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Editorial - Abril – Vai por ti, pequeno grande exemplo…

  • 2017-04-10 23:17
  • Autor: Solange Pinto


Editorial - Abril – Vai por ti, pequeno grande exemplo…

Tinha projectado, escrever hoje, dissertar mesmo, sobre tudo o que se leu (lamentavelmente também não foram tantas as crónicas à nossa disposição), sobre o suposto renascimento do toureio a pé… Padilla, Roca Rey, casa cheia no Campo Pequeno, etc. e tal…

Outro dos temas possíveis, seria a injusta descriminação por parte do Campo Pequeno face ao TouroeOuro. Prometo fazê-lo, é oportuno, é premente e que o exemplo deste órgão de comunicação, sirva para outros que ousem comentar e opinar... A Festa está doente, mergulhada em interesses, em jogadas diversas, escandalosamente visíveis…

O que sim, farei também, é contar uma história que já não me apetece calar… a aproximação da Páscoa, lembra-me insistentemente um episódio, que todos vão gostar de saber… cumpre-se exactamente um ano desde que o ‘saque’ aconteceu…

Mais sabem que mais? Venho de Vila Franca (na altura em que escrevo este editorial), de ‘barriga cheia’ pelo grande faenão de Curro Díaz e estou-me literalmente borrifando para todos os temas que atrás citei. São pouco perto daquilo que vi, daquilo que desfrutei…

Confortavelmente sentada, escrevendo e ainda sonhando com a beleza do quadro pintado por Díaz e vêm-me à memória outros quadros pintados em Vila Franca… que palco para sonhar, que cenário para idealizar o triunfo, que seriedade… Vítor Mendes… que toureiro foi, tanto que lhe devemos… António João Ferreira e a sua aguarela do ano passado… e tantas e tantas memórias… regressamos a Curro e é inevitável exigir que volte. É figura, mas já o é há anos…

A lagrimita que me caiu pelo conhecimento da morte de Adrián, e que de quando em vez teima em ressurgir, transformou-se num sorriso, em Vila Franca.

Curro brindou ao céu, o que é de todos e onde chegou já Adrián… Podia jurar que o menino que quis e sonhou ser toureiro, desenhou tão bela faena para que do plano superior onde certamente se encontra, nos fizesse entender a todos, que há assuntos tão mesquinhos quanto as faenas e triunfos inventados e que são as grandes pinturas, a arte pura dos toureiros que verdadeiramente o ‘bordam’, que nos fazem acreditar, que sim, vale a pena andar ‘nisto’!

Foste forte Adrián, quiçá não tenhas tido outro remédio que mostrar a tua valentia perante tão difícil touro… Vai por ti Adrián, foste um pequeno grande exemplo para todos nós!

 

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