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Padilla no Campo Pequeno - A queda da fórmula!

  • 2017-09-08 02:07
  • Autor: Solange Pinto


Realizou-se esta quinta-feira, no Campo Pequeno, aquela que foi a penúltima corrida do abono lisboeta.
Em praça, estiveram Luís Rouxinol, Juan José Padilla e Manuel Dias Gomes, frente a toiros das ganadarias de Vinhas e Manuel Veiga, respectivamente.
As pegas estiveram por conta do Grupo de Forcados Amadores de Santarém, tendo o Campo Pequeno registado entre meia praça forte a dois terços de entrada, fracos.
CRÓNICA DA CORRIDA
ASSIM ACOMPANHAMOS EM DIRECTO

Por entre os sucessivos desaires de temporada do Campo Pequeno, com triunfos baseados em pés de barro, outros, poucos, triunfos consistentes e ainda, entradas atípicas, a gestão da apelidada de mais importante praça de touros do país, parecia ter encontrado a fórmula para 'meter' gente num tauródromo, a viver evidente tempo de crise...

Falamos óbviamente de Juan José Padilla, a 'estrela' do Campo Pequeno, o Homem que até em jantares de entrega de troféus, saiu em ombros pela porta grande do tauródromo...

Repete-se e repete-se e ainda... repete-se, até que a 'coisa' dá o estouro! Foi hoje a 'bomba'... rebentou a fómula Padilla, caiu por terra mas... desengane-se quem pensa que a noite de hoje não foi importante. Foi! Os 'tugas' finalmente acordaram e disseram 'calma, que isto ainda não é a 'república das bananas' e gozo, substimação da malta pagante, NÃO!

Pois bem, tudo isto para dizer que Juan José Padilla, a quem todos temos de respeitar muitíssimo, sobretudo pela invulgar capacidade de superação, também tem, que respeitar, quem 'mete a cabeça no buraco' e compra bilhete. São estes os que mantém a festa viva, são estes. Entendem bem?
Padilla teve passagem inglória pelo Campo Pequeno e se o primeiro toiro não serviu, o segundo que dizer? Foi Padilla quem não serviu! Não bandarilhou e foi aí que começou a revolução e quiçá a mexida que se impõe no Campo Pequeno, a TODOS OS NÍVEIS!

Música atribuida por Manuel Gama (sabe-se lá porquê) e retirada, quando a coisa se complicou... assobios ao toureiro de Jerez, insultos, e blá blá blá... Fois isto, repito, a queda da fórmula!
Queda em termos qualitativos e quantitativos, sim, porque Padilla não só não esgotou o Campo Pequeno, como não o encheu, como o deixou a cerca de dois terços (numa análise cor-de-rosa).
Se frente ao primeiro pouco houve a registar, frente ao segundo e instalado o desânimo do público, aproveitou, Manuel

Dias Gomes. Andou bem, com um toureio vistoso de capote e muito solvente de muleta. Faena extensa, mas com bons pormenores do diestro luso, que, agrandando, deu duas voltas à arena.

Abriu Luís Rouxinol, com uma actuação atípica para aquilo que pode e sabe. Luís nunca foi toureiro de comodidades e nesta noite, mesmo que a dar jogo complicado, o Luís de outros tempos teria contornado esses mesmos obstáculos. Frente ao segundo, desenvolveu agradável actuação, montando o Douro e o Antoñete, deixando a terminar um par e palmo e antes, brilhando antes, com a brega ladeada.

Bem, mas mesmo bem, estiveram os forcados escalabitanos. Primeiro Antonio Taurino e depois Francisco Graciosa, ao primeiro intento.

Houve mais destaques, por entre os poucos de um festejo enfadonho. Triunfais estiveram os elementos da quadrilha de Gomes. Cláudio Miguel, João Oliveira e João Ferreira, saudaram 'montera en mano', muito justamente.

Lidaram-se reses de Vinhas e Manuel Veiga, de comportamento e apresentação desigual.

Dirigiu Manuel Gama, uma corrida que fará ainda correr muita tinta... para quem opina e não faz do retrato, a sua única crónica!

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