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Alcochete – Aficionados mostram cartão vermelho e nós, também!

  • 2022-06-05 22:19
  • Autor: Solange Pinto e João Dinis


'Mas atenção, o cartão vermelho, não foi para nós, onde as visitas crescem a cada dia… O cartão vermelho, o público já mostrou em muitas ocasiões esta temporada.'

Foi anunciada como uma, senão mesmo, a corrida do ano.

Os empresários que gerem os desígnios da Praça de Touros de Alcochete, quiçá fruto da tenra idade e da inexperiência por demais evidente, acharam que, o facto de se anunciar o ‘monstro’ do toureio que é Julián Lopez ‘El Juli’, bastaria para que se esgotasse o papel…

Só que não!

A corrida de ontem em Alcochete, foi um petardo dos antigos no que à entrada de público concerne. As caras de empresários e apoderados presentes na trincheira, não escondiam as respectivas preocupações… mas com isso, preocupe-se, quem de direito.

As nossas preocupações, são outras! O enterro da Tauromaquia em Portugal.

Os motivos do desaire de bilheteira

Meia casa.
À chegada a Alcochete era por demais evidente o desfecho final do que à lotação concerne.

Falta de ambiente junto ao tauródromo e até, imagine-se, pessoal que queria porque queria vender bilhetes que tinham em seu poder. Uma hora e meia antes do espectáculo, vendê-los a um menor preço era o objectivo. Agora pensem…


A bilheteira, desta feita sem a tradicional separação entre sectores vulgarmente chamados de ‘sol’ e ‘sombra’, estava inflacionadíssima. Em média, cada bilhete tinha em ‘cima’, cerca de 15 euros. Barreiras as 65 euros (preços quase de Campo Pequeno), sendo que e para lavar as vistas, uma fila a 15 euros, uma a 20 euros e outra a 25 euros… Só mesmo para lavar as vistas e depois, começa a escalada de preços.

Promoção paupérrima do espectáculo, à moda antiga (ok, pode e deve persistir), mas, outros métodos, mais actualizados já existem. Zero promoção de um espectáculo, que fora de data (data inventada para safar uns cobres…) se pretendia de sucesso. Os jovens e outros que não tão jovens que por ali deambularam, acharam que Juli seria mais que suficiente para encher praça.

Os órgãos de comunicação a sério, aos quais os jovens são tão avessos, já dizem há muito tempo que a crise económica é severa e que tudo tem se ser muito bem pensado.

A estes preços e a saber que, o que se iria ver eram os ‘borreguitos’, tudo o que o público fez, foi mostrar um cartão vermelho à empresa Toiros e Tauromaquia e à tauromaquia em geral.

O cartel, à excepção de Juli, não era mau, mas era tão-só mais do mesmo.

‘Ah e tal mas há aficionados que pagam mais que isto em Espanha…’, pois é, mas para ver qualidade e seriedade.

Enquanto os empresários não entenderem que não há dinheiro para ver sempre os mesmos, para ver borregos por toiros e sobretudo, não há dinheiro para datas inventadas ‘extras’… Mal vai a coisa. Que tal mexerem-se e irem à procura de vender bilhetes e arranjar ‘parceiros’ (palavra descoberta agora na tauromaquia)?

Pois bem… o enterro, começou!!!

A corrida de ontem, é talvez o melhor argumento para um Covões, para um anti-taurino…

A falta de seriedade para com o pouco público que foi a Alcochete

Foram poucos, é certo, mas vender gato por lebre, é feio, muito feio!

Imagine-se, que num passeio por Alcochete, a esgotar todos os restaurantes da localidade ribeirinha, deparei-me com um cartaz a anunciar a ordem de lide. Tirei uma fotografia, apenas e só para ir analisando durante o festejo. Não sabia eu, que me faria tanta falta, ou falta nenhuma.

Juli lidou o primeiro toiro do seu lote, um Domingo Hernández de 460 quilos de peso… Que raio, mas na ‘Ordem de Lide’ não estava nenhum com este peso, nem sequer com aquele número. Explicação para o efeito? Zero!

O segundo do lote de João Telles Júnior, saído à arena, por infelicidade dos organizadores, caiu e talvez, sim, talvez, nesse momento tenha ficado desquadrilhado ou algo do género. Mal se incorporou, depois de muitas tentativas, João Telles deixou um comprido, para enorme protesto do público. Confie-se na sabedoria popular ou até talvez nas carteiras mais leves aquando destas análises. O toiro voltou a cair mais umas duas vezes e foi devolvido.

Todos viram. Todos!

Boa vontade da empresa, que fez saber aos altifalantes, que oferecia mais um toiro. Gratos! Mas afinal, ficámos a saber, que ofereceu um dos que constavam na ordem de lide.

Seriedade? Sem explicações para trocas e baldrocas?

É assim que se mima o público que ali gastou uma pipa de euros?

Alcochete é uma praça querida por todos nós. A sucessão ao antigo empresário, entende-se, mas, este tauródromo, escuro e sombrio para um espectáculo desta importância, não tem de ser tratado com tamanha inexperiência, ontem danosa para a carteira de muitos (por falta de seriedade, por falta de promoção, por falta de luz, por falta de cumprimento da ordem de lide, por falta de qualidade…)…

O resultado artístico

Do resultado artístico, o TouroeOuro, embora com a sua Direcção presente, não fará crónica.

Uma linha a cada um:

João Telles e o Ilusionista, com dois curtos de boa nota.

Francisco Palha com uma segunda lide em que se destacou numa brega de poder e bandarilhas de bom nível.

El Juli com uma primeira actuação de boa nota, mas com o ‘badano’ e uma segunda de mérito.

Forcados Amadores de Alcochete bem com a rapaziada mais nova.

Toiros Passanha dentro do seu tipo e os ‘espanhóis’, a destacar-se como cómodo o primeiro.

Como dizia alguém depois da corrida, com a tal sabedoria popular ‘já paguei o treino ao Juli…’.

Toiros e Tauromaquia, o sistema e a imprensa

A relação da empresa Toiros e Tauromaquia com a imprensa, é, diga-se, CRIMINOSA.

Esta empresa, não cumpre as suas obrigações com a imprensa, com a conivência e conhecimento de toda a Direcção agora demissionária da APET.

Uma vez mais, a Toiros e Tauromaquia, não cumpriu a Lei com o TouroeOuro, ao negar as respectivas credenciais de trabalho a este ORGÃO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL.

A empresa citada, afina pelo diapasão, de ter na trincheira, local desde sempre ‘indigitado’ para fotografar, aqueles que apenas fazem isso mesmo, fotografar, que correm tipo maratonistas e aos quais os artistas têm que mandar parar, como de resto ontem aconteceu.

Ao TouroeOuro, nem resposta. Ao TouroeOuro não, porque emite opinião e que pode ser e deveria ser, com entrada ou sem ela, exactamente a mesma que está a emitir agora.

A Toiros e Tauromaquia vive fora da Lei e a prova-lo, o bilhete atribuído em Abril (deste ano), a um órgão de comunicação, que não o nosso claro está e que o TouroeOuro coleciona, juntamente com alguns de Évora, quando por lá organizava corridas.

Atribuir bilhetes para as ESCADAS é PROIBIDO e é punível por Lei, por se condicionar acessos em caso de emergência. Este ano foi para a imprensa, outros anos VENDERAM.

Conclusão

Esta é a Festa que todos querem.

Crónicas inexistentes para não destapar destriunfos e apenas publicar imagens (que não falam) e que mostram sempre os bons momentos dos artistas.

Acreditações para as escadas, porque a imprensa é tratada como pedintes.

Aproveitamento do público(sinho) que haveria de pagar para ver toiros que não constavam da folha de lide e uma Festa completamente condicionada por um lobby sem nível e que parece apostado em fazer a Tauromaquia dar um estoiro…

Triunfos de tudo e todos, onde mal, somos realmente, nós por não alinharmos nestes truques!

Mas atenção, o cartão vermelho, não foi para nós, onde as visitas crescem a cada dia… O cartão vermelho, o público já mostrou em muitas ocasiões esta temporada.

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