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Caetano e os 'gaiatos' empatam em Estremoz

  • 2021-07-18 01:46
  • Autor: Solange Pinto
  • Autor da Foto: João Dinis


Realizou-se este Sábado, em Estremoz, uma corrida de touros com cartel composto pelos cavaleiros João Moura Caetano, Duarte Pinto, Joaquim Brito Paes e António Telles filho, com pegas a cargo dos Amadores de Arronches, Monforte e Redondo, sendo que à arena sairão toiros da ganadaria Paulo Caetano e Irmãos Moura Caetano.
O tauródromo registou boa entrada de público dentro das restrições pandémicas.
CRÓNICA DA CORRIDA
GALERIA FOTOGRÁFICA
ASSIM ACOMPANHAMOS EM DIRECTO

Livrai-me de achar que estou velha, contudo, a minha idade permite-me chamar a Joaquim Brito Paes e António Telles filho, "gaiatos" e garanto, faço-o de forma carinhosa e como boa alentejana que sou... Os gaiatos do cartel, estiveram em muito bom plano, animaram a malta com o seu toureio em modo "refresco" e João Moura Caetano, magistral na lide do seu primeiro, num dueto de êxito, com o seu cavalo Campo Pequeno.

Estremoz voltou a abrir portas, um ano e uma semana depois de ter ali, na mesma praça, se ter dado a primeira corrida do ano 2020, com pompa, êxito e muita segurança.

O que aqui não mudou, foi a segurança.
A empresa Ovação e Palmas, de Luís Miguel Pombeiro, voltou a não defraudar no que à segurança sanitária diz respeito.
A possibilidade e até o "convite" à realização de testes Covid foi uma realidade. Medição de temperatura à entrada de cada sector e ainda, um lugar de distância entre cada cadeira.

Antes do início do festejo, voltou a lembrar-se as personalidades que apoiam a tauromaquia e, cumpriu-se um minuto de silêncio em memória de João Cortesão e das vítimas Covid.

Boa Direcção de Corrida a cargo de Marco Gomes e um espectáculo com ritmo, mas, do que mudou em relação ao ano passado, menos, muito menos ambiente e uma lotação limitada, mas ainda assim, não cheia dentro dessa limitação... (dá que pensar e encontrar, as arestas a limar, ponderando-se as razões para que o papel não se esgotasse...).

Pois bem, no plano ganadeiro, tudo ok. Paulo Caetano foi chamado a dar volta na lide do quinto, mas diga-se, todas as rezes, de Paulo Caetano e Irmãos Moura Caetano, cumpriram de boa forma, sem complicar, embora com mais ou menos força, mais ou menos alegria na investida.

Do resultado artístico, conto com um empate a 1, entre Moura Caetano e os "gaiatos", falo de Joaquim Brito Paes e António Telles filho.

Caetano destacou-se e muito, numa soberba actuação frente ao primeiro do seu lote, montando o Campo Pequeno. Bem mas bem, com profundidade e plasticidade, bonitos recortes e ladeios. Inspiração e bonitos ferros curtos, precedendo os já bons compridos.
Frente ao segundo, andou em bom plano, mas já sem a desejada regularidade qualitativa por entre todos os ferros deixados com o Baco. O último, com o cite muito em curto, foi o melhor de uma série em que ainda assim, tentou imprimir emoção.

Os gaiatos... Joaquim Brito Paes andou fantástico. Bem nos compridos, muito comunicativo nos curtos e com "impacto" junto da bancada. Batidas ao pitón contrário e uma brega dominadora. Lide que agradou e que fez o público divertir-se.

António Telles filho, teve aquilo a que chamo uma brilhante actuação.
Com uma classe e elegância indiscritivel, com gosto, com cunho pessoal pese embora as entendíveis semelhanças a seu pai, com recursos e argumentos. Boa brega, boas reuniões, remates e até, humildade e sentido de oportunidade e "deveres", quando saiu ao quite, na tentativa de evitar um percalço quando o toiro que lidava partiu a porta de acesso à trincheira...

Completava o cartel, Duarte Pinto.
Longe e aquém das suas reais pontencialidades e ressalve-se, que, ainda assim com apontamentos de nível, Duarte Pinto foi autor de duas actuações "asseadas" mas sem brilhantismos.
A primeira prestação pautada pela intermitência nas reuniões, na segunda, aí sim, com curtos de melhor execução e mesmo, dois de muito boa reunião.

As pegas estiveram por conta dos Grupos de Forcados Amadores de Arronches, Monforte e Redondo e diga-se, que houve complicações, mas que, quase nenhumas impostas por dificuldades criadas pelos toiros...

Pelos de Arronches, efectivou pega ao segundo intento, Gabriel Pimenta e a segunda pega da formação, tentada uma vez por João David Cunha, quem teve que ser conduzido à enfermaria por se encontrar lesionado, sendo dobrado por um colega, à sua primeira tentativa.

Pelos de Monforte, foram na linha da frente, José Chaborra, efectivando à terceira tentativa e, João Fragoso, à segunda.

Pelos de Redondo, foram caras, o cabo Hugo Figueira, efectivando ao primeiro intento, aquela que foi a sua última pega, despedindo-se da liderança da formação e, João Fragoso, à segunda tentativa.

Em disputa estava o troféu para a melhor pega, que foi atribuído a Hugo Figueira do Grupo de Forcados Amadores de Redondo. O júri foi constituído por Luís Miguel Pombeiro, António Lúcio e Luís Cebola.

A noite quente de Verão, trouxe-nos a recordação das grandes noites de toiros alentejanas, no que se pretende, poder voltar a ser uma realidade.

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