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Editorial - Agosto - Figueira e a Corrida da Televisão… ver em casa ou na praça, eis a questão!

Editorial - Agosto - Figueira e a Corrida da Televisão… ver em casa ou na praça, eis a questão!

  •  2017-08-10
  • Por: Solange Pinto

Dou comigo a pensar no que escrever, neste Editorial… Espaço que há seis anos assino, com periodicidade mensal e no qual, orgulhosamente escrevo o que penso, porque, apesar de outros vetos, a este luxo, ainda me dou hoje e sempre… escrever o que penso!

A dúvida no tema deste escrito, não deriva da falta de assunto, mas sim, da panóplia de temas oportunos, sobre os quais poderia aqui dissertar… Mas e apesar de ter preparado um mega artigo sobre as ‘forças ocultas’ da Festa, não será hoje, nem tão pouco agora, que darei à estampa certas coisas que… preciso muito contar-Vos!

Sou aquilo que sou, repleta de defeitos, de algumas virtudes, como de resto toda a gente… mas se há coisa que não suporto, é jogo sujo, jogo escondido…

Mas calma, cumprirei a promessa da publicação desta ‘bomba’ (termo que ultimamente muito se utiliza em tauromaquia), mas, apenas e só, quando sinta que não influenciará o normal curso da temporada…

Prefiro hoje, falar no feliz anúncio da realização da ‘Feira de Campo’, na Torrinha e que, esperemos, possa ser uma feliz reedição da Feira de Campo de 2013.

O trabalho sério tem que ser compensado com afluência de público, tal como aconteceu em Salvaterra, em Beja… Praças cheias, força da afición, força de um público que reconhece a qualidade… Força da tauromaquia!

É desta força que temos de beber amanhã na Figueira da Foz, onde não chega dizer que sim, somos aficionados e tal… Ficamos todos muito felizes que as corridas sejam transmitidas pela TV, mas ficamos mais felizes ainda, se forem transmitidas com praça cheia. Aí sim, o orgulho poderá ser total e aí sim, teremos força para falar, quando somos falados…

Está na moda dizer-se que a Festa acabará dentro de pouco tempo, que cada vez tem menos espectadores e blá, blá, blá… Bora lá, vamos mostrar da única forma possível, que ‘isto’ está vivo e goza de boa saúde! Critique-se a seguir, fale-se do que está mal com o intuito de construir, mas, na hora da verdade, vamos dar a cara, vamos à praça, vamos encher a Figueira…

Garanto que a seriedade da Tauroleve, é inegável e que o elenco montado, serve por si só de motivação!

Acredito que sim, que vamos mostrar que vale a pena acreditar e que todos juntos, com gostos diferentes e formas de estar dissemelhantes, mas repito, todos juntos, somos apenas um!

Figueira e a Corrida da Televisão… ver em casa ou na praça, eis a questão!

Ver na Praça!!! Há dúvidas?


Editorial - Julho - Prometo que um dia conto a história!

Editorial - Julho - Prometo que um dia conto a história!

  •  2017-07-12

No início da presente temporada, animei-me com o futuro da Festa em Portugal...

Cri, que os empresários tinham finalmente entendido que sem ovos, jamais se poderiam fazer omeletes e que, seriam os cartéis de força e prestígio, os que iriam 'salvar' do abismo tudo isto que amamos e não queremos deixar morrer...
Rafael Vilhais deu um poderoso pontapé de saída, anunciado um elenco de luxo na Moita, seguiu-se Rui Bento e o Campo Pequeno, com um cartel com os seus atractivos, embora com a repetição de Roca Rey, logo 'después', o espanhol Zuñiga com um mano-a-mano interessantíssimo, em Estremoz... Nos meandros da Festa, ouvia-se já falar na 'mega' feira de Santarém e...

Bem, a verdade é que tudo se projectava de forma diferente...
Campo Pequeno, oficialmente esgotado, mas o tormento chegaria... Estremoz não esgotou, Moita nem lá perto e Santarém, idem...

Entretanto, outros elencos, outras histórias, um Campo Pequeno com uma primeira metade de temporada fraquíssima, a registar as mais fracas lotações de sempre e outros tauródromos, com entradas de preocupação. Pelo meio, casa esgotada em Évora, numa tarde/noite de ambiente; antes, alter com grande ambiente e Vila Franca, com a teoria do copo meio cheio, meio vazio, que é como quem diz, boa casa, mas num cartel para esgotar!

Há efectivamente motivos para preocupações.

A falta de concertação dos empresários, os atropelos e a troca do cartel que agrada à terra, face ao favorecimento dos agradinhos entre empresários apoderados de toureiros, tem sido verdadeiramente castrador para a tauromaquia.

A escassez de promoção, ou a limitação da mesma, também não tem ajudado.

Competição é também um factor primordial na tauromaquia, cuidar o elemento toiro, seriedade...

Há tempos atrás, um blog jogou ao ar, a existência de um lobby, dizendo que era gay... pouco importa se é gay, heterossexual ou bissexual, importa sim que o há...

Fecham um cerco, abrangem vários quadrantes da tauromaquia... agem em uníssono!

Prometo que um dia falo na história, se entretanto, continuarmos aqui todos, vivinhos da Silva... Sim, porque isto de dizer o que tem de ser dito, traz os seus problemas...

Vamos ter esperança, isto um dia muda!


Editorial - Junho – No SEIS rumo ao ano SETE!

Editorial - Junho – No SEIS rumo ao ano SETE!

  •  2017-06-10
  • Por: Solange Pinto

Gosto bem mais do algarismo sete… o ‘sete’, está e sempre esteve conotado com o gosto pelo jogo, pela sorte ou azar e pela vontade de ganhar…

Gosto da sorte, mas vivo o azar como forte motivação na procura da sorte!

Sinto o ‘sete’, como o meu objectivo a perseguir… a meta que quero e sei que vou alcançar… sigo aqui a teoria do Mestre Mourinho. A auto-confiança, é ainda a melhor solução para sobreviver às mentes arrasadoras e destrutivas… Querem, mas não podem!

Hoje, precisamente hoje, estou, estamos todos de parabéns! Jogámos, ganhámos! Sorte? Sim, mas muita perspicácia, muito trabalho e empenho… somos os melhores? Sim, somos!

E fazemos seis anos de ‘vida’…!

O ano ‘seis’, é quiçá o mais importante da história do TouroeOuro. É o mais importante, porque é o ano presente, aquele em que, nos dedicaremos a 300 por cento para que o seu site, permaneça no lugar cimeiro da informação taurina!

Vivemos o ano seis, carregados de sonhos… e sempre que o Homem sonha, o mundo pula e avança…

Dos fracos nunca rezará a história, mas os fortes, têm-na e nós, temos toneladas de histórias vividas em 2.190 dias ao serviço da informação. Sim, porque para o TouroeOuro não há fins-de-semana, férias, verões ou invernos. No TouroeOuro, todos os dias são dias de contar a tauromaquia e todos os dias, são dias para que você nos visite.

12 mil seguidores no Facebook expressam bem a força do TouroeOuro, sendo a página de tauromaquia mais acompanhada no universo luso e nem mesmo as pedras que nos querem colocar no caminho, nos farão tropeçar… Saltamo-las, porque na mira, está o ano ‘sete’, aquele em que projectamos avançar com um projecto megalómano à escala da tauromaquia lusa.

Acreditem… nunca Vos mentimos e o que prometemos, cumprimos!

Não estamos sozinhos, nunca estivemos e ao longo de seis anos, trouxemos muita ‘gente’ connosco!

No primeiro dia de viagem rumo ao ano ‘sete’, resta-nos olhar para trás e sorrir e olhar para a frente e encher o peito de ar…

Aos nossos colaboradores, obrigado! Aos nossos amigos, dizer que Vos adoramos e aos nossos visitantes, a nossa vénia!

A aventura, começa agora… rumo ao ano sete!


Editorial - Maio - Aparições

Editorial - Maio - Aparições

  •  2017-05-10
  • Por: Solange Pinto

Um dia trás do outro e no que a informação concerne, um dia sempre à frente deste que vivemos…

É assim o TouroeOuro, a ponto de cumprir 6 anos de vida… E imaginem o luxo, de festejar este aniversário, exactamente no dia do mais emblemático cartel do ano, aquele que se julgava infazível em terras lusas, aquele que julgávamos não poder ver, porque de tão bom e imponente que é, tem os seus riscos, em boa hora assumidos pelo empresário João Pedro Bolota, a quem muitos ‘faziam já as cerimónias fúnebres’…

Santarém e a Celestino Graça, será o palco deste cartel de importância mundial, a 10 de Junho… Ah, e para os muitos que se mostram ‘beliscados’ com o facto de no ‘Dia de Portugal’ só actuarem espanhóis, ainda que um tenha nascido em Portugal, digo e repito, o toureio é mundial, assim se tenha estatuto para que se saltem fronteiras…

Portugal está sim mergulhado num conjunto de visões demasiado retrógradas, ainda e sempre agarrado ao triste fado que é o nosso. Nada contra o fado, mas nada também contra a evolução… Critiquei a seu tempo, o facto de se apelidar de corrida de touros ao espectáculo de Morante no Campo Pequeno, na época transacta. Faço uma chamada de atenção: não critiquei o formato, apenas disse e repetiria muitas mais vezes, que aquilo não é uma corrida, é sim e passo a redundância, um espectáculo.

Se falarmos de evolução, temos necessariamente de falar da falta dela nas praças lusas. O pó a que estamos sujeitos em certas praças, é absurdo, o tempo dos intervalos, absolutamente dispensáveis e maçadores, os cartazes, na sua maioria, feios que doem e os cartéis, de filhos com pais e filhos de outros com pais de outros ainda, repetitivos.

Pior vai a coisa, quando vem o furacão do México e todos (ups, alguns, graças a Deus) correm à procura do tostanito, mesmo que isso implique mentir descarada e vergonhosamente em crónicas, bem em jeito de – cinco crónicas contando o ‘desastre inegável’, uma, contando uma fantasia ‘negável’!

Assim vai a coisa no nosso Portugal das aparições, no ano do Centenário das Aparições de Fátima…

Infelizmente, na tauromaquia também há aparições, tristes… Já o disse num qualquer outro capítulo, a tauromaquia, serve para que todos existam. Donas de casa desesperadas por uma actividade, aficionados sem ‘cheta’ para ir aos toiros, e… até jornalistas comandados pelos barões! Ah, e claro, meninas ‘caçadoiras’ de toureiros e que metem a foice em seara alheia.

Pois bem, como não sei nada de rali, calo-me e opino sobre tauromaquia.

Cheia de anti-corpos, como dizem ‘eles’, cá vamos, disposta a ser quem sempre fui, para desgosto de uns, orgulho de outros e no caminho que considero certo, na tentativa de elevar a tauromaquia e não, alimentar-lhe as mentiras, interesses e outras coisinhas mais…

Na Festa, também há aparições… tristes aparições! Ameaças também… Aguenta Solange!

Rezemos para que a Tauromaquia, não perca o resto do nível e que de uma vez por todas, se eleve em categoria, em profissionais, em educação e em tantas outras coisas!


Editorial - Abril – Vai por ti, pequeno grande exemplo…

Editorial - Abril – Vai por ti, pequeno grande exemplo…

  •  2017-04-10
  • Por: Solange Pinto

Tinha projectado, escrever hoje, dissertar mesmo, sobre tudo o que se leu (lamentavelmente também não foram tantas as crónicas à nossa disposição), sobre o suposto renascimento do toureio a pé… Padilla, Roca Rey, casa cheia no Campo Pequeno, etc. e tal…

Outro dos temas possíveis, seria a injusta descriminação por parte do Campo Pequeno face ao TouroeOuro. Prometo fazê-lo, é oportuno, é premente e que o exemplo deste órgão de comunicação, sirva para outros que ousem comentar e opinar... A Festa está doente, mergulhada em interesses, em jogadas diversas, escandalosamente visíveis…

O que sim, farei também, é contar uma história que já não me apetece calar… a aproximação da Páscoa, lembra-me insistentemente um episódio, que todos vão gostar de saber… cumpre-se exactamente um ano desde que o ‘saque’ aconteceu…

Mais sabem que mais? Venho de Vila Franca (na altura em que escrevo este editorial), de ‘barriga cheia’ pelo grande faenão de Curro Díaz e estou-me literalmente borrifando para todos os temas que atrás citei. São pouco perto daquilo que vi, daquilo que desfrutei…

Confortavelmente sentada, escrevendo e ainda sonhando com a beleza do quadro pintado por Díaz e vêm-me à memória outros quadros pintados em Vila Franca… que palco para sonhar, que cenário para idealizar o triunfo, que seriedade… Vítor Mendes… que toureiro foi, tanto que lhe devemos… António João Ferreira e a sua aguarela do ano passado… e tantas e tantas memórias… regressamos a Curro e é inevitável exigir que volte. É figura, mas já o é há anos…

A lagrimita que me caiu pelo conhecimento da morte de Adrián, e que de quando em vez teima em ressurgir, transformou-se num sorriso, em Vila Franca.

Curro brindou ao céu, o que é de todos e onde chegou já Adrián… Podia jurar que o menino que quis e sonhou ser toureiro, desenhou tão bela faena para que do plano superior onde certamente se encontra, nos fizesse entender a todos, que há assuntos tão mesquinhos quanto as faenas e triunfos inventados e que são as grandes pinturas, a arte pura dos toureiros que verdadeiramente o ‘bordam’, que nos fazem acreditar, que sim, vale a pena andar ‘nisto’!

Foste forte Adrián, quiçá não tenhas tido outro remédio que mostrar a tua valentia perante tão difícil touro… Vai por ti Adrián, foste um pequeno grande exemplo para todos nós!

 


Editorial Março – Made in Portugal

Editorial Março – Made in Portugal

  •  2017-03-10
  • Por: Solange Pinto

Acho que já vivi muito para que ainda tenha a infeliz capacidade de me espantar com certas coisas que vão acontecendo no ‘mundillo’ taurino…

Apenas e só a feliz capacidade de resistência da Fiesta, lhe permite não ceder ao colapso dos seus maus tratamentos, por demais evidentes, num ‘reino’ onde parece valer quase tudo, onde o hoje vale muito mais do que o ontem e sobretudo num reino agora preto, amanhã branco e noutro dia, da cor que mais vantagem trouxer…

A absurda tentativa de se calarem as bocas, de reprimir opiniões e de desincentivá-las, cai já num tom desesperado… Que de uma vez por todas, se calem as bocas pelo uso da qualidade, do profissionalismo, do pundonor e nunca, das subvenções e dos interesses instalados…

Quando uma empresa tem a necessidade de ‘patrocinar’ um ‘suposto’ órgão de comunicação, com o objectivo de calar outro, quando uma empresa veta imprensa por não prestar vassalagem e por não ‘lamber botas’ (citando uma expressão que não gosto mas que ‘deve’ estar na moda), tudo dito, sobretudo está implícito que pretende reinar, com os pardos argumentos que tem… argumentos ‘insolventes’ e quiçá desesperados.

O TouroeOuro, pouco adepto de repressões e muito incentivado com a competição, sim, vai analisar e dar a sua opinião sobre os dois mais importantes temas da semana, quiçá dos próximos meses.

A primeira metade do abono de Lisboa e o abono da mais importante praça de touros do mundo, Las Ventas, em Madrid! Curiosamente com elencos exibidos no mesmo dia, com escassas horas de diferença e cerimónias de dissemelhante dimensão.

De Madrid, há a destacar positivamente a presença do novilheiro português João Silva ‘El Juanito’, inclusão essa, noticiada pelo TouroeOuro em Novembro de 2016. Pois é. Mentimos? Não, dissemo-lo tão adiantadamente,  que… adiante, porque esta é a única cereja de um bolo onde faltam obviamente ingredientes de fabrico ‘made in Portugal’… Os habituais Rui Fernandes e Moura Júnior, grandes e penosas ausências do abono da capital espanhola. Ambos deveriam estar, ambos mereciam estar, ambos têm que voltar a estar. Os motivos sabemos todos, mas repudiamo-los à viva voz. O toureio a cavalo ‘falado em português’, deu muito a Madrid e não merece tão evidente desprezo.

Ora repare-se no que é perfeitamente visível… Num abono de cerca de mais de trinta espectáculos, apenas um novilheiro português vai a Madrid. Em Lisboa, num total de revelações que rondam os sete espectáculos (visto que o festejo de 8 de Junho está ainda em banho-maria), vêm um total de sete espanhóis (número que inclui a repetição do indiscutível Pablo Hermoso de Mendoza), sendo uma cifra que pode aumentar…

Há portanto, uma evidente e assustadora desproporção. Cuidado, digo eu… por aqui precisa-se da qualidade trazida pelas grandes figuras do toureio a nível mundial, mas há também que cuidar toda uma ‘indústria’ ligada à tauromaquia lusa, que precisa ser mostrada e alimentada.

Voltamos a Madrid numa voltita rápida e sim, pouco mais a dizer que não seja, acrescentar que tudo ‘aquilo’ teve e tem a projecção real e ajustada ao que é o portento Las Ventas!

Passamos a Lisboa e à sua ‘Temporada Histórica’. Gosto sinceramente do slogan… Um dos mais felizes desta década volvida e mais, apropriado à condição de que goza o Campo Pequeno.

Já que alguns nunca ‘conseguirão’ fazê-lo, voltamos a congratularmo-nos pela dianteira no ‘avance’ de muitos dos elencos lisboetas… Bom trabalho, do qual nos orgulhamos por não ter sido necessário nenhuma fonte visivelmente… ups, porque no te callas…

Liderámos nas datas, nos nomes e em muitas das junções que ali se deram à estampa… O primeiro cartel, tem bom ar e força, sobretudo no sector de ‘a pé’. Moura é um eterno do Campo Pequeno e que ficará sempre bem, pese embora tivesse eu gostado muito mais de o ver em competição com Pablo e Moura Júnior, fazendo recordar um capítulo ‘histórico’ do Campo Pequeno, a alternativa de Moura Júnior, um corridão dos que jamais se esquecerão.

Miguel Moura acabou por ser o ‘acompanhante’ de seu irmão e Pablo no segundo dos espectáculos. Cartel em tom Mourista, mas aquém da força que lhe poderia emprestar Moura pai.

A 29 de Junho dois regressos ansiados. Branco e Ana Batista. Pena que com um toiro cada um, mas ‘es lo que hay’… e bem o regresso de Caetano, lidando dois touros a cavalo, acompanhado de Fandi e Álamo, este último presença habitual no Campo Pequeno e ao que parece, incontestável…

A alternativa de Luís Rouxinol Júnior tem a força precisamente da alternativa e… ficamos assim, sendo que, o cartel-estrela, é o de Pablo e Manzanares e aqui sim, tiro o meu chapéu. Cartel de gosto e com gosto!

Pelo caminho ficou o confronto de Filipe Gonçalves e Francisco Palha, acompanhados pela nova coqueluxe do Campo Pequeno, António João Ferreira, soberbo matador de toiros e não é de hoje…

No campo dos forcados tudo parece correcto, sendo que no sector ganadeiro, ok…

Falemos das eternas e insistentes ausências. Pedrito Portugal… que muito aportou às fabulosas noites do Campo Pequeno e Diego Ventura, por motivos explicados por ambas as partes intervenientes no negócio difícil de consumar… Mais uma ‘dianteira’ do TouroeOuro, que voltou a dizer que o ponto de situação era este e que o rejoneador líder do momento poderia não estar…

Remate e moral da história, muitas figuras espanholas em Lisboa, devolvendo ao tauródromo da capital, essa visão e perspectiva mundial que sim, deve ter… mas em tom montanha russa e como não sou de meias tintas, nem tenho que lamber saltos altos a ninguém, termino dizendo que há cartéis de grande nível, entremeados com outros onde o nível é dignamente satisfatório…


Editorial - Janeiro - Não opines ou querem rebentar contigo!

Editorial - Janeiro - Não opines ou querem rebentar contigo!

  •  2017-02-10
  • Por: Solange Pinto

Não era o que estava projectado falar neste editorial de Janeiro. Afinal de contas, haveria tanto por dizer no que diz respeito a este período de pré-época... período avassalador... cartéis de arromba, pura competição entre empresários. Um a querer fazer melhor que o outro...
No entanto e porque de actualidade trata a internet, surgiu hoje mesmo um assunto capaz de concentrar todas as nossas atenções e que, num ápice, gerou debates imediatos nas redes sociais... Por entre visões dissemelhantes, contam-se os bitaides valentes de uns, as visões péssimistas de outros e sobretudo, a incapacidade de ver aquilo que está à vista, há muito tempo...
Vivemos num país livre, de assumida e reconhecida liberdade de expressão, mas onde, contraditóriamente, a censura é ainda existente.
Se digo o que não se deve, se falo no que não se quer ouvir ou no que não é politicamente correcto, passarei a ser um alvo a abater...
O que me aconteceu quando resolvi criticar parte da temporada de 2015 no Campo Pequeno? O TouroeOuro perdeu a senha de trincheira e passou a ser órgão de comunicação 'non grato' por aquelas bandas.
O que acontece quando resolvo dizer que não concordo com a acção da Prótoiro? Sou persona non grata novamente...
Pois é, tudo isto vale ainda e assim é num país dito aberto e pertencente a uma Europa moderna... Qual quê?!
Pois bem, a discussão de que falo é a gerada pela notícia dada à estampa hoje nalguns meios de comunicação e que deu conta, do decréscimo no número de espectáculos e deminuição também no número de espectadores.
Que a notícia foi tendenciosa? Sim, foi tendiciosa, parcial e manipuladora. Contudo, creio que está na hora de deixarmos de comentar notícias deste género e passar a comentar as causas. Aparecem porquê?
Dói tocar no assunto? Ah pois dói... Todos falam em grupinhos, longe dos ouvidos a quem interessa a manutenção de certas plataformas... Têm medo de falar e ser banidos aqui e acolá...
Sabem a quem interessam as guerras? Entre outros, aos fabricantes de armas. Fiz-me entender?
A famosa frase de que são os taurinos que acabam com isto, concordo. Mas não sou eu que acabo por dizer as inconvenientes verdades. Os que acabam, são os que entram em jogos, esquemas e que andam nisto como se andassem na guerra.
Se hoje se publicou 'aquela' notícia na SIC, foi porque o trabalho de casa não foi feito.
Continuemos para bingo e sabem uma coisa? Isto não acaba às boas só porque uns dizem que sim e outros dizem também que sim... Ainda há meia dúzia de estarolas que compram bilhetes e gostam disto de verdade...
Ainda assim, leia-se a máxima: se queres paz, não opines ou querem 'rebentar contigo'!
Bora aos toiros, a temporada promete e é na arena que se deve mostrar a força da tauromaquia!


EDITORIAL - DEZEMBRO - Um presente para todos nós, aficionados!

EDITORIAL - DEZEMBRO - Um presente para todos nós, aficionados!

  •  2016-12-24
  • Por: Solange Pinto

Já aqui o disse por mais que uma ocasião. Este defeso, foi e está a ser, um dos mais animados dos últimos anos.

A coincidência da existência de concursos de adjudicações de várias praças, concorreu em muito para este período de fortes notícias e decisivas para as temporadas vindouras, mas a verdade é que, algumas das heranças deixadas por empresários de um ‘antigamente recente’, contribui em muito, para que os ‘novos’ brilhem de forte maneira…

Não podemos esquecer, que algumas das praças à procura de novos inquilinos, são de extrema importância por entre o panorama taurino português e que, esse facto, confere relevância a tudo isto que temos falado. Moita, Figueira da Foz, Coruche, Reguengos, Moura, Alcochete, Portalegre e outras, poderão bem inverter os papéis no que a homens fortes diz respeito por entre o empresariado luso e aqui, reside o dito presente aos aficionados…

A COMPETIÇÃO entre empresários!

Já lá vão os tempos, em que apenas entre artistas e forcados poderia haver competição. Entre ganadeiros e encastes, há também picardia mas, agora mesmo, vivem-se tempos de competição entre empresários e isto sim, pode bem mudar o rumo da próxima temporada.

Rafael Vilhais assume-se, dizemos nós, como o homem de quem se fala e com méritos já firmados que justifiquem o protagonismo de que agora é alvo.

Tempos idos de seriedade a toda a prova em Samora Correia, lança-se na temporada do ano civil que agora termina, como um ar fresco. Foi na verdade, a brisa da diferença e mesmo sem um tauródromo fortíssimo em carteira, deu que falar, pela organização de cartéis fortes e diferentes, onde as estrelas da companhia foram mesmo Diego Ventura e Andrés Roca Rey. Fazendo história e marcando um ponto de viragem em actitudes, revelou quem compartirá cartel consigo nesta nova aventura e sobretudo, quais as suas contratações até ao momento. Umas quantas ‘bombas’ e quem ganha? Nós, que somos aficionados.

O Campo Pequeno foi atrás e anunciou o que pretensamente é o mais ‘taquillero’ dos matadores de toiros espanhóis em terras das quinas e mais, lançou a novidade de colocar à venda, uns ‘valentes’ meses antes, os bilhetes para esse festejo inaugural do abono da capital.

João Pedro Bolota, não foi de modas e eis que coloca Diego Ventura como primeira grande novidade do Montijo e até Abel Correia, diz que organizará mini-feira taurina, na mesma praça… Ora se isto não é competição acesa entre empresários, então não sei que diga…

Imagine-se, que até a Prótoiro anunciou um festival com uma série de outros eventos associados já para o arranque da temporada…

A coisa irá a bom porto e é mesmo disto que se precisa, agitação e que essas ondas, venham por bem…

Quem ganha? Repito a pergunta para que possa repetir a resposta. Ganhamos nós, aficionados, sendo este o melhor presente de Natal que poderíamos ter… Os balanços chegaram de agora a um ano, mas de momento, sonhemos com um futuro risonho…

Embora pouco adepta de natais, altura em que todos são visivelmente solidários, mas que apenas o são nesta época do ano, resta-me renovar os votos de um santo e feliz Natal!

 


Editorial - Novembro - Evolution? Where?

Editorial - Novembro - Evolution? Where?

  •  2016-11-10
  • Por: Solange Pinto

Nunca fui muito adepta de estrageirismos, sobretudo os que provêm da terra de Sua Majestade… Nesta coisa dos toiros, sempre prevaleceram as ‘espanholadas’ e os motivos são óbvios.

Quer se queira, quer não, os estrageirismos admitidos na Festa, são os que chegam da terra de ‘nuestros hermanos’ ou não fosse a língua mãe da tauromaquia mundial, o castelhano.

Fruto das modernices que uns aficionados mais generalistas e recentes querem impor à Festa, argumentando um quase utópico pluralismo, desajustado, mesmo que em nome de uma desejada ‘evolution’, surge o bullfest, diz-se que em defesa das tradições e cultura portuguesa.

Vamos lá a exemplos, quiçá os melhores… Do lado de lá da fronteira, é a tauromaquia e ‘la fiesta’, o ícone máximo da identidade do país colossal que é a Espanha. Em Madrid, nos cartazes de um mês seguido de corridas de toiros, jamais se observa por entre as diversas inscrições constantes do cartaz anunciante do evento, algum estrangeirismo em jeito de agradinho ao turista. E digamos em abono da verdade, que por entre os 24 mil espectadores que por vezes esgotam Las Ventas, há um número importante de turistas provenientes de vários quadrantes geográficos e culturais.

Espanha jamais sentiu necessidade de se adaptar a quem chega, fez todo o contrário. Vendeu sempre a ideia de que ‘La Fiesta de Los Toros’, é o que é e sim, deve ser promovida com arrojo, de forma ambiciosa, mas sempre, preservando a sua identidade natural.

Se sim, dissermos que há um fortíssimo marketing associado à ‘Fiesta’ em Espanha, é verdade! E aí reside, o cerne da questão.

Além do Bullfest, uma cedência apenas linguística, não houve, ao longo dos tempos, um trabalho ambicioso na promoção da Festa em território luso.

Não necessitaremos de ir a lugares menos centrais do nosso Portugal taurino, para constatar aquilo que vemos na capital do país. A juntar à não divulgação da tauromaquia nos eventos de promoção turística realizados em Portugal, há ainda a lamentar, que nas lojas de ‘recuerdos’ da cidade de Lisboa, seja raríssimo encontrar algo alusivo à tauromaquia. Tudo o que se encontra, tem mais de uma vintena de anos, não é apelativo e parece sim o resultado puro e duro de um ‘mercadillo’ de antiguidades.

A marca ‘Touradas’, nasceu no passado ano… supostamente marcaria uma nova era na difusão das tradições taurinas, do vocabulário, dos costumes tão próprios desta vertente cultural. Mas onde? Como? Nada se vê em termos práticos. O projecto fez renascer a esperança, mas a verdade é que são os mesmos (e escassíssimos) postais antigos que por aí estão nas ruas de Lisboa, uns barretes queimados pelo sol e… nem o Hard Rock Lisboa tem uma t-shirt com ilustração taurina, como de resto se encontra no Hard Rock Madrid…

Por muito que apareça um empresário mais ‘à frente’ ou um toureiro que aposte na sua promoção a nível mais vísivel, os seus trabalhos nunca verão repercussão à altura, por falta de acompanhamento dos restantes agentes da Festa e das entidades a quem parece que se subsidiam ideias… e que disso não passam, de ideias!

A tauromaquia tem enorme potencial na área do merchadising

Meus senhores, deixem lá os estrageirismos e agarrem-se à verdadeira defesa do cavaleiro, do forcado, do toiro e do matador… Agarrem-se também às praças de toiros e ‘vendam’ a ideia de que algumas delas, são verdadeiros monumentos.

Evolution? Where?

Ou melhor… Evolução? Onde?

  


Editorial - Novembro - Um ano diferente

Editorial - Novembro - Um ano diferente

  •  2016-11-10
  • Por: Solange Pinto

Este foi um ano verdadeiramente atípico na tauromaquia mundial…

Demasiadas perdas e factos que para sempre, unirão o ano 2016, às páginas eternamente lidas de uma Fiesta que irremediavelmente ficou empobrecida.

Vítor Barrio e a sua chocante morte na arena de Teruel, foi quiçá o dado mais feroz de uma série de outros que jamais se olvidarão. Foi uma pedrada no charco e o despoletar da queda da máscara dos anti-taurinos, que sem mais nem porquês, se congratularam pela morte de um ser humano… Esta morte, e insisto na horripilante e dura palavra, porque é esta e mesmo havendo outras, é esta… a morte do jovem matador de toiros por cornada de touro absolutamente fulminante, deu o mote a uma outra onda, a da exigência do respeito por todos os que amam o touro bravo e a cultura do toureio.

Rodolfo Rodríguez ‘El Pana’… o romântico do México; Renato Mota, pela dureza que pode ser perseguir um sonho, mesmo que em condições exageradamente adversas…

Houve mais, ganadeiros, com toda a certeza, tantos e tantos aficionados…

Por cá, igual ‘sorte’… Portugal perdeu ícones importantes da sua tauromaquia. Entre outros, Mestre David Ribeiro Telles, Manuel Assunção Coimbra, Fernando Palha… e também Filipe Moita da Cruz e José Zúquete… A vida é isto e a família taurina, sente estes ‘abanões’, dos grandes…

Pois bem, ainda mal refeitos de todos estes choques, recebemos a notícia de que o cavaleiro Luís Miguel da Veiga, sofreu um enfarte de miocárdio. Bolas, que é demais! O fino ginete de Montemor, este ano homenageado com justiça pelo cumprimento dos seus cinquenta anos de alternativa, está agora a lutar pela vida… Aos seus 68 anos!

Ano agitado, de grandes mudanças, embora também de importantes efemérides. Luís Miguel da Veiga, como já referimos, cumpriu 50 anos de ‘doutoramento’; João Moura Caetano, dez, desde que se profissionalizou no toureio; o Campo Pequeno também dez, desde a sua brilhante reinauguração e o TouroeOuro, cinco, desde que nasceu para a informação taurina.

Mudamos o rosto do TouroeOuro, está mais competitivo e lidera, quer se queira, quer não… Continuará a liderar. Estará sempre na linha da frente e atenção, as mudanças no seu sítio da Web não ficarão por aqui. A seu tempo (em breve, muito breve…), anunciaremos algumas reestruturações, que apenas enriquecerão este palco da informação… O sonho comanda a vida e é com vista no sonho de melhorar, que se farão os novos ‘episódios’ do TouroeOuro. Os que fizeram o TouroeOuro tal e como está hoje, foram supra-importantes, mas farão sempre mais falta, os que estão e os que são TouroeOuro!

Termino deixando um cumprimento especial ao fotógrafo Emílio, pela falta que sentimos dele, ao Ricardo Relvas, uma presença sempre querida no nosso/seu país e sobretudo, ao valentíssimo António Lúcio, pelo seu aniversário e por ser o comunicador que é!

 


Editorial - Outubro - Uma questão de critério

Editorial - Outubro - Uma questão de critério

  •  2016-10-10
  • Por: Solange Pinto

Na tauromaquia, como na vida, tudo é uma questão de critério…

Todos nós já ouvimos algum dia, dos nossos progenitores ou educandos, o ditado ‘a cama que fizeres é a que terás para te deitares...’. E na verdade, a vida acaba mais cedo ou mais tarde, por nos ensinar que assim é…

Dizia eu, que na tauromaquia, as coisas não funcionam de forma distinta.

Senão vejamos alguns exemplos.

Os toureiros, que algum dia optaram por pagar as suas inclusões em cartéis, em vez do processo inverso, acabaram por definhar por contrariar a ordem natural dos acontecimentos. Poderia dar alguns exemplos, mas, as más opções não podem ser castigadas desta forma. Afinal de contas, acredito piamente, que o filtro faz-se pela qualidade e não pelo poder económico… Um toureiro com condições evidentes para abraçar tal profissão, sem dinheiro, dificilmente singrará, mas, um toureiro com muito dinheiro e sem o mínimo de aptidões, afogar-se-à na sua incapacidade e apenas desfilará enquanto houver contrapartidas…

No jornalismo taurino, a teoria do critério também se aplica. Nós, o TouroeOuro, decidimos que, não escreveríamos de uma corrida onde não estivéssemos presentes. Assim foi, assim é. Nós, aqui no TouroeOuro, não publicamos notícias que não tenhamos o mínimo de garantia nas nossas fontes e na sua veracidade…

Nós aqui, não dizemos que os outros mentem, dando exemplos que dizem o contrário… Nós aqui, não pedimos que não visitem a concorrência, pelos simples facto, que, sabemos que apenas lendo a concorrência, se poderá distinguir o trigo do joio.

O critério dos empresários na escolha de cartéis, pode também e deve ser questionado. Nem sempre o critério do cartel barato é o que oferece mais garantia de sucesso económico. Nem sempre a tentação de associar a tauromaquia a uma qualquer ‘força’ externa que gere divisão é o melhor critério…

Os critérios, é tema de que se fala também e mais que nunca nas Direcções de Corrida. Cada Delegado Técnico Tauromáquico tem o seu, dizem… é tudo uma questão de interpretação do Regulamento, dizem… Pois bem. Não me parece nada que seja assim. Ultimamente, parece instituído, por exemplo no Campo Pequeno, que a música toque apenas e só, ou pelo menos, na grande maioria das vezes, depois de cravado o segundo curto. Grau de exigência desajustado quando um toureiro merece música depois do primeiro curto ou quiçá até antes. Numa desmontável, viu-se há pouco tempo, um toureiro escutar os acordes musicas depois e cravado o terceiro curto. Mas que raio… Em Vila Franca, Tojó deu apenas uma volta depois da soberba faena do primeiro toiro do seu lote; Padilla, no Campo Pequeno, deu três…

Entende-se isto?

Bem, vamos lá meus senhores, ter um pouco de critério… A tauromaquia merece seriedade, rigor e sobretudo isenção.

Nota: Ao meu prezado Hugo Calado, aquele a quem o meu rigoroso critério escolheu como grande amigo, envio os meus mais sentidos pêsames por ter perdido alguém que lhe é… querido!

 

 


Editorial - Setembro - Sirvam a Festa, tratem-na e aí sim, pavoneiem-se…!

Editorial - Setembro - Sirvam a Festa, tratem-na e aí sim, pavoneiem-se…!

  •  2016-09-12
  • Por: Solange Pinto

Estamos as escassas horas do início de mais uma edição da Feira Taurina da Moita, a Feira, que, definitivamente marca o princípio do fim… o princípio do fim da temporada, claro está…

A Nossa Senhora da Boa Viagem, acompanhou-nos a todos, a uns mais que a outros… falo dos triunfos, das alegrias… e, em absoluto contraste, das partidas, das tragédias… e se este ano as houve!

Assistimos à gigantesca mobilização do mundo taurino em torno da morte de Victor Barrio, em plena arena, aquela onde era suposto, viver a glória e não, nunca ali viver o drama da partida. O mundo taurino tem destas coisas, chega mesmo a ser arrebatadora a capacidade de ‘jogar para trás das costas’ as rivalidades, as desavenças e competição… todos fomos Victor Barrio… Hoje, somos todos Moura Júnior, somos todos Carlos Barreto!

A vida é isto mesmo, solidariedade, união perante a tragédia, perante o inesperado, perante o insólito… Mas tudo isto, transporta-me a outros pensamentos…

O mundo taurino não precisaria de união a todo o instante, a todo o momento e em tantos, tão delicados?

Praças vazias, empresários que montam espectáculos sem o mínimo de condições, sem o mínimo de dignidade… Cachet’s que não se recebem, toureiros que pouco toureiam, curros compostos por ‘restos’ em jeito de limpeza de currais, em suma… pouco interesse…

É preciso pôr o dedo na ferida, em várias feridas… O perigo de contágio e epidemia, é eminente e se as associações não se fizerem ver nestes assuntos, então, digo, em tom de pesar e lamento, que de nada serve a sua existência.

O que é feito da Prótoiro? Existe ainda? Sabem alguma coisa do que ali se passa? Que acções de Defesa da Festa têm protagonizado? Continuamos a beber do silêncio profundo pelo qual sempre se pautaram? Quem é na realidade a Protóiro?

Continuamos a ter que assistir às degradantes manifestações dos ‘desinteressados’ antis à porta do Campo Pequeno? E Noutros pontos do país taurino?

E a APET? O que faz ou fez a Associação de Empresários no caso levantado pelo empresário da moda, Rafael Vilhais, sobre a realização dos festivais fora de época. Há entendimento, sim ou não? Se Rafael não tem razão, então que nos venham esclarecer. O aficionado merece!

E a Associação de Toureiros? Protege os seus toureiros que não recebem os seus honorários no fim dos espectáculos, arcando com as consequências das praças estarem vazias? Poderão eles, o empresários, dizer ‘ai e tal, mas nenhum toureiro fez uma queixa pública’, que não vêm ‘pôr a boca no trombone’, desculpem a expressão… sim, têm razão, porque se falam, não voltam a pisar na arena ‘a’ e ‘b’, geridas pelos mesmos empresários.

E a Associação de Ganadeiros, protege o seu prestígio? Não faz nada para reverter o caminho ‘obsceno’ que as ganadarias portuguesas levam e que castraram todo o interesse de ir ver uma corrida de touros, antes parecendo corridas de caracóis? E admitem, que repetidamente, se anunciem certas divisas, que depois por isto e aquilo, não foram e aparecem na arena, outros ferros?

O toiro manda ou não manda na Festa?

E a Associação de Forcados? Admite que se diga tudo e mais alguma coisa dos forcados cujas formações são também membros da dita associação, sem que salte em sua defesa? Ou só se defende o eventual prestígio singular de quem a representa?

Bem, creio que está mais que na altura, de as uniões não serem motivadas pela tragédia, mas se sim, se esse for o único motor de arranque para a criação de sinergias, então capacitem-se que o momento que se vive é de facto preocupante.

Eu não desconto para nenhuma Associação, mas se o fizesse, questionar-me-ia se valeria mesmo a pena ou se, é apenas a contribuição para a manutenção do estúpido ‘tem que ser…’, porque é muito conveniente, porque… blá, blá, blá…

Acordem enquanto é tempo e sirvam a Festa, tratem-na e aí sim, pavoneiem-se…!


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