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Crónica - Campo Pequeno e as suas 1001 portas grandes

  • 2017-08-04 02:36
  • Autor: Solange Pinto


Realizou-se esta quinta-feira, no Campo Pequeno, mais uma corrida nocturna inserida no abono 2017.
Em praça estiveram Rui Fernandes, Filipe Gonçalves e Francisco Palha, frente a toiros da ganadaria David Ribeiro Telles.
As pegas, estiveram por conta dos Grupos de Forcados Amadores do Montijo, Aposento do Barrete Verde de Alcochete e São Manços, tendo o Campo Pequeno apresentado uma lotação que rondou cerca de um terço de casa forte.
CRÓNICA DA CORRIDA
ASSIM ACOMPANHAMOS EM DIRECTO

Anunciava-se como a Corrida do Emigrante e de facto, acreditamos que no Campo Pequeno por lá estivessem alguns... contudo, não tantos como desejariamos todos. Um terço de casa forte, foi lotação fraca para um cartel que à 'última da hora', se rematou com a importante inclusão de Rui Fernandes, mas que, não gozou de tempo e eficácia 'q.b.' para a sua promoção.

Rui Fernandes, Filipe Gonçalves, Francisco Palha, toiros de David Ribeiro Telles e os Grupos de Forcados do Montijo, Aposento do Barrete Verde de Alcochete e São Manços, compunham a totalidade do elenco de hoje, em que em disputa estava um prémio para a melhor pega.

Comecemos por aqui, não fosse este o mais 'emblemático caso' do festejo. As pegas, foram consumadas, por esta ordem por Hélio Lopes, Marcelo Lóia, João Fortunato, José Pedro, Diogo Amaro e Jorge Valadas, sendo que, o júri composto pelo Real Grupo Tauromáquico Português, António Alfacinha e Amorim Ribeiro Lopes, decidiram que a pega vencedora era a primeira da noite, consumada por Hélio Lopes. Não discuto e parece-me bem entregue, da mesma forma que poderia ficar bem entregue a Diogo Amaro, que, mesmo efectuando pega à segunda tentativa, executou vistosa, aguentando derrotes do oponente. Amaro, deu volta com o cavaleiro e a forte pedido do público, iniciou outra volta, com a pronta companhia de Gonçalves. O público, não satisfeito com o voluntarismo de Filipe, 'obrigou' a que se abreviasse a volta, 'obrigando' outra vez, a que Diogo Amaro desse volta em solitário. Tudo isto se resume a duas voltas e meia, a que o Campo Pequeno apelidou de três, tendo por isso aberto a porta grande ao forcado e restante grupo...
Coisas do Campo Pequeno e das suas 1001 portas grandes...

No que aos cavaleiros concerne, diria que Rui Fernandes foi aquele que mais se destacou. Senão vejamos. A sua primeira actuação, sem ser de 'escândalo', foi certinha, sem toques, sem alardes exagerados, mas com afinco e boas intenções do cavaleiro que tudo teve de pôr, na tentativa de levar emoção às bancadas. Mas a segundo 'alto e pára o baile', aqui já houve um 'Fernandes dos antigos', a ir por tudo, para triunfar. Com a montada dos curtos, armou o taco. O cite balanceado fez as delícias do público. Cravou em 'su sitio' e esteve bem de verdade.

Filipe Gonçalves andou mais discreto na sua primeira prestação, mas tem uma segunda exibição de bom tom. Os curtos com forte quiebro, resultaram vistosos e não fosse o percalço sofrido ao adornar-se para a colocação de um par de bandarilhas, em que a cravou na orelha da sua montada, teria terminado como bem sabe... felizmente sem consequências graves para a sua montada, a verdade é que teve de mudar o rumo à história e terminar também bem, mas com um violino e o seu 'bate palmas'.

Francisco Palha andou a gosto e sobretudo, notou-se tranquilidade. As suas duas prestações tiveram bons e puros momentos de toureio e brega ao mais alto nível. Da ferragem deixada, contam-se algumas funções de muitos quílates.
O curro de toiros da ganadaria David Ribeiro Telles, esteve bem apresentado, havendo toiros de comportamentos díspares, sendo que ainda assim, todos serviram, uns com mais transmissão, outros menos. O terceiro toiro da ordem de lide, foi mesmo premiado com a volta à arena ao ganadeiro, dada na ocasião pelo seu maioral.

Dirigiu o festejo o Sr. Tiago Tavares, coadjuvado pelo médico veternário, Jorge Moreira da Silva.

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