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Editorial - Julho - Até os papagaios se cansam

  • 2021-07-11 21:54
  • Autor: Solange Pinto


'...os aficionados, esses ‘pobres coitados’ que compram bilhetes e movem a economia tauromáquica, devem exigir respeito e devem sobretudo, ser mimados, com esclarecimentos constantes, de procedimentos em vigor, inibições ou restrições, condições de acesso ao espectáculo “a”, “b” ou “c”...'

Vivemos uma temporada todavia pior que a anterior. Mas é importante pensar e repensar estratégias.

O disco, o meu, e o de mais um ou dois colegas, parece estar riscado, o que faz de nós papagaios, a quem se acha piada, mete-se na gaiola e espera-se que se calem…

Pois é, mas a repetição das ‘maleitas’ da tauromaquia, é importante.

As críticas deverão ser aproveitadas positivamente e não ser encaradas como ‘mais do mesmo’ e ‘deixem que falem’.

Urge aliás, perceber onde tudo isto vai parar.

Já o disseram outros e eu, corroboro. Cartéis repetitivos, sem qualidade não pelos nomes mas pelas miscelâneas que não se entendem e sobretudo, datas inventadas, numa época que não permite passos em falso.

Vejamos o resultado de Olivenza. Uma corrida só porque sim, numa data que não corresponde a nenhuma feira e na bancada, não se esgotou o papel, num elenco que à partida daria garantias de ficar gente na rua.

Por cá, as coisas estão ainda mais complicadas. Além das datas inventadas e da sobrecarga evidente de corridas para o futuro, algumas delas numa altura sem razão de ser, eis que olhamos para os cartéis, e tentamos imaginar os motivos que levarão o aficionado a comprar um bilhete.

Ultrapassada a questão, fantasiamos ainda, se chegaremos ao dia e se, o espectáculo se realizará e ainda, a realizar-se, se é necessário teste, se é necessário certificado de vacinação ou, em caso de não haver espectáculo, se iremos emoldurar o bilhete para mais tarde recordar por não ter havido lugar a devolução, nem a explicações que devolvam a confiança aos aficionados.

Mais. Actualmente, teremos ainda de equacionar, se chegaremos a tempo a corridas que se anunciam em dias de semana (por exemplo sextas-feiras), às 21 horas e algumas ainda antes.

Perguntarão, que culpas no cartório terão os empresários e porque raio, estarei eu sempre a bombardear com estes temas que afinal de contas e aparentemente, não são culpa de ninguém e sim, de uma pandemia que ninguém ousava sequer imaginar que um dia surgiria.

Pois é, mas os aficionados, esses ‘pobres coitados’ que compram bilhetes e movem a economia tauromáquica, devem exigir respeito e devem sobretudo, ser mimados, com esclarecimentos constantes, de procedimentos em vigor, inibições ou restrições, condições de acesso ao espectáculo “a”, “b” ou “c”.

A APET, como entidade aglutinadora do sector empresarial tauromáquico, tem definitivamente de delinear uma estratégia, de forma a cuidar os cacos que ainda se podem colar. A emissão de um boletim semanal, por exemplo, com as condições de acesso ao espectáculo da localidade “y”, seria uma mais-valia, bem como, o aviso de que essa corrida, está ou não de pé, para que os aficionados se possam organizar.

A credibilidade do sector, terá de ser notória e real, para que não se façam contas de cabeça… Ah pois é. Já alguém pensou, que a bilheteira de Santarém, ESGOTADA para uma corrida e muito bem vendida para outra, estará a render qualquer coisinha. Pois, porque suponho que o valor em causa, não esteja guardado num qualquer armário de casa do pessoal que organiza o evento. Mas entretanto, o “Joaquim dos Anzóis”, quer o dinheirinho de volta, quiçá para ir a outra corrida que eventualmente possa haver, e não tem.

Esta não é a tauromaquia a que nos habituamos no passado.

A pandemia não justifica tudo.

A solução terá de estar baseada em poucas premissas: qualidade e competitividade dos elencos, datas ‘cumbre’ e seriedade, com uma boa estratégia de comunicação.

Por enquanto, vejo pouco destas premissas, numa tauromaquia em que cada um rema para seu lado, apenas na tentativa que o barco esteja a boiar e não com o objectivo maior que o barco chegue afinal a um destino.

Não basta queixarmo-nos de descriminação, não basta insultar o governo, exige-se uma liderança eficaz… Liderança de quê? De tudo, porque já percebemos que temos uma Protóiro que para esse papel, não serve.

Acordem de depressa, caso contrário, qualquer dia, nem os papagaios perderão tempo a palrar o que quer que seja…

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