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Carlos Zuñiga 'Estou aqui para dar categoria à tauromaquia portuguesa'

  • 2017-04-14 21:55
  • Autor da Foto: D.R.


A cerca de quinze dias de um dos espectáculos que promete marcar a temporada, o TouroeOuro quis dar a conhecer o empresário espanhol Carlos Zuñiga, o mesmo que deixou tudo e todos estupefactos com a montagem de um cartel histórico, em Estremoz.
Quem é, ao que vem e os seus projectos futuros… Tudo estampado nas linhas abaixo, onde poderá ler ‘não sou de pedra e não fecho todas as portas a projectos que para existirem tenham categoria e valor’

TouroeOuro (TeO)– Carlos, quer apresentar-se aos aficionados portugueses? Quem é o Carlos Zuñiga e a sua empresa.?
Carlos Zuñiga (CZ) - Carlos Zúñiga é um profissional de 40 anos de idade, com uma paixão que são os touros e uma loucura que são os cavalos.
Profissionalmente cresci no mundo taurino fruto do meu pai ter sido novilheiro e mais tarde empresário e apoderado. Desde os meus 22 anos que sou o gerente da empresa familiar que comanda na actualidade as praças de Gijon (16 temporadas consecutivas), Burgos (3 temporadas), Zamora (3 temporadas) e Alcázar de San Juan.
Anteriormente durante cinco anos levámos a praça da Corunha e durante dez anos a de Aranda de Duero, entre outras.
A título pessoal e até à temporada 2016, sou há sete anos o vedor nomeado pela empresa Taurodelta.
Tenho que destacar que a gestão da praça de Estremoz levá-la-ei também a título pessoal com a marca ‘Zúñiga Jr.’, sem que a empresa familiar esteja relacionada.

TeO - Porquê investir na tauromaquia portuguesa, e em especial em Estremoz?
CZ – Venho a Portugal há 30 anos e é um país que me apaixona e onde tenho muitos amigos. Encanta-me tudo deste país, o clima, as suas paisagens do Alentejo e Ribatejo, as suas gentes, a sua comida e sobretudo os seus cavalos lusitanos que me apaixonam, sendo que em Espanha tenho como hobby uma minúscula coudelaria.

TeO - Quer falar um pouco do ‘Projecto Estremoz’?
CZ - Chego a Estremoz pontualmente e com um único objectivo: tentar contribuir modestamente, dando um toque de categoria a uma tauromaquia portuguesa que por  vezes vejo algo abandonada.
Por enquanto, não tenho em mente gerir mais praças em Portugal, e por isso quero entregar-me à corrida tradicional da FIAPE e tentar revigorar tanto esta data como a de Setembro.

TeO - Como vê o panorama da tauromaquia portuguesa?
CZ - Acho que há muitíssimos aficionados ao touro e ao cavalo neste país, mas sem ânimo de crítica, nem muito menos, acho que há que tentar procurar espectáculos que marquem as datas com espectáculos que rompam a monotonia e não sejam um mero ‘cumprir o expediente’.

TeO - Que diferenças encontrou entre a montagem de um espectáculo em Portugal e Espanha?
CZ - Não vejo muita diferença. Acho que há que potenciar muito a promoção e a publicidade como base de um espectáculo único e ancestral. Encher as praças é o melhor argumento diante dos ataques antis aos que somos submetidos. Este espectáculo é muito, muito, grande e ninguém poderá acabar com ele. Ninguém!!!

TeO - Há a possibilidade de em 2018 vermos Carlos Zuñiga a concorrer a mais praças portuguesas?
CZ - Tenho muito trabalho em Espanha e em minha ideia não está crescer demasiado em Portugal mas também não sou de pedra e não fecho todas as portas a projectos que para existirem tenha categoria e valor.

TeO -  Para terminar, quais são as perspectivas para o dia 29 de Abril? Uma corrida de máxima expectativa… a corrida que toda a gente fala…
CZ – Tenho muitíssima ilusão apresentar-me desta maneira como empresário em Portugal. Estou como louco para que chegue o dia 29 e os aficionados possam desfrutar de um espectáculo único. Tanto Ventura como Moura Jr., creio que não vão deixar nada no pátio de quadrilhas.
Desde aqui, tenho que agradecer a ambos a disposição para poder levar a cabo este projecto no qual acreditaram desde o primeiro dia. Obrigado de verdade, a todos.

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