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Balanço de Temporada – Forcados

  • 2017-11-14 22:53
  • Autor: Solange Pinto


Grupo de Amadores de Alcochete foi o grande triunfador da temporada, mas Pedro Primo e Fernando Quintella, heróis a recordar...

Seria impossível fazer um balanço do exercício de forcados e seus grupos, sem falar do grande facto que marcou esta temporada trágica para os ‘rapazes’ que envergam uma ‘qualquer’ jaqueta…

De ser ou não ser forcado associado não reza a questão. O que sim importa, é que morreram dois forcados, dois jovens de uma mesma geração, separados apenas por um ano de vida… Foi um toiro que os matou… Matou de forma similar, matou precocemente, matou deixando a todos os seus pares feridos na alma, matou de forma não inglória, mas inesperada, transformando este ano 2017, num ano sem precedentes…

Pedro Primo e Fernando Quintela, 25 e 26 anos de idade, membros dos Grupos de Forcados Amadores de Cuba e Alcochete, respectivamente, transformaram este mês de Setembro, num dos mais negros meses da tauromaquia lusa…

Primo foi colhido na terra que leva o nome do grupo do qual se despedia, Cuba. Quintella, fez a sua última pega na Moita, numa das mais importantes feiras taurinas do país. Primo e Quintela, são os forcados que importam agora relembrar. As suas pegas, a sua coragem, a sua galhardia, as suas paixões, a de pegar toiros.

São deles os triunfos, serão seus todos os tributos e deles, as lembranças deste ano fatídico.

Que por eles se evolua, que por eles se debata uma série de temas que urgem ser discutidos.

Que Pedro Primo e a sua partida, sirva para repensar uma ideia, creio que ‘chave’. Os forcados nascem a sê-lo de alma e coração e não obedecem a esquemas de agremiações estupidamente selectivas… Que de Quintella, venha o exemplo de elegância e sobretudo, o respeito pelo toiro. Aquele que não faz distinção entre ‘escrituras’…

Se Primo pertenceu a um grupo de menores recursos, Quintella, teve a felicidade e a honra, de vestir a jaqueta que este ano, deu os mais valorosos passos face ao triunfo.

A eleger-se uma formação triunfadora, rotundamente triunfadora da temporada, essa formação seria a dos Amadores de Alcochete. Se outros motivos não houvesse, as duas corridas na ‘sua’ casa, foram um verdadeiro ‘hino’ à arte de pegar toiros. Foram mais que nove pegas à primeira tentativa, foram nove demonstrações de como bater as palmas um toiro, nove demonstrações de como bem ajudar e nunca perder os papéis.

O primeiro ano cujo comando pertenceu integralmente a Nuno Santana, foi de grande relevo e coesão, com provas de fogo, com instinto ‘guerreiro’ no bom sentido da palavra, mas sobretudo, com timbre de elegância, amizade e espírito de grupo.

Alcochete foi ‘mais’ Alcochete, até além-fronteiras, num ano verdadeiramente para recordar…

E porque nos trabalhos de ‘equipa’, o crescimento conjunto é um ícone a valorizar, há que destacar o ‘crescimento’ do Grupo de Forcados Amadores de Coimbra. Esta temporada, marcaram presença em mais festejos e em palcos de maior postín, sendo as suas prestações, muito dignas e que vale a pena relembrar em dissertações deste género. Recorda-se uma dura corrida com palco em Idanha-a-Nova e a forma, como de debateram com as dificuldades impostas pelos toiros, sem nunca ‘perder os papeis’…

Houve tardes e noites de grandes pegas, de ovações imponentes e de triunfos individuais até, que optamos por não referenciar pelos motivos que começámos por descrever logo no início… todos os louvores individuais, serão de Pedro Primo e Fernando Quintella.

Houve tardes e noites menos inspiradas como disso foi exemplo a encerrona do Aposento da Moita, na Moita a 14 de Setembro.

Houve até, saídas em ombros pela porta grande do Campo Pequeno, com prémio de melhor pega atribuída a outra formação… mas calma, apenas o triunfo poderá ser relembrado e esse, já o cantámos, sem desprimor a todos os Grupos que pegam toiros…