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Moita - Corrida longa por uma boa causa...

  • 2021-10-24 20:58
  • Autor: Solange Pinto
  • Autor da Foto: João Dinis


Realizou-se na tarde de Domingo, na Praça de Touros Daniel do Nascimento, na Moita, uma corrida de touros que pretendia evocar a passagem dos 100 anos de existência da Associação Nacional de Toureiros.
Em praça estiveram os cavaleiros Rui Salvador, Luís Rouxinol, Ana Batista e António Telles filho, bem como os matadores de touros Manuel Dias Gomes e Joaquim Ribeiro Cuqui.
As pegas estiveram por conta dos Grupos de Forcados Amadores da Moita e Alcochete, sendo que o tauródromo registou um terço de entrada, com destaque para as lides de Rouxinol e Dias Gomes.
CRÓNICA DA CORRIDA
GALERIA FOTOGRÁFICA

Foi longo, muito longo o espectáculo que esta tarde teve palco na Praça de Touros Daniel do Nascimento, na Moita.
Enquanto espectáculo e do que artísticamente dali resultou, não foi, diga-se em tom baixo, um espetáculo para recordar por muitos e bons anos, contudo, o que aqui importa, mais do que tudo o resto, é defender um labor iniciado pelos antepassados e que pode, deve e quer-se mantido pelos executivos do presente.
Honrar os toureiros, é sobretudo, honrar a tauromaquia e pena é, que nem todos tenham marcado presença na Moita.

Conclui-se, que foi, é e será sempre o público a defender melhor que ninguém, uma Festa que é de todos.

O esforço de quem montou o elenco, de quem nele actuou, de quem o promoveu e de quem deu donativos sem mesmo ter "lá" ido, resultou em cerca de 29.000 euros para o Fundo de Assistência e tudo o que "isto" acarreta.

O cartel inicial já se sabe, foi "remendado" em dois nomes, contudo, entendem-se e estão mais que justificados os motivos: Ana Batista por Francisco Palha e António Telles filho, substituindo seu pai, António Telles.

Nesta longa tarde, houve dois destaques, Luís Rouxinol, que lidou o segundo sobrero (único sobrero a saír à arena), por lesão do segundo toiro da ordem e Manuel Dias Gomes.

Luís Rouxinol foi o "ar fresco" de uma tarde morna, não necessáriamente má, mas que estava a meias ou contidas tintas. Andou bem em compridos, seguindo para uma série de curtos de boa nota, terminando com um palmito. O público sentiu a sua actuação, muito aplaudindo.

Manuel Dias Gomes, andou templadíssimo em capote, variado e com gosto. As veronicas foram de grande nota, bem como a sua faena de muleta, baseada no piton direito porque o seu oponente assim declarou. Boa actuação, com profundidade e redondeada com bonitos passes de peito.
Por bem bandarilharem este toiro, saudaram montera em mão, os bandarilheiros João Ferreira e Miguel Batista.

Voltemos ao início.
Rui Salvador andou muito solvente, como de resto tem sido apanágio desta temporada.
Com facilidade e gosto desde o principio ao fim da sua actuação, com ladeios vistosos e remates das sortes. A função não resultou mais "sonora" pelo facto do astado pouco transmitir.

Ana Batista teve um 'mau' contacto com a ferragem comprida, visto que os ferros não ficavam de forma insistente... Uma vez já em curtos, voltou ao seu registo de toureira recheada de classe, recuperando o sítio, em cravagens muito correctas.

Fechando o sector equestre, encerrou o capítulo, o cavaleiro praticante, António Telles filho.
Bem de verdade, com bom sentido de lide, reunindo a preceito.

As pegas estiveram por conta dos Amadores da Moita e Alcochete.

Pelos Amadores da Moita, foram na linha da frente David Solo e Fábio Silva, em consumações, ao primeiro e segundo intentos, respectivamente.

Pelos Amadores de Alcochete, estiveram na cara dos toiros, os forcados Vítor Marques e José Freire, m efectivações à segunda e primeira tentativas, respectivamente.

Por fim, actuou ainda, Joaquim Ribeiro Cuqui, tendo por diante, um toiro sem lide possível. Deste facto está ilibado o matador, contudo, quando se percebe que se tem por diante, um poço sem água, não vale a pena insistir, correndo-se o risco do público se aborrecer...
Cuqui esteve ainda assim, valente, com um oponente alto por diante e com perigo na sua investida.

Lidaram-se reses das ganadarias de Joaquim Brito Paes, Antonio Brito Paes, Calejo Pires e David Ribeiro Telles, sendo que todos cumpriram em apresentação, destacando-se pela negativa o lidado por Cuqui, da ganadaria David R. Telles, sendo que os restantes, se "deixaram lidar".

O espectáculo foi dirigido pelo Delegado Técnico Tauromáquico Ricardo Dias, assessorado pelo médico veterinário, Jorge Moreira da Silva.

Como nota final, resta esclarecer, que ao contrário do que aconteceu ontem na Chamusca, na Moita, os artistas deram voltas à arena, continuando a não se entender a dualidade de critérios.
Os brindes, foram dirigidos a António Telles e Manuel Telles Bastos, ali presentes entre barreiras; a Helder Milheiro, presente na bancada e a Nuno Pardal, Presidente da ANDT, continuando a sua cruzada de forma a manter viva, eficaz e actual, a história que um dia, outros toureiros tiveram a ousadia de inciar...

 

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