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Editorial - Abril – Vai por ti, pequeno grande exemplo…

Editorial - Abril – Vai por ti, pequeno grande exemplo…

  •  2017-04-10
  • Por: Solange Pinto

Tinha projectado, escrever hoje, dissertar mesmo, sobre tudo o que se leu (lamentavelmente também não foram tantas as crónicas à nossa disposição), sobre o suposto renascimento do toureio a pé… Padilla, Roca Rey, casa cheia no Campo Pequeno, etc. e tal…

Outro dos temas possíveis, seria a injusta descriminação por parte do Campo Pequeno face ao TouroeOuro. Prometo fazê-lo, é oportuno, é premente e que o exemplo deste órgão de comunicação, sirva para outros que ousem comentar e opinar... A Festa está doente, mergulhada em interesses, em jogadas diversas, escandalosamente visíveis…

O que sim, farei também, é contar uma história que já não me apetece calar… a aproximação da Páscoa, lembra-me insistentemente um episódio, que todos vão gostar de saber… cumpre-se exactamente um ano desde que o ‘saque’ aconteceu…

Mais sabem que mais? Venho de Vila Franca (na altura em que escrevo este editorial), de ‘barriga cheia’ pelo grande faenão de Curro Díaz e estou-me literalmente borrifando para todos os temas que atrás citei. São pouco perto daquilo que vi, daquilo que desfrutei…

Confortavelmente sentada, escrevendo e ainda sonhando com a beleza do quadro pintado por Díaz e vêm-me à memória outros quadros pintados em Vila Franca… que palco para sonhar, que cenário para idealizar o triunfo, que seriedade… Vítor Mendes… que toureiro foi, tanto que lhe devemos… António João Ferreira e a sua aguarela do ano passado… e tantas e tantas memórias… regressamos a Curro e é inevitável exigir que volte. É figura, mas já o é há anos…

A lagrimita que me caiu pelo conhecimento da morte de Adrián, e que de quando em vez teima em ressurgir, transformou-se num sorriso, em Vila Franca.

Curro brindou ao céu, o que é de todos e onde chegou já Adrián… Podia jurar que o menino que quis e sonhou ser toureiro, desenhou tão bela faena para que do plano superior onde certamente se encontra, nos fizesse entender a todos, que há assuntos tão mesquinhos quanto as faenas e triunfos inventados e que são as grandes pinturas, a arte pura dos toureiros que verdadeiramente o ‘bordam’, que nos fazem acreditar, que sim, vale a pena andar ‘nisto’!

Foste forte Adrián, quiçá não tenhas tido outro remédio que mostrar a tua valentia perante tão difícil touro… Vai por ti Adrián, foste um pequeno grande exemplo para todos nós!

 


Editorial Março – Made in Portugal

Editorial Março – Made in Portugal

  •  2017-03-10
  • Por: Solange Pinto

Acho que já vivi muito para que ainda tenha a infeliz capacidade de me espantar com certas coisas que vão acontecendo no ‘mundillo’ taurino…

Apenas e só a feliz capacidade de resistência da Fiesta, lhe permite não ceder ao colapso dos seus maus tratamentos, por demais evidentes, num ‘reino’ onde parece valer quase tudo, onde o hoje vale muito mais do que o ontem e sobretudo num reino agora preto, amanhã branco e noutro dia, da cor que mais vantagem trouxer…

A absurda tentativa de se calarem as bocas, de reprimir opiniões e de desincentivá-las, cai já num tom desesperado… Que de uma vez por todas, se calem as bocas pelo uso da qualidade, do profissionalismo, do pundonor e nunca, das subvenções e dos interesses instalados…

Quando uma empresa tem a necessidade de ‘patrocinar’ um ‘suposto’ órgão de comunicação, com o objectivo de calar outro, quando uma empresa veta imprensa por não prestar vassalagem e por não ‘lamber botas’ (citando uma expressão que não gosto mas que ‘deve’ estar na moda), tudo dito, sobretudo está implícito que pretende reinar, com os pardos argumentos que tem… argumentos ‘insolventes’ e quiçá desesperados.

O TouroeOuro, pouco adepto de repressões e muito incentivado com a competição, sim, vai analisar e dar a sua opinião sobre os dois mais importantes temas da semana, quiçá dos próximos meses.

A primeira metade do abono de Lisboa e o abono da mais importante praça de touros do mundo, Las Ventas, em Madrid! Curiosamente com elencos exibidos no mesmo dia, com escassas horas de diferença e cerimónias de dissemelhante dimensão.

De Madrid, há a destacar positivamente a presença do novilheiro português João Silva ‘El Juanito’, inclusão essa, noticiada pelo TouroeOuro em Novembro de 2016. Pois é. Mentimos? Não, dissemo-lo tão adiantadamente,  que… adiante, porque esta é a única cereja de um bolo onde faltam obviamente ingredientes de fabrico ‘made in Portugal’… Os habituais Rui Fernandes e Moura Júnior, grandes e penosas ausências do abono da capital espanhola. Ambos deveriam estar, ambos mereciam estar, ambos têm que voltar a estar. Os motivos sabemos todos, mas repudiamo-los à viva voz. O toureio a cavalo ‘falado em português’, deu muito a Madrid e não merece tão evidente desprezo.

Ora repare-se no que é perfeitamente visível… Num abono de cerca de mais de trinta espectáculos, apenas um novilheiro português vai a Madrid. Em Lisboa, num total de revelações que rondam os sete espectáculos (visto que o festejo de 8 de Junho está ainda em banho-maria), vêm um total de sete espanhóis (número que inclui a repetição do indiscutível Pablo Hermoso de Mendoza), sendo uma cifra que pode aumentar…

Há portanto, uma evidente e assustadora desproporção. Cuidado, digo eu… por aqui precisa-se da qualidade trazida pelas grandes figuras do toureio a nível mundial, mas há também que cuidar toda uma ‘indústria’ ligada à tauromaquia lusa, que precisa ser mostrada e alimentada.

Voltamos a Madrid numa voltita rápida e sim, pouco mais a dizer que não seja, acrescentar que tudo ‘aquilo’ teve e tem a projecção real e ajustada ao que é o portento Las Ventas!

Passamos a Lisboa e à sua ‘Temporada Histórica’. Gosto sinceramente do slogan… Um dos mais felizes desta década volvida e mais, apropriado à condição de que goza o Campo Pequeno.

Já que alguns nunca ‘conseguirão’ fazê-lo, voltamos a congratularmo-nos pela dianteira no ‘avance’ de muitos dos elencos lisboetas… Bom trabalho, do qual nos orgulhamos por não ter sido necessário nenhuma fonte visivelmente… ups, porque no te callas…

Liderámos nas datas, nos nomes e em muitas das junções que ali se deram à estampa… O primeiro cartel, tem bom ar e força, sobretudo no sector de ‘a pé’. Moura é um eterno do Campo Pequeno e que ficará sempre bem, pese embora tivesse eu gostado muito mais de o ver em competição com Pablo e Moura Júnior, fazendo recordar um capítulo ‘histórico’ do Campo Pequeno, a alternativa de Moura Júnior, um corridão dos que jamais se esquecerão.

Miguel Moura acabou por ser o ‘acompanhante’ de seu irmão e Pablo no segundo dos espectáculos. Cartel em tom Mourista, mas aquém da força que lhe poderia emprestar Moura pai.

A 29 de Junho dois regressos ansiados. Branco e Ana Batista. Pena que com um toiro cada um, mas ‘es lo que hay’… e bem o regresso de Caetano, lidando dois touros a cavalo, acompanhado de Fandi e Álamo, este último presença habitual no Campo Pequeno e ao que parece, incontestável…

A alternativa de Luís Rouxinol Júnior tem a força precisamente da alternativa e… ficamos assim, sendo que, o cartel-estrela, é o de Pablo e Manzanares e aqui sim, tiro o meu chapéu. Cartel de gosto e com gosto!

Pelo caminho ficou o confronto de Filipe Gonçalves e Francisco Palha, acompanhados pela nova coqueluxe do Campo Pequeno, António João Ferreira, soberbo matador de toiros e não é de hoje…

No campo dos forcados tudo parece correcto, sendo que no sector ganadeiro, ok…

Falemos das eternas e insistentes ausências. Pedrito Portugal… que muito aportou às fabulosas noites do Campo Pequeno e Diego Ventura, por motivos explicados por ambas as partes intervenientes no negócio difícil de consumar… Mais uma ‘dianteira’ do TouroeOuro, que voltou a dizer que o ponto de situação era este e que o rejoneador líder do momento poderia não estar…

Remate e moral da história, muitas figuras espanholas em Lisboa, devolvendo ao tauródromo da capital, essa visão e perspectiva mundial que sim, deve ter… mas em tom montanha russa e como não sou de meias tintas, nem tenho que lamber saltos altos a ninguém, termino dizendo que há cartéis de grande nível, entremeados com outros onde o nível é dignamente satisfatório…


Editorial - Janeiro - Não opines ou querem rebentar contigo!

Editorial - Janeiro - Não opines ou querem rebentar contigo!

  •  2017-02-10
  • Por: Solange Pinto

Não era o que estava projectado falar neste editorial de Janeiro. Afinal de contas, haveria tanto por dizer no que diz respeito a este período de pré-época... período avassalador... cartéis de arromba, pura competição entre empresários. Um a querer fazer melhor que o outro...
No entanto e porque de actualidade trata a internet, surgiu hoje mesmo um assunto capaz de concentrar todas as nossas atenções e que, num ápice, gerou debates imediatos nas redes sociais... Por entre visões dissemelhantes, contam-se os bitaides valentes de uns, as visões péssimistas de outros e sobretudo, a incapacidade de ver aquilo que está à vista, há muito tempo...
Vivemos num país livre, de assumida e reconhecida liberdade de expressão, mas onde, contraditóriamente, a censura é ainda existente.
Se digo o que não se deve, se falo no que não se quer ouvir ou no que não é politicamente correcto, passarei a ser um alvo a abater...
O que me aconteceu quando resolvi criticar parte da temporada de 2015 no Campo Pequeno? O TouroeOuro perdeu a senha de trincheira e passou a ser órgão de comunicação 'non grato' por aquelas bandas.
O que acontece quando resolvo dizer que não concordo com a acção da Prótoiro? Sou persona non grata novamente...
Pois é, tudo isto vale ainda e assim é num país dito aberto e pertencente a uma Europa moderna... Qual quê?!
Pois bem, a discussão de que falo é a gerada pela notícia dada à estampa hoje nalguns meios de comunicação e que deu conta, do decréscimo no número de espectáculos e deminuição também no número de espectadores.
Que a notícia foi tendenciosa? Sim, foi tendiciosa, parcial e manipuladora. Contudo, creio que está na hora de deixarmos de comentar notícias deste género e passar a comentar as causas. Aparecem porquê?
Dói tocar no assunto? Ah pois dói... Todos falam em grupinhos, longe dos ouvidos a quem interessa a manutenção de certas plataformas... Têm medo de falar e ser banidos aqui e acolá...
Sabem a quem interessam as guerras? Entre outros, aos fabricantes de armas. Fiz-me entender?
A famosa frase de que são os taurinos que acabam com isto, concordo. Mas não sou eu que acabo por dizer as inconvenientes verdades. Os que acabam, são os que entram em jogos, esquemas e que andam nisto como se andassem na guerra.
Se hoje se publicou 'aquela' notícia na SIC, foi porque o trabalho de casa não foi feito.
Continuemos para bingo e sabem uma coisa? Isto não acaba às boas só porque uns dizem que sim e outros dizem também que sim... Ainda há meia dúzia de estarolas que compram bilhetes e gostam disto de verdade...
Ainda assim, leia-se a máxima: se queres paz, não opines ou querem 'rebentar contigo'!
Bora aos toiros, a temporada promete e é na arena que se deve mostrar a força da tauromaquia!


EDITORIAL - DEZEMBRO - Um presente para todos nós, aficionados!

EDITORIAL - DEZEMBRO - Um presente para todos nós, aficionados!

  •  2016-12-24
  • Por: Solange Pinto

Já aqui o disse por mais que uma ocasião. Este defeso, foi e está a ser, um dos mais animados dos últimos anos.

A coincidência da existência de concursos de adjudicações de várias praças, concorreu em muito para este período de fortes notícias e decisivas para as temporadas vindouras, mas a verdade é que, algumas das heranças deixadas por empresários de um ‘antigamente recente’, contribui em muito, para que os ‘novos’ brilhem de forte maneira…

Não podemos esquecer, que algumas das praças à procura de novos inquilinos, são de extrema importância por entre o panorama taurino português e que, esse facto, confere relevância a tudo isto que temos falado. Moita, Figueira da Foz, Coruche, Reguengos, Moura, Alcochete, Portalegre e outras, poderão bem inverter os papéis no que a homens fortes diz respeito por entre o empresariado luso e aqui, reside o dito presente aos aficionados…

A COMPETIÇÃO entre empresários!

Já lá vão os tempos, em que apenas entre artistas e forcados poderia haver competição. Entre ganadeiros e encastes, há também picardia mas, agora mesmo, vivem-se tempos de competição entre empresários e isto sim, pode bem mudar o rumo da próxima temporada.

Rafael Vilhais assume-se, dizemos nós, como o homem de quem se fala e com méritos já firmados que justifiquem o protagonismo de que agora é alvo.

Tempos idos de seriedade a toda a prova em Samora Correia, lança-se na temporada do ano civil que agora termina, como um ar fresco. Foi na verdade, a brisa da diferença e mesmo sem um tauródromo fortíssimo em carteira, deu que falar, pela organização de cartéis fortes e diferentes, onde as estrelas da companhia foram mesmo Diego Ventura e Andrés Roca Rey. Fazendo história e marcando um ponto de viragem em actitudes, revelou quem compartirá cartel consigo nesta nova aventura e sobretudo, quais as suas contratações até ao momento. Umas quantas ‘bombas’ e quem ganha? Nós, que somos aficionados.

O Campo Pequeno foi atrás e anunciou o que pretensamente é o mais ‘taquillero’ dos matadores de toiros espanhóis em terras das quinas e mais, lançou a novidade de colocar à venda, uns ‘valentes’ meses antes, os bilhetes para esse festejo inaugural do abono da capital.

João Pedro Bolota, não foi de modas e eis que coloca Diego Ventura como primeira grande novidade do Montijo e até Abel Correia, diz que organizará mini-feira taurina, na mesma praça… Ora se isto não é competição acesa entre empresários, então não sei que diga…

Imagine-se, que até a Prótoiro anunciou um festival com uma série de outros eventos associados já para o arranque da temporada…

A coisa irá a bom porto e é mesmo disto que se precisa, agitação e que essas ondas, venham por bem…

Quem ganha? Repito a pergunta para que possa repetir a resposta. Ganhamos nós, aficionados, sendo este o melhor presente de Natal que poderíamos ter… Os balanços chegaram de agora a um ano, mas de momento, sonhemos com um futuro risonho…

Embora pouco adepta de natais, altura em que todos são visivelmente solidários, mas que apenas o são nesta época do ano, resta-me renovar os votos de um santo e feliz Natal!

 


Editorial - Novembro - Evolution? Where?

Editorial - Novembro - Evolution? Where?

  •  2016-11-10
  • Por: Solange Pinto

Nunca fui muito adepta de estrageirismos, sobretudo os que provêm da terra de Sua Majestade… Nesta coisa dos toiros, sempre prevaleceram as ‘espanholadas’ e os motivos são óbvios.

Quer se queira, quer não, os estrageirismos admitidos na Festa, são os que chegam da terra de ‘nuestros hermanos’ ou não fosse a língua mãe da tauromaquia mundial, o castelhano.

Fruto das modernices que uns aficionados mais generalistas e recentes querem impor à Festa, argumentando um quase utópico pluralismo, desajustado, mesmo que em nome de uma desejada ‘evolution’, surge o bullfest, diz-se que em defesa das tradições e cultura portuguesa.

Vamos lá a exemplos, quiçá os melhores… Do lado de lá da fronteira, é a tauromaquia e ‘la fiesta’, o ícone máximo da identidade do país colossal que é a Espanha. Em Madrid, nos cartazes de um mês seguido de corridas de toiros, jamais se observa por entre as diversas inscrições constantes do cartaz anunciante do evento, algum estrangeirismo em jeito de agradinho ao turista. E digamos em abono da verdade, que por entre os 24 mil espectadores que por vezes esgotam Las Ventas, há um número importante de turistas provenientes de vários quadrantes geográficos e culturais.

Espanha jamais sentiu necessidade de se adaptar a quem chega, fez todo o contrário. Vendeu sempre a ideia de que ‘La Fiesta de Los Toros’, é o que é e sim, deve ser promovida com arrojo, de forma ambiciosa, mas sempre, preservando a sua identidade natural.

Se sim, dissermos que há um fortíssimo marketing associado à ‘Fiesta’ em Espanha, é verdade! E aí reside, o cerne da questão.

Além do Bullfest, uma cedência apenas linguística, não houve, ao longo dos tempos, um trabalho ambicioso na promoção da Festa em território luso.

Não necessitaremos de ir a lugares menos centrais do nosso Portugal taurino, para constatar aquilo que vemos na capital do país. A juntar à não divulgação da tauromaquia nos eventos de promoção turística realizados em Portugal, há ainda a lamentar, que nas lojas de ‘recuerdos’ da cidade de Lisboa, seja raríssimo encontrar algo alusivo à tauromaquia. Tudo o que se encontra, tem mais de uma vintena de anos, não é apelativo e parece sim o resultado puro e duro de um ‘mercadillo’ de antiguidades.

A marca ‘Touradas’, nasceu no passado ano… supostamente marcaria uma nova era na difusão das tradições taurinas, do vocabulário, dos costumes tão próprios desta vertente cultural. Mas onde? Como? Nada se vê em termos práticos. O projecto fez renascer a esperança, mas a verdade é que são os mesmos (e escassíssimos) postais antigos que por aí estão nas ruas de Lisboa, uns barretes queimados pelo sol e… nem o Hard Rock Lisboa tem uma t-shirt com ilustração taurina, como de resto se encontra no Hard Rock Madrid…

Por muito que apareça um empresário mais ‘à frente’ ou um toureiro que aposte na sua promoção a nível mais vísivel, os seus trabalhos nunca verão repercussão à altura, por falta de acompanhamento dos restantes agentes da Festa e das entidades a quem parece que se subsidiam ideias… e que disso não passam, de ideias!

A tauromaquia tem enorme potencial na área do merchadising

Meus senhores, deixem lá os estrageirismos e agarrem-se à verdadeira defesa do cavaleiro, do forcado, do toiro e do matador… Agarrem-se também às praças de toiros e ‘vendam’ a ideia de que algumas delas, são verdadeiros monumentos.

Evolution? Where?

Ou melhor… Evolução? Onde?

  


Editorial - Novembro - Um ano diferente

Editorial - Novembro - Um ano diferente

  •  2016-11-10
  • Por: Solange Pinto

Este foi um ano verdadeiramente atípico na tauromaquia mundial…

Demasiadas perdas e factos que para sempre, unirão o ano 2016, às páginas eternamente lidas de uma Fiesta que irremediavelmente ficou empobrecida.

Vítor Barrio e a sua chocante morte na arena de Teruel, foi quiçá o dado mais feroz de uma série de outros que jamais se olvidarão. Foi uma pedrada no charco e o despoletar da queda da máscara dos anti-taurinos, que sem mais nem porquês, se congratularam pela morte de um ser humano… Esta morte, e insisto na horripilante e dura palavra, porque é esta e mesmo havendo outras, é esta… a morte do jovem matador de toiros por cornada de touro absolutamente fulminante, deu o mote a uma outra onda, a da exigência do respeito por todos os que amam o touro bravo e a cultura do toureio.

Rodolfo Rodríguez ‘El Pana’… o romântico do México; Renato Mota, pela dureza que pode ser perseguir um sonho, mesmo que em condições exageradamente adversas…

Houve mais, ganadeiros, com toda a certeza, tantos e tantos aficionados…

Por cá, igual ‘sorte’… Portugal perdeu ícones importantes da sua tauromaquia. Entre outros, Mestre David Ribeiro Telles, Manuel Assunção Coimbra, Fernando Palha… e também Filipe Moita da Cruz e José Zúquete… A vida é isto e a família taurina, sente estes ‘abanões’, dos grandes…

Pois bem, ainda mal refeitos de todos estes choques, recebemos a notícia de que o cavaleiro Luís Miguel da Veiga, sofreu um enfarte de miocárdio. Bolas, que é demais! O fino ginete de Montemor, este ano homenageado com justiça pelo cumprimento dos seus cinquenta anos de alternativa, está agora a lutar pela vida… Aos seus 68 anos!

Ano agitado, de grandes mudanças, embora também de importantes efemérides. Luís Miguel da Veiga, como já referimos, cumpriu 50 anos de ‘doutoramento’; João Moura Caetano, dez, desde que se profissionalizou no toureio; o Campo Pequeno também dez, desde a sua brilhante reinauguração e o TouroeOuro, cinco, desde que nasceu para a informação taurina.

Mudamos o rosto do TouroeOuro, está mais competitivo e lidera, quer se queira, quer não… Continuará a liderar. Estará sempre na linha da frente e atenção, as mudanças no seu sítio da Web não ficarão por aqui. A seu tempo (em breve, muito breve…), anunciaremos algumas reestruturações, que apenas enriquecerão este palco da informação… O sonho comanda a vida e é com vista no sonho de melhorar, que se farão os novos ‘episódios’ do TouroeOuro. Os que fizeram o TouroeOuro tal e como está hoje, foram supra-importantes, mas farão sempre mais falta, os que estão e os que são TouroeOuro!

Termino deixando um cumprimento especial ao fotógrafo Emílio, pela falta que sentimos dele, ao Ricardo Relvas, uma presença sempre querida no nosso/seu país e sobretudo, ao valentíssimo António Lúcio, pelo seu aniversário e por ser o comunicador que é!

 


Editorial - Outubro - Uma questão de critério

Editorial - Outubro - Uma questão de critério

  •  2016-10-10
  • Por: Solange Pinto

Na tauromaquia, como na vida, tudo é uma questão de critério…

Todos nós já ouvimos algum dia, dos nossos progenitores ou educandos, o ditado ‘a cama que fizeres é a que terás para te deitares...’. E na verdade, a vida acaba mais cedo ou mais tarde, por nos ensinar que assim é…

Dizia eu, que na tauromaquia, as coisas não funcionam de forma distinta.

Senão vejamos alguns exemplos.

Os toureiros, que algum dia optaram por pagar as suas inclusões em cartéis, em vez do processo inverso, acabaram por definhar por contrariar a ordem natural dos acontecimentos. Poderia dar alguns exemplos, mas, as más opções não podem ser castigadas desta forma. Afinal de contas, acredito piamente, que o filtro faz-se pela qualidade e não pelo poder económico… Um toureiro com condições evidentes para abraçar tal profissão, sem dinheiro, dificilmente singrará, mas, um toureiro com muito dinheiro e sem o mínimo de aptidões, afogar-se-à na sua incapacidade e apenas desfilará enquanto houver contrapartidas…

No jornalismo taurino, a teoria do critério também se aplica. Nós, o TouroeOuro, decidimos que, não escreveríamos de uma corrida onde não estivéssemos presentes. Assim foi, assim é. Nós, aqui no TouroeOuro, não publicamos notícias que não tenhamos o mínimo de garantia nas nossas fontes e na sua veracidade…

Nós aqui, não dizemos que os outros mentem, dando exemplos que dizem o contrário… Nós aqui, não pedimos que não visitem a concorrência, pelos simples facto, que, sabemos que apenas lendo a concorrência, se poderá distinguir o trigo do joio.

O critério dos empresários na escolha de cartéis, pode também e deve ser questionado. Nem sempre o critério do cartel barato é o que oferece mais garantia de sucesso económico. Nem sempre a tentação de associar a tauromaquia a uma qualquer ‘força’ externa que gere divisão é o melhor critério…

Os critérios, é tema de que se fala também e mais que nunca nas Direcções de Corrida. Cada Delegado Técnico Tauromáquico tem o seu, dizem… é tudo uma questão de interpretação do Regulamento, dizem… Pois bem. Não me parece nada que seja assim. Ultimamente, parece instituído, por exemplo no Campo Pequeno, que a música toque apenas e só, ou pelo menos, na grande maioria das vezes, depois de cravado o segundo curto. Grau de exigência desajustado quando um toureiro merece música depois do primeiro curto ou quiçá até antes. Numa desmontável, viu-se há pouco tempo, um toureiro escutar os acordes musicas depois e cravado o terceiro curto. Mas que raio… Em Vila Franca, Tojó deu apenas uma volta depois da soberba faena do primeiro toiro do seu lote; Padilla, no Campo Pequeno, deu três…

Entende-se isto?

Bem, vamos lá meus senhores, ter um pouco de critério… A tauromaquia merece seriedade, rigor e sobretudo isenção.

Nota: Ao meu prezado Hugo Calado, aquele a quem o meu rigoroso critério escolheu como grande amigo, envio os meus mais sentidos pêsames por ter perdido alguém que lhe é… querido!

 

 


Editorial - Setembro - Sirvam a Festa, tratem-na e aí sim, pavoneiem-se…!

Editorial - Setembro - Sirvam a Festa, tratem-na e aí sim, pavoneiem-se…!

  •  2016-09-12
  • Por: Solange Pinto

Estamos as escassas horas do início de mais uma edição da Feira Taurina da Moita, a Feira, que, definitivamente marca o princípio do fim… o princípio do fim da temporada, claro está…

A Nossa Senhora da Boa Viagem, acompanhou-nos a todos, a uns mais que a outros… falo dos triunfos, das alegrias… e, em absoluto contraste, das partidas, das tragédias… e se este ano as houve!

Assistimos à gigantesca mobilização do mundo taurino em torno da morte de Victor Barrio, em plena arena, aquela onde era suposto, viver a glória e não, nunca ali viver o drama da partida. O mundo taurino tem destas coisas, chega mesmo a ser arrebatadora a capacidade de ‘jogar para trás das costas’ as rivalidades, as desavenças e competição… todos fomos Victor Barrio… Hoje, somos todos Moura Júnior, somos todos Carlos Barreto!

A vida é isto mesmo, solidariedade, união perante a tragédia, perante o inesperado, perante o insólito… Mas tudo isto, transporta-me a outros pensamentos…

O mundo taurino não precisaria de união a todo o instante, a todo o momento e em tantos, tão delicados?

Praças vazias, empresários que montam espectáculos sem o mínimo de condições, sem o mínimo de dignidade… Cachet’s que não se recebem, toureiros que pouco toureiam, curros compostos por ‘restos’ em jeito de limpeza de currais, em suma… pouco interesse…

É preciso pôr o dedo na ferida, em várias feridas… O perigo de contágio e epidemia, é eminente e se as associações não se fizerem ver nestes assuntos, então, digo, em tom de pesar e lamento, que de nada serve a sua existência.

O que é feito da Prótoiro? Existe ainda? Sabem alguma coisa do que ali se passa? Que acções de Defesa da Festa têm protagonizado? Continuamos a beber do silêncio profundo pelo qual sempre se pautaram? Quem é na realidade a Protóiro?

Continuamos a ter que assistir às degradantes manifestações dos ‘desinteressados’ antis à porta do Campo Pequeno? E Noutros pontos do país taurino?

E a APET? O que faz ou fez a Associação de Empresários no caso levantado pelo empresário da moda, Rafael Vilhais, sobre a realização dos festivais fora de época. Há entendimento, sim ou não? Se Rafael não tem razão, então que nos venham esclarecer. O aficionado merece!

E a Associação de Toureiros? Protege os seus toureiros que não recebem os seus honorários no fim dos espectáculos, arcando com as consequências das praças estarem vazias? Poderão eles, o empresários, dizer ‘ai e tal, mas nenhum toureiro fez uma queixa pública’, que não vêm ‘pôr a boca no trombone’, desculpem a expressão… sim, têm razão, porque se falam, não voltam a pisar na arena ‘a’ e ‘b’, geridas pelos mesmos empresários.

E a Associação de Ganadeiros, protege o seu prestígio? Não faz nada para reverter o caminho ‘obsceno’ que as ganadarias portuguesas levam e que castraram todo o interesse de ir ver uma corrida de touros, antes parecendo corridas de caracóis? E admitem, que repetidamente, se anunciem certas divisas, que depois por isto e aquilo, não foram e aparecem na arena, outros ferros?

O toiro manda ou não manda na Festa?

E a Associação de Forcados? Admite que se diga tudo e mais alguma coisa dos forcados cujas formações são também membros da dita associação, sem que salte em sua defesa? Ou só se defende o eventual prestígio singular de quem a representa?

Bem, creio que está mais que na altura, de as uniões não serem motivadas pela tragédia, mas se sim, se esse for o único motor de arranque para a criação de sinergias, então capacitem-se que o momento que se vive é de facto preocupante.

Eu não desconto para nenhuma Associação, mas se o fizesse, questionar-me-ia se valeria mesmo a pena ou se, é apenas a contribuição para a manutenção do estúpido ‘tem que ser…’, porque é muito conveniente, porque… blá, blá, blá…

Acordem enquanto é tempo e sirvam a Festa, tratem-na e aí sim, pavoneiem-se…!


TouroeOuro – Um passo à frente

TouroeOuro – Um passo à frente

  •  2016-08-15
  • Por: Solange Pinto

Eis que chega o mais taurino dia do ano e com ele, multiplicam-se os espectáculos em todo o Portugal taurino…

Caldas da Rainha, Reguengos de Monsaraz, Messejana e Urrós, abrem hoje as portas dos seus tauródromos ou improvisam-nos para que se dê de beber à afición… Mas o taurinismo do mês de Agosto não se fica por aqui, esta semana, por exemplo, há pelo menos uma corrida anunciada em cada dia da mesma, numa maratona que se espera de grandes momentos e sobretudo de praças cheias…

O TouroeOuro une-se à relevância do mês de Agosto para a tauromaquia, ou seja, foi este mês e foi este o dia, que escolhemos para a reviravolta na informação taurina falada em português…

O reestruturado TouroeOuro, é o símbolo visual e funcional daquilo que vimos a marcar há já cinco anos… Mas hoje, podemos garantir, que se marca a grande reviravolta, diria, ventos de mudança…

Estamos cada vez mais fortes, informamos com credibilidade, com profissionalismo, com rigor e com opinião e por isso, lideramos!

O TouroeOuro muda de cara, está mais competitivo, mais funcional e até mais bonito, mas os ventos de mudança começaram a soprar há já algum tempo…

As provocações passam-nos literalmente ao lado, as mentiras de ‘outros’ incomodam-nos porque sabemos que são precisamente - mentiras, mas não nos farão responder, estamos mais crescidos, mais maduros, mais focados nos nossos direitos enquanto órgão de comunicação e nos nossos deveres sob a mesma abrangência.

O nosso nível elevadíssimo de visitas, garanto-nos a certeza de que marcamos e as nossas fontes, também… Recordemos apenas um episódio para que percebam quem são os trapalhões ou comandados deste sector da festa… O TouroeOuro avançou no passado dia 31 de Março, que Diego Ventura não viria ao Campo Pequeno. Dissemo-lo porque sabíamos, não porque tínhamos essa convicção ou mesmo não que o toureiro nos tivesse ‘pedido’ o que quer que seja nesse sentido. Sabíamos e ponto final. Um dia depois, um blogue ao serviço do Campo Pequeno e dos seus gestores, diz exactamente assim, numa notícia com o título Site das trapalhadas antecipou dia das mentiras’: Não tem, por isso, qualquer nexo a (pseudo) notícia avançada ontem por um site habitualmente desinformado e que dava como certa a ausência  de Ventura em Lisboa neste ano de 2016’, acrescentando ainda que ‘Pelos vistos, o site das trapalhadas antecipou ontem o Dia das Mentiras... ‘…
Pois bem, quem são os trapalhões, quem são os desinformados e os submissos? Precisam que responda?

Diego Ventura não vem ao Campo Pequeno na temporada 2016 e o próprio gestor de actividades taurinas do Campo Pequeno, acabaria por confirmar isso mesmo, ainda que indirectamente, não tendo já espaço para Diego, nos cartéis apresentados na última insípida e rapidíssima conferência de imprensa no Campo Pequeno.

Se isto não chegar, temos a entrevista que Diego Ventura nos concedeu, onde a dada altura deixa bem claro que não vem porque nunca estiveram reunidas as condições… Quem falou verdade? O TouroeOuro.

Mas vêem como estamos mais crescidos e maduros? Não foi preciso bater o pé e responder que trapalhões são ‘outros’ que andam aí… Esperámos pelo momento certo e esse momento, é hoje mesmo.

Passemos à frente e a um esclarecimento que também Vos queremos fazer, ou melhor, dois…

A Entidade Reguladora da Comunicação Social deu razão ao TouroeOuro no caso do absurdo e infundado veto da empresa Campo Touro, de Joaquim Murteira Grave, ao nosso site, aquando dos festivais de Mourão. Pois é, o processo segue assim ‘bem apoiado’ para o Ministério Público e daqui a uns tempos, esperamos voltar ao assunto e com boas notícias.

O tempo da prepotência e total ausência de regras já lá vai e a opinião, doa a quem doer, pode e deve existir… Obviamente que tem o seu preço… Pagámo-lo em Mourão e lamentavelmente estamos a pagá-lo em Lisboa, onde a opinião que emitimos sobre a temporada passada, teve efeitos castradores. Baixamos os braços? Obviamente que não.

Temos força e usamo-la para informar. Que se lembrem disto!

Sopram ventos de mudança e o renovado TouroeOuro prova isso mesmo, sendo até publicitado no mais lido jornal diário do país, o Correio da Manhã. A tauromaquia deverá de deixar de ser o parente pobre das actividades culturais e nós, fazemos a nossa parte nesse sentido.

Que desfrutem e que confiem em nós… O TouroeOuro é rápido e verdadeiro nos seus conteúdos e acreditem que mais cedo ou mais tarde, a história prova quem tem a razão e quem tem sobretudo a verdadeira notícia…


Editorial - Janeiro (2013) - Verdade de La Palice

  •  2013-01-01

   As análises do ano 2012 estão definitivamente feitas e desse ano, aquele em que a crise começou mas não se revelou na totalidade, não mais vale a pena falar.
    O ?ano novo? começou e dez dias depois, são já muitas as novidades que merecem comentário.
    Comecemos pelo ?alto? da importância? Rui Bento Vasques concedeu esta quarta-feira uma entrevista ao blog Diário Taurino. Pois bem, num discurso sem a pompa e circunstância de outras ocasiões, mas sobretudo sem a pimenta habitual, pouco revelou o gestor de actividades taurinas do Campo Pequeno. Bento reafirmou sim aquilo que todos nós constatámos. Os novos deram um salto e estarão no tauródromo lisboeta. Alegra-nos o facto.
    O Campo Pequeno, como praça de touros mais importante do país, precisa hoje e sempre de ter na sua arena, as mais importantes figuras do toureio. O Campo Pequeno precisa de marcar a diferença em relação às demais praças, mas é certo também que tem uma palavra relevante a dizer sobre a ?introdução? de novos valores no panorama taurino luso e quiçá também, catapultar os triunfos dos jovens para o que fica para lá da fronteira.
    Facto de regozijo é também a repetição de verdadeiros acontecimentos para a juventude que toureia a pé, como de resto aconteceu na passada temporada?
    Continuamos no sector empresarial e continuamos sem surpresas até chegarmos a Portalegre.
    Portalegre e Henrique Gil, parecem marcar por diversos motivos a pasmaceira taurina em que estávamos mergulhados neste defeso?
    Gil aparece como que o ?Génio da Lamparina?!
    Há quem tenha rido e bastante com a entrevista do recente empresário à Rádio Portalegre, há quem tenha ficado até um pouco preocupado, há quem nem tenha ligado à conversa do muito aficionado Gil.
    Eu tive o prazer de ouvir a entrevista do casal e confesso que ?consegui? com uma só entrevista, juntar cada um destes estados de espírito atrás relatados.
    Não conheço Gil. Ou melhor, dividi lugar consigo numa barreira de Vila Franca e devo dizer, que o aficionado Gil, usou da sua cordialidade e simpatia, ao insistir para que eu ficasse num lugar que, por acaso era o dele? Fiquei bem impressionada e só!
    Segunda-feira, conheci um pouco mais da personalidade do novo empresário portalegrense e? sorri nalgumas ocasiões em que me pareceu ter Gil um discurso ?inocentemente? cru, fiquei preocupada por sentir que Gil se acha o ?salvador de Portalegre? e não liguei muito, porque são os factos e os acontecimentos pontuais que conduzem a bom ou mau porto os barcos que muitas vezes acreditamos que só têm possibilidades de naufragar.
    Ainda assim, resta-me aconselhar o empresário a consultar as condições de acesso a praças de touros espanholas, para que não se desiluda com a não possibilidade de concorrer a Don Benito ou a qualquer outra praça do país vizinho?
    Quanto ao cartel de Portalegre, não adianta o fulano ?a? ou ?b? dizer que já havia avançado o cartel, dizer que avançou o nome de Rouxinol ou que Tendeiro estava reunido com Gil, foi ele, o próprio Gil quem deixou de forma bem transparente aos microfones da rádio, quem iria a Portalegre. Cedo digo eu?!
    De tudo isto, resta ressalvar uma ?verdade de la Palisse?, Portalegre não é nem tem a mesma expressão que Las Ventas? Portanto, tudo isto vale o que vale? Mas que são preocupantes os ?floriados? do nosso Portugal taurino, isso são!
   


Editorial Novembro (2012) - O país que temos...

  •  2012-11-01

O nosso cantinho à beira-mar plantado não tem tudo mau, graças a Deus, mas está mergulhado numa grande nuvem de más intenções, que, obviamente numa união de maus factos, desestabilizará a paz de que aparentemente usufruímos.
Pois bem, a excelente e pertinente entrevista dada por Luís Rouxinol a Miguel Ortega Cláudio e não a Patrícia Sardinha como por aí li, toca nalguns pontos fulcrais da nossa festa.
Embora as respostas sejam tão audazes quanto as perguntas, há ainda uma clara resignação por parte do extraordinário cavaleiro de Pegões, ?já estou habituado?, disse.
Pergunto eu: não estaria na hora, de uma primeiríssima figura como Luís Rouxinol, dizer quem são os tendenciosos da crítica?
Não estará na hora, de Luís Rouxinol desafiar com grandes parangonas, os toureiros que consigo não querem tourear e fazer chegar o ?recado? a quem de direito?
Não estará na hora, de dizer que está mal pago na sua profissão e dizer em alta voz que o seu estatuto, pode e deve marcar a diferença na hora do pagamento de cachet?
Não estará na hora, de uma vez por todas, dizer, o real porquê de terem sido outros os considerados triunfadores, quando na realidade foi um e só um?
Luís, se me permitem, tem razão e ?posição? confortável no ranking para, com mais dois, três ou quatro colegas seus, mudarem definitivamente o rumo do que na tauromaquia está mal e saírem de um acomodamento que a mim me parece evidente.
Generalizando e deixando o mote dado pela entrevista de Rouxinol, é necessário que haja união na classe dos toureiros, como de resto pareceu ser uma perspectiva para 2012 (frustrada), de forma a espantar o fantasma dos ?descontinhos? pedidos entre barreiras no fim das corridas.
É preciso que as Figuras do Toureio de hoje, se imponham em termos de ?logística?, garantindo o futuro dos artistas de amanhã, muitos deles, sendo mesmo, os seus próprios filhos.
Temos que pôr os pontos nos ?i?s? e começar a chamar os bois pelos nomes, antes que seja tarde demais. Dizer com todas as letras, quem são os ?subornáveis? da tauromaquia, mas sobretudo, quem são os que subornam. Quem são os que compram a crítica, quem são os que compram as corridas onde actuam, quem compram os prémios, etc., etc?.
Vamos lá ter aquilo que os homens dos touros deveriam ter em grandes dimensões, ?traduzido por miúdos?, vamos ter coragem?!
Assim e como estamos, ficaremos sempre resignados e com a célebre frase na boca: ?é o país que temos!?.


Editorial Junho (2012) - Um ano depois...

  •  2012-06-01

Passou um ano, sem que nos dessemos conta do quão rápido transcorreram estes 365 dias...
Cada uma dessas 365 jornadas, foram vividas com a intensidade de quem ama o mundo taurino, de quem ama a festa brava mas também de quem é apaixonado pela escrita e fotografia.
Ao longo destes tempos, não fomos melhores que os outros, seguramente não fomos piores, mas uma certeza tenho eu, fomos diferentes.
Fomos também pioneiros. Nem em Portugal, nem em Espanha se fizeram ?crónicas em directo?, publicando texto e fotografias em simultâneo. Fomos nós? Esta rúbrica, podemos assegurar, vale ao TouroeOuro, muitas visitas.
Tivemos ao longo destes 365 dias, reportagens de valor e entrevistas polémicas.
Estivemos onde estão os melhores e com os melhores? Recordo-me da polémica entrevista de João Moura, a pôr a carne no assador. Lembro-me também de uma arrojada entrevista a Francisco Palha e Rui Bento Vasques? Mas estivemos também com os jovens, o futuro da festa?
Num ano, ?inventámos? novas rúbricas que levam o aficionado ao ponto da total informação, criámos o ?espaço? escalafón para que se mantenham ?em cima? do número de actuações dos artistas em terras lusas, enfim, não menos importante, resistimos a pressões diversas que procuravam distrair-nos do nosso principal objectivo - informar?!
Nascemos num Feriado Nacional, Dia de Portugal! Nascemos numa das cidades portuguesas que mais e distinta afición respira. Nascemos na maior praça de touros do país, nascemos perante dois grandes toureiros e uma monumental alternativa.
Nascemos no dia de uma das maiores e mais brilhantes actuações daquele que revolucionou o toureio a cavalo, João Moura.
Também nós nascemos com vontade e ambição para revolucionar o mundo, também nós queremos deixar uma marca, consolidá-la e expandi-la até onde o sonho nos conduzir?
Vamos fazê-lo com a seriedade, o rigor e a perseverança que nos caracteriza.
A todos quantos nos visitam, agradecemos a confiança em nós depositada.
Continuamos a sonhar? porque o sonho comanda a vida!


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