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Segredos d’Ouro – ‘Braço de ferro’ entre Forcados e Empresários pode parar tauromaquia portuguesa

  • 2022-06-07 18:22


É um verdadeiro ‘braço de ferro’ que se vive na tauromaquia portuguesa, desta vez com forcados e empresários a esgrimirem argumentos para defender a sua actividade, mas que entretanto pode mesmo fazer com que as corridas anunciadas para lá de 12 de Junho não se realizem até que exista entendimento.

Conforme o TouroeOuro havia já noticiado anteriormente, os Forcados, a braços com uma grave crise financeira, pretendem que sejam os promotores dos espectáculos a suportar os seus seguros, o que iria incrementar em mais mil euros os custos do espectáculo, é verdade, já de si bastante oneroso e com uma margem de lucro muito baixa tendo em conta o investimento.

A bem da verdade, e consultado o regulamento do espectáculo tauromáquico, é responsabilidade do promotor do espectáculo (empresário) “constituir ou assegurar-se da existência de seguro de acidentes pessoais ou garantia ou instrumento financeiro equivalentes dos artistas tauromáquicos”.

Com o custo dos seguros a aumentar, e neste momento apenas uma seguradora a realizar esse tipo de apólice, os grupos ficaram sem ‘margem financeira’ para realizar os seguros anuais, sendo que de momento, ao que o TouroeOuro apurou, apenas os Forcados Amadores de Montemor e Ramo Grande possuem seguro para todo o ano 2022.

Depois de nos anos 2020 e 2021 (temporadas Covid-19), a Associação Nacional de Grupos de Forcados ter conseguido que a única seguradora que garante a protecção aos forcados realizasse seguros ‘por corrida’ com um custo de 500 euros por espectáculo, a mesma veio agora informar que os seguros realizados nessa modalidade passariam a custar 1000 euros (o dobro).

Poderão os mais atentos afirmar, que têm conhecimento de situação em que o Grupo de Forcados A ou B fez ou desfez para entrar nesta corrida… isso serão contas de outro rosário e sempre necessárias que se provem... a verdade é que fica bastante difícil aos grupos angariar 4 a 5 mil euros para o seu seguro anual…

Esta segunda-feira, numa reunião entre as associações de Grupos de Forcados e Empresários, as posições ficaram mesmo extremadas e os Empresários ponderam mesmo parar os espectáculos até que exista entendimento sobre os seguros dos forcados.

Ao que o TouroeOuro apurou, esta terça-feira a Direcção da Associação Portuguesa de Empresários Tauromáquicos reunirá, com o objectivo de tentar encontrar uma solução para os problemas agora levantados pelos forcados.

Há boa maneira portuguesa, há já empresários e forcados a tomarem posições. Os primeiros a afirmar que contratam só grupos com seguro anual e os segundos a tentar angaria verbas, muitos junto de autarquias, para a realização do seguro anual que lhes permita ‘contornar’ a situação.

Aguardemos posições oficiais, mas a verdade é que a tauromaquia portuguesa tarda em se endireitar…

 

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