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Editorial de Janeiro - A maçã com bicho!

  • 2022-01-11 10:30
  • Autor: Solange Pinto


'Enfim, arriscaria em dizer que perdem todos, numa tauromaquia que se pode bem comparar a uma maçã com bicho e apenas duas soluções: ou se corta a parte do bicho e área circundante e se aproveita a maçã sã, ou a maçã apodrecerá na sua totalidade e rapidamente.'

Há qualquer coisa aqui no burgo, que não está bem… Essa ‘qualquer coisa’, simples de ver, é afinal de contas, uma paz podre entre os empresários…

Parece haver petróleo pelos lados do Montijo e Figueira da Foz, mas pior que os valores inflacionados, são mesmo as conclusões que de tudo isto se podem retirar.

A primeira de todas elas, é que afinal, se os valores em jeito de ‘base de licitação’ atraem empresários, a tauromaquia é um negócio muito mais rentável do que os empresários defendem ser… No entanto e em contas rápidas de fazer, percebe-se que com a escassez de patrocínios na tauromaquia, tudo o que gera dinheiro, é única e exclusivamente a bilheteira e essa, fabrica tanto dinheiro assim, a ponto de tornar tudo isto um negócio rentável?

Ou afinal de contas este negócio é para alguns dos eventuais interessados um eficaz mas discreto “detergente”?

Também pode ser e numa segunda análise mais “idiota”, apenas e só uma forma de certos agentes se afirmarem neste mundo, por ser o único que lhes deu “cova” de forma a existirem socialmente.

Mais conclusões de tudo isto.

Para que existe a APET? Não era suposto haver uma concertação entre os seus associados?

Não era suposto, que afinassem todos, pelas mesmas estratégias de forma a defender um bem maior?

É que noutras matérias, já percebemos que os jogos paralelos e as acções individuais são as que imperam.

E a haver interessados (que sabemos que os há…) em gerir nestes moldes as praças da Figueira e Montijo, quem serão os prejudicados no futuro? Toureiros, ganadeiros e claro está, todas as restantes peças incluídas na promoção de um espectáculo.

Mas calma. Há mais prejudicados. Em abstracto, ou não, os aficionados acabarão também e de forma muito discreta, por pagar caro a factura… Os bilhetes subirão, a qualidade descerá ou pelo menos, resultará viciada (disto falaremos muito em breve).

E a Covid-19 e suas condicionantes? Já passou? É que até aqui pediram-se descontinhos aos diversos intervenientes dos espectáculos.

Feitas as contas, no Montijo, a renda do imóvel afecta a cada espectáculo ronda os 10.000 euros.

Na Figueira, aproximadamente o mesmo valor.

As perguntas que se impõem são: a quem interessam estes valores? Os concursos da Figueira e Montijo já foram elaborados desta forma para que se afastassem outros interessados e se favorecessem alguns…? Quem vai perder no futuro?

Enfim, arriscaria em dizer que perdem todos, numa tauromaquia que se pode bem comparar a uma maçã com bicho e apenas duas soluções: ou se corta a parte do bicho e área circundante e se aproveita a maçã sã, ou a maçã apodrecerá na sua totalidade e rapidamente.

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