem a idolatrava nos blogs porque também “recebia”…

E hoje, que moral têm esses para falar e aqueles que geriam a parte taurina e que quando souberam tais informações nada fizeram? Nada, porque o emprego fazia falta. Amam isto? Ou andam todos a fazer de conta que uns defendem mais que outros?

E quando o TouroeOuro publicou autênticos ‘abre-olhos’ da família Borges, sobre este tema? O que fizeram, nada!

Agora meus queridos, nada mais a fazer que olhar para trás e chorar no leite derramado.

Enquanto as Associações tiverem na sua direcção “equipas demissionárias”, uma Prótoiro obsoleta, mas não de hoje, só porque um fala bem e outro não sei quê… entenda-se, tudo irá - por água abaixo.

É necessário um plano de acção urgente. Não vale apenas pedir que se ‘salve o Campo Pequeno’. Repense-se! Não é assim porque o Campo Pequeno não necessita de nadadores salvadores, precisa de uma grande estratégia de marketing, sem amadores, mas com qualidade e união de esforços.

Neste momento, seja quem for o empresário no Campo Pequeno, o que interessa não é salvá-lo, é provar que é uma praça diferente, com glamour e que ascende por ‘cima de todas as outras praças’.

Entendam, o Campo Pequeno, tem dono e na casa do dono, ninguém pode mandar, nem mesmo Luís Miguel Pombeiro.

Mas olhe-se para trás e pense-se em chamar à responsabilidade quem poderia ter feito alguma coisa e não o fez.

Será que é apenas José Gonçalves que deverá ser ‘punido’ ou outros, cuja omissão de informação no tempo em que se poderia ter salvo o Campo Pequeno será muito mais penosa para a tauromaquia em Portugal?

A tauromaquia, é o única forma de cultura, que faz as suas próprias regras, que vive num gueto e que, não quer sair dele. Empresários e jornalistas em simultâneo, empresários que vetam órgãos de comunicação, intervenientes que ameaçam tudo e todos…

Repensem…

E solvência dos empresários, há?

Não me lembro de ninguém ter dito este ano que Santarém foi um sucesso. Ou só o foi com lotações a 50%? Ah pois… repensem-se tantos elogios.

Percebemos agora que a pandemia até nem foi tão má? Ao menos parecia sucesso em todo o lado e agora? Uma aflição em todo o lado.

Santarém esgotou, mas há anos atrás.

Cartazes todos iguais, horríveis, com os toureiros de boca aberta…

Carrinhas com som roufenho…

Conseguimos evoluir? Ou o que interessa mesmo é passear os blazers para regozijo das lojas de fatos de homem e das primeiras-damas apaixonadas?

E as corridas pelas trincheiras? Mudamos isso para que não pareçamos uma cambada de gente parola…

E podemos colocar Helder Milheiro a falar do Campo Pequeno nos jornais generalistas em vez de falar da Praça México? Era interessante.

Repense-se tudo e sim, vão ao Campo Pequeno, mesmo que seja, para provar alguma coisa. Cada um de nós, que se prove a si mesmo, que isto não foi tudo um engano… e que gostamos mesmo disto!

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