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Madrid – ‘Mandamos nós’, dizem os portugueses

  • 2019-05-26 21:25
  • Autor: Solange Pinto
  • Autor da Foto: João Dinis


Foi um verdadeiro duelo ibérico o que se viveu em Las Ventas, na segunda corrida de rejoneo, do abono isidril.
Actuaram os portugueses Rui Fernandes, João Moura Júnior e Telles Júnior, bem como os rejoneadores espanhois Martín Burgos, Armendáriz e Pérez Langa, frente a toiros de Los Espartales.
Os portugueses levaram a melhor, quer em resultado numérico, quer em toureio, registando a praça de Madrid, meia entrada forte.
CRÓNICA DA CORRIDA
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Com a imposição de Pablo e Ventura no mundo do toureio a cavalo, temos por vezes tendência a esquecer quem mandou em tudo isto… João Moura foi ‘Senhor de Madrid’ e antes de tudo o que viria a seguir, mandou e mandou muito… Hoje, reavivaram-se memórias e o mando, esteve novamente na mão dos portugueses.

Madrid e a sua Las Ventas, renderam-se aos pés de três portugueses, que, com estilos bem vincados e dissemelhantes uns dos outros, mandaram na arena e reivindicaram, ora mais que em anos anteriores, um lugar novamente respeitado na tauromaquia mundial.

Rui Fernandes, Moura Júnior e Telles Júnior, foram os homens de quem se falou, de quem se fala e de quem terá que se falar nos próximos tempos e sobre isto, não há mesmo volta a dar. Os três em momentos fantásticos das respectivas carreiras e muitos furos acima dos rejoneadores com quem alternaram.

Os dois troféus pintados de verde e vermelho, foram para parar às mãos de Moura Júnior e Telles Júnior, mas, há que ressalvar, que Rui Fernandes, caso a ‘espada’ não o atraiçoasse, teria tido igual resultado numérico.

É por ele que começamos, pela sua antiguidade e pelo seu importante posto ocupado não só hoje com o seu labor em Madrid, mas ao longo dos anos (mais de vinte), por todas as praças da geografia taurina.

Recebeu de forma soberba, cravou as bandarilhas de alto a baixo, sem defeitos, sem precipitações e com muita sabedoria e técnica. Ladeou na preparação, rematou com piruetas… Grande actuação, quiçá uma das melhores da sua carreira na mais importante praça de touros do mundo.

Seguiu-se Moura Júnior. Moralizado, centrado e colhendo os frutos da herança ali deixada por seu pai, mal entra em praça, sente-se o apoio, de quem o conhece e/ou, de quem lhe reconhece o nome. Recebeu muito bem o oponente, deixando um bom rojão. Seguiu-se aquilo a que se chama um hino no que a brega a duas pistas concerne. Simplesmente espectacular, com um cunho pessoal inimitável… E depois? Duas Mourinas de se lhe tirar o chapéu e Madrid a seus pés. Mais palmitos e pese embora a sua estocada tenha resultado caída, o público pediu com muita força a orelha que lhe foi concedida, com a maior das justiças.

João Telles Júnior, regressou a Madrid apenas e só um ano depois da sua confirmação de alternativa, fazendo-o de forma inolvidável. Lidou com soberba, com poderio, cravou todos os ferros com pureza e sobretudo, criou ‘impacto’ com as duas curtas, deixadas com o touro fechado em tábuas. Terminou com o seu tradicional violino e matou de forma, a que não lhe fosse retirada a orelha de lei.

No que aos espanhóis diz respeito, destacou-se com uma também boa prestação, Raúl Martín Burgos. Bem de verdade, em toureio muito ligado, ritmado e com variedade de sortes. Tudo o que fez, fez bem feito e foi dele, o primeiro grande triunfo da tarde, cortando uma merecida orelha.

Abriu Roberto Armendáriz, frente ao pior toiro do festejo, que desde o início, evidenciou muita vontade de sair da arena, chegando inclusive a tentar saltar tábuas. Armendáriz fez o que pode, mas, sobretudo os inúmeros intentos na hora de matar, atribuíram-lhe umas tímidas palmas, no dia da sua confirmação de alternativa.

Mais comunicativo e com importante falange de apoio, esteve Peréz Langa. Desenvolto, com alegria nas suas abordagens e variado nas sortes, andou de forma mais entusiasta que na maioria das vezes, correcta.

O público pediu orelha, mas, apenas lhe foi concedida uma volta, que ainda assim, foi muito protestada pelo público.

Os touros de Los Espartales, foram na generalidade cumpridores, alguns deles chegaram mesmo a ouvir palmas no arraste. O primeiro, lidado por Armendáriz, foi francamente manso e sem recursos, assobiado à sua saída da arena.

A Monumental de Las Ventas, registou cerca de meia entrada forte, com mais de 12200 bilhetes vendidos.

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