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Balanço de Temporada – Matadores de Toiros

  • 2017-11-05 22:59
  • Autor: Solange Pinto


Destacaram-se Curro Díaz, Juli, Manzanares e Castella

Depois de um período em tom vegetativo no que ao toureio a pé concerne, Portugal, os seus empresários e tauródromos, pareceram vislumbrar, que esta ‘modalidade’ do toureio, é afinal querida por entre aficionados lusos e que, mesmo sem a sorte suprema, é possível deslumbrar…

Idos são os tempos, em que Vítor Mendes se consagrou e mais, em que Pedrito apaixonou… era preciso, agora mais que nunca, ‘criar’ um ídolo que levasse ‘gente’ aos toiros e mais, que criasse o tal burburinho e discussão…

Depois de um monumental triunfo protagonizado por Julián Lopéz ‘El Juli’, no Campo Pequeno, há uns anos atrás, voltou a criar-se a dita ilusão… Ano depois, Juan José Padilla, apaixonou, mais do que por arte pura, pela sua capacidade de superação.

Não esquecer, que Padilla, começou a cativar, não no referido Campo Pequeno, mas na Moita, trazido pelas mãos de João Pedro Bolota, aquando da sua permanência na Daniel do Nascimento.

Padilla foi ‘feito’ ídolo, mas, como em tudo na vida e em todas as áreas de espectáculo, seria desejável que não se esgotasse a capacidade de impressionar e a visibilidade em excesso, seria castradora. Assim aconteceu. Depois de um abusivo e facilitado ‘encanto’ do público lisboeta, a paixão acabou… Num dia menos inspirado do diestro jerezano, Lisboa não perdoou e não permitiu a Juan José o facilitismo de outrora… bem o grande jurado, a provar, que floreado sim, ‘enganado’, não!

Os grandes cartéis da temporada, contaram assim, com presença de toureio a pé, senão vejamos o mano-a-mano de Pablo e Manzanares, no Campo Pequeno; de Ventura e Roca Rey, na Moita e de, Ventura, Morante e Juli, em Santarém.

Houve mais… Casquinha, Manuel Dias Gomes, Paco Velasquez, Juan Leal, Manuel Escribano, António João Ferreira, Sebastián Castella, Juan del Álamo, Fandi e até… Curro Díaz, numa valorosíssima faena, num festival em Vila Franca, a 9 de Abril, em Vila Franca. Excepcional faena, carregada de emoção, de valor, mas sobretudo, de muita arte… E se de arte falarmos, sim, foi esta quiçá, uma das melhores faenas em palco luso.

Castella esteve iluminado e dedicado, na Moita, mesmo tendo em conta que se enfrentou com um ‘cómodo’ astado de Caetano e, gigante Julián Lopéz ‘El Juli’, a reinventar-se em Santarém, numa tarde de magistério absoluto, defendendo os seus galões e prestígio.

Não esquecer de José María Manzanares, em Lisboa, numa faena de importância e da grande oportunidade dada a Joaquim Ribeiro ‘Cuqui’, cujo nome não abordámos no balanço de novilheiros, por considerarmos que se encontra num plano superior, faltando apenas e só o estatuto de profissional do toureio. Actuou ainda na Moita, podendo actuar, noutros palcos, se as oportunidades se multiplicarem, como bem merece.

Foi isto e espera-se que seja mais, sendo a corrida mista, uma boa solução para ir cativando, passo a passo, as gentes ávidas de capotes e muletas… mas a prudência aconselha-se, não sendo conveniente, matar o ‘bicho’ por exagero de alimento…