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Balanços da Temporada - Imprensa

  • 2021-12-21 19:29
  • Autor: Solange Pinto


Os mais destacados: castração da liberdade de expressão/imprensa

O estado da imprensa em Portugal, é o espelho do seu país.

As amarras existentes e diz-se que cada vez mais, demonstram o estado evolutivo de uma nação empobrecida de valores, em que proliferam os corruptos, corrompidos e demais agentes de negociatas diversas, sendo que, parece ter-se instalado a máxima de que quem conta tudo isto, é o verdadeiro criminoso, pois deixa a “nu”, o que de facto existe, destapando uma realidade que nos envergonha a todos e que por isso, era melhor deixar na penumbra…

Claro está, que não se contando tudo o que de menos correcto se passa, deixa-se caminho aberto para continuar o delito sem holofotes virados aos seus executantes…

No campo da imprensa que conta a tauromaquia, vive-se o mesmo estado de “pouca graça”… Um estado mergulhado na antiguidade, na mentira comprada, na invenção de triunfadores… Vale exactamente isto “conta a mesma mentira 10 vezes que os papalvos vão acabar por acreditar”… Noutro campo, também não se devem, ou melhor, não se podem contar as verdadeiras jogadas de uma Festa que se queria transparente.

A imprensa taurina, vive subjugada aos seus agentes, de forma a não comprometer um direito básico, o de informar.

A tauromaquia, quando se pensa que não pode descer mais baixo, exibe triunfalmente, agressões de supostas grandes figuras dos toureiros a jornalistas; ameaças de ganadeiros a jornalistas, de empresários que não cumprem o dever de permissão obrigatória aos seus espectáculos a jornalistas e ainda por último, tentativa de persuasão constante no que a resultados/crónicas concerne…

A vontade de se castrar informação pertinente é uma certeza. Vejamos o caso da colhida de uma grande figura do toureio, em Reguengos. Demorou-se uma semana ou mais até que essas imagens fossem publicadas…

Há 27 anos, quando morreu Ayrton Senna, todos vimos imagens da sua morte, em tempo real… Deixou de haver “Formula 1”? Não só não deixou, como se respeita pelo perigo implícito…

Na tauromaquia, qualquer imagem publicada de cavalos feridos monta a rebelião por entre os intervenientes da Festa.

A tauromaquia, vive encerrada numa bolha obsoleta, ineficaz e que segue a linha de espectáculos circenses: o tipo da bilheteira, é o domador de leões e ainda faz uma perninha como palhaço.

Pois bem, a tauromaquia está assim: o tipo que é apoderado, é empresário, estás nas associações e imagine-se, é director de um órgão de comunicação… Haverá coisa mais ridícula que imaginar o Rui Costa a escrever notícias num jornal?

A imprensa taurina envergonha-me(nos) com excepções feitas à Revista Novo Burladero, a alguns apontamentos do Naturales e ao site generalista Infocul… Tudo o resto, são blogs pessoais que vivem de trocos para o dia-a-dia e sobretudo, de alimentar egos de quem julga que aquilo é muito visto…

O outro que faz galas para ir de férias, é tão-só uma cabala que não durará muito tempo!

Ideia-chave de tudo isto (vetos em praças de touros, tentativas de agressões, ameaças e pagamentos a blogs para dizer que a imprensa a "sério" é conflituosa), é que no campo da imprensa, a verdeira triunfadora é a castração da liberdade de expressão/imprensa.

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