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Editorial - Outubro -Tanto mentes que um dia dirás a verdade e ninguém acreditará!

Editorial - Outubro -Tanto mentes que um dia dirás a verdade e ninguém acreditará!

  •  2018-10-15
  • Por: Solange Pinto

Vivemos numa altura, em que a imprensa é sem dúvida o primeiro grande ‘poder’…

Pode mentir, pode fazer de conta, pode quase tudo, menos contar a verdade. Este é um assunto que de quando em vez abordo, parecendo até que dela não faço parte… ou talvez não faça. O TouroeOuro diz um ‘ai’, ou um ‘ui’ e instala-se a rebelião, a contestação e as barreiras surgem logo ao virar da esquina. Azar dos azares, é que a nós, aqui, não nos custa saltar barreiras e acho mesmo, que nos habilitamos a ganhar o primeiro lugar no pódio da corrida de obstáculos…

No mundillo actual, vale tudo, vale mesmo tudo menos dizer a verdade. Tens que publicitar à borla, senão, que se lixem os teus direitos e vais para a bancada… tens que dizer na tua própria página de Facebook, que o cavaleiro ‘a’ ou ‘b’, esteve enorme, senão, durante a corrida, corres o risco de levar uma cabeçada, dada por quem apregoa ter categoria… Que mundo é este meu Deus?

Isto é mau, e está verdadeiramente mau, é preciso encarar. Mas pior se torna, quando em vez de se falar do que se viu, se apregoam elogios rasgados ou, se bate até mais não poder de forma a estimular o pagamento… uns caem na rede, sendo que têm um petardo no Campo Pequeno, a suposta imprensa mata e esfola e no dia seguinte, mediante o pagamento, volta a ser o maior, ou, mata-se e esfola-se, o ‘tipo’ não paga e acaba em apelidado de ‘artista de artes circenses’…

A língua afiada tem limites e é óbvio, que apregoar triunfadores desde o meio da temporada, é uma absoluta mentira, que o destino se encarrega de desmontar… A vida é o que é e os triunfadores, impõem-se em grandes faenas mas, podem, porque são humanos, falhar, sem prejuízo do seu valor ser posto em causa. O que não pode acontecer, é usarem a imprensa, como veículo da mentira que querem passar…

O público não é parvito, sabe o que vê e sabe somar ‘500 euros mais, 200 agora e adiante…’. Publicidade sim, mentira, não!

Tal imprensa, dá o mesmo título de triunfador, a quem actua duas vezes no Campo Pequeno e triunfa e a quem, actua numa temporada inteira de praça em praça e triunfa uma série de vezes… O que é isto? Muitas famílias a quem agradar?

Bem, nós aqui, não ‘papamos’ disto… Dos verdadeiros triunfadores, falaremos no término da temporada, por respeito a quem ainda joga a vida até ao fim mês de Outubro.

Ah e por falar em respeito, aconselho vivamente a lerem um ‘post’ de Francisco Cortes na página de Facebook, onde deixa implícito o seu descontentamento por não ir a Évora no festejo de encerramento de temporada, sendo que seria um prémio mais que justo, por ter triunfado forte no passado ano, na mesma arena… O triunfo não conta, diz… e diz bem. Deixou de contar há muito tempo, passando a bitola a medir-se pela ‘troca’ entre apoderados, pelos compadrios, pelos lobbys…

Acordem enquanto é tempo, e façam mais da dose de Vila Franca, onde a paixão pelo toureio, por diferentes estilos mas por uma só arte, esteve em comunhão numa praça cheia…

Ah, mas para quê? Agora até se usa, mentir também nas lotações…

Quem paga para se mentir, jamais terá o respeito dos que querem ler a verdade… Tanto mentes, que um dia dirás uma verdade e ninguém acreditará…


Editorial – Setembro - ‘A Feira da Terra’

Editorial – Setembro - ‘A Feira da Terra’

  •  2018-09-10
  • Por: Solange Pinto

Não poderia deixar de começar este editorial, sem antes agradecer a todos quantos me enviaram mensagens de apoio face à cirurgia a que me submeti e que me fez perceber, que entre tantos novelos tauromáquicos, ainda há gente de quem gosto e outros ainda, imagine-se, que gostam de mim…

Uma das palavras especiais, excluindo as que digo todos os dias aos meus insubstituíveis cuidadores, os meus pais amores maiores da minha vida, vai para o meu mais que querido amigo, Rui Farrim… Como aficionado, estamos empatados, mas como amigos, dá cartas a qualquer outro e isso, tenho que o gritar aos sete ventos. A outra palavra, esta e todas, todas as do mundo, vão para o ‘enfant terrible’ João Dinis. ‘Querido João, obrigado por tudo, obrigado por seres assim meio razinza (mas o meu amor), mas obrigado também por me fazeres acreditar que o nosso TouroeOuro, faz sentido, hoje e sempre… obrigado por cuidares tão bem do nosso ‘menino’, ah e obrigado por me teres dado um presente dos bons. Sabes que sou uma apaixonada por livros e ‘A Inglesa e o Marialva’, vão ser boa companhia para me esquecer, do sítio onde verdadeiramente deveria estar’Obrigado também Rodrigo, tens sido fantástico, por isso estás nesta família TouroeOuro, onde só cabem os melhores!

Pois é, deveria estar e se Deus quiser, estarei, não amanhã, não quarta-feira, mas, se a minha condição física me permitir, regressarei à Moita na quinta… a Moita, sempre o disse, sinto-a como a minha terra, ou não tivesse a minha mãe nascido ali e não tivesse sido o Sr. José Lino, muitíssimo amigo do meu avô ‘Carioca’…

Esta não seria a feira desejada, nem tão pouco a feira que orgulharia os moiteiros tão amantes de um toureio a pé artístico e de ver nas restantes corridas, o tira-teimas da temporada presente… Não quero publicitar ‘en contra de la feria’, como não quero que o empresário Rafael Vilhais ali ‘entese’ (usando uma expressão sua, que apenas cito), mas, gostava, do regresso do magistério moitense, assumindo um posto de tauródromo requintado, carismático e dissemelhante dos demais…

Rafael Vilhais tem por entre a sua cartelaria, nomes de supra importância e que, num outro contexto e noutras combinações, resultariam com os seus estatutos de figuras, altamente reforçados. Esta feira, é o que é, e esperamos sinceramente, que Vilhais tenha descoberto a fórmula.

Que não regressem os ‘decapitados’ de outras feiras, mas que seja um sucesso… os nomes estão lá, pense embora o facto de alguns não estarem…

Ausências importantes, como Moura Júnior, Telles Júnior, Rui Fernandes, Pablo Hermoso de Mendoza ou Ventura?

Comigo em forma, assumindo novamente o total e absoluto controlo da crítica não encomendada, virá Vila Franca de Xira… A praça que manda nisto tudo e o resto são cantigas!

Vila Franca e a sua tauromaquia, exibem-se, com orgulho na sua imagem publicitária… sem serem precisas menções a outras tauromaquias!

Sensibilidades importantes, num mundo que é e se quer que seja de pormenores, de detalhes…

E nos elencos, bem, nos elencos, marca pontos o empresário Ricardo Levesinho, sobretudo pelo arrojadíssimo cartel do dia 9 de Outubro, em que coloca em mano-a-mano, António Telles e Diego Ventura, numa competição ao mais alto nível, adivinhando-se não mais que uma praça esgotada.

Mas calma, que esta corrida que é também uma ‘encerrona’ do grupo de Vila Franca, não mora sozinha na qualidade do certame. Dia 7 há ‘Concurso de Ganadarias’, sério e com picante suficiente para que o público se alicie a ver as lides dos seis exemplares de diversas prestigiadas ganadarias, por parte de três toureiros jovens e que agradam naquela praça ribatejana.

Antes, dia 30 de Setembro, festeja-se o aniversário da Palha Blanco e claro está, com um cartel bem à medida do público vilafranquense. Corrida mista, com dois toureiros da ‘casa’ e um duelo ‘antigo’ de Moura Júnior e João Telles Júnior.

A isto chamo a verdadeira ‘Feira da Terra’, com especial atenção para aquilo que Vila Franca pede e gosta. Sensibilidade (passo a repetição), ao mais alto nível da família de Vila Franca… Levesinhos a marcar pontos ao comando da centenária praça!

Mas raios, o meu coração está na Moita… João Dinis, meu amor, Rodrigo Viana, meu querido, conto convosco para saber tudinho da corrida de amanhã… afinal de contas, o TouroeOuro, é sempre o primeiro a informar!


Editorial - Agosto - Les Aventures de Tintin...

Editorial - Agosto - Les Aventures de Tintin...

  •  2018-08-14
  • Por: Solange Pinto

Cada vez me orgulho mais dos aficionados e das suas opções…

Sabem quem são, o que querem, e isso confirma-se em muitos sectores da tauromaquia.

O ataque cerrado, vil e até mesmo inesperado a que a Praça de Touros da Póvoa de Varzim esteve sujeita, despertou nos aficionados nortenhos, um sentimento de posse inequívoco em relação à tauromaquia e a união, fez de facto não a força, mas a grande diferença…

Duas corridas, duas enchentes. Estiveram, deram a cara, compraram bilhete e gritaram que são poveiros e aficionados. Vitória da Festa, mas vitória do povo que ama a Festa.

Continuámos a não ver presença de personagens importantes por entre o público na Póvoa e nem mesmo os holofotes que tanto gostam, ‘os’ levaram ao norte. Uma vez mais, frisa-se o quase desprezo a que os órgãos de comunicação sujeitaram a Póvoa de Varzim…

Demos o exemplo e tal como nos orgulhamos dos aficionados, também nos orgulhamos da nossa linha editorial e das opções que tomamos, sempre tendo em vista a verdade e sim, a defesa da Festa.

Neste mês de Agosto, a magnífica equipa que temos, deu informação em directo, ou seja, em tempo real, de cerca de 90% das corridas em território nacional e mais, em pouquíssimo tempo depois do seu término, informámos sobre os mais relevantes palcos espanhóis. Os resultados, estão à vista. O TouroeOuro lidera em todas as frentes. A nossa página, além de cumprir todos os requisitos legais e éticos, informa com isenção. Está em todo o lado, escreve bem, fotografa bem… A qualidade que exibimos, dá-nos a legítima liderança no rancking dos sites de imprensa lusa dedicados à tauromaquia, bem com lideramos nas redes sociais, como o Facebook e Twitter.

Palavras para quê?

As centenas de escritos e abordagens que recebemos diariamente, dão-nos a força que precisamos, para procurar a notícia onde ela estiver, e publicá-la enquanto é isso mesmo, notícia!

A feira taurina mais emblemática do país, foi avançada pelo TouroeOuro, sem margem de erro, sendo apenas um dos exemplos do que é fazer jornalismo.

O ‘yes men’ não faz parte do nosso estatuto editorial, bem como repudiamos a falta de opinião, para que não se causem constrangimentos (dizem 'eles'), como aqueles a que de quando em vez estamos sujeitos.

Se temos inimigos, é porque temos importância, e se temos amigos, é porque há quem se repugne com o jornalismo baseado na chantagem e opinião condicionada pelos pagamentos não de publicidade mas de triunfos fantasiados.

Aqueles que ousam falar de como nos movemos na tauromaquia, apenas dizer, que temos pena, de nunca conseguirem chegar perto… os triunfos, jamais serão para quem pode e quer, mas sim, para quem sabe e quem anda no caminho da verdade.

Na bancada de Alcochete ou Évora, na bancada de outra qualquer praça, na trincheira e barreiras com tratamento VIP, com imagens ou sem, o TouroeOuro, continuará a liderar…

Prometemos, que aqui, será sempre o primeiro a saber… sem triunfos fantasiados. O TouroeOuro, está longe de ser algo do género Les Aventures de Tintin.

 


Editorial - Julho - Póvoa de Varzim, a causa de hoje!

Editorial - Julho - Póvoa de Varzim, a causa de hoje!

  •  2018-07-15
  • Por: Solange Pinto

Estamos a escassos cinco dias de uma corrida que fez correr tinta… diria eu, que mais se escreveu e falou nas redes sociais sobre este tema, do que sobre o mais destacado cerne da questão!

Póvoa de Varzim, 20 de Julho, às 22 horas!

Este é o meu compromisso, o seu, o de todos os que somos aficionados, de todos os que amamos a Festa, de todos os que apesar dos atropelos, temos orgulho ‘nisto’…

Tenho absoluta legitimidade para falar nos Recortadores. Tenho porque nunca fui do grupo de fãs de outras tauromaquias que não fossem as de praça, com toureiros e forcados… ainda assim, reconheço a importância das tauromaquias mais populares. É preciso que se reconheça, que ‘estas tauromaquias’, são a génese de muitos novos aficionados, que, de forma genuína e espontânea, procuram saber o que é uma corrida de touros, motivados pela curiosidade do primeiro contacto com a rês brava, mantida precisamente em largadas e ‘brincadeiras’ do género.

O espectáculo taurino, o de praça, gozou sempre de um elitismo que ora e por agora, não se pode dar ao luxo de viver… a tauromaquia, pode e deve ser de todos e esses ‘todos’, somos poucos para defender a permanência de TODAS as tradições que envolvam o touro.

Tudo isto, serve-me o ‘propósito de achar despropositado’, todo o alarido resultante do anúncio da inclusão de recortadores no fim do espectáculo da próxima sexta-feira na Póvoa do Varzim. Diga-se, que um anúncio feito contemporaneamente ao feito também, pelo autarca da cidade nortenha.

Se a estupidez do autarca, absolutismo, radicalismo e totalitarismo vieram à tona, numa altura em que o respeito deveria imperar, não menos inapropriado, foi a tentativa de abolição e/ou alteração do espectáculo anunciado… Será que os agentes da Festa não entendem, que por vezes a força se mostra com o silêncio numa primeira instância e depois, numa segunda fase, com uma praça cheia?

Será que a ‘malta do boi’, se preocupa mais com o TouroeOuro e o que lá vem escrito, do que propriamente com a abolição por completo de mais um ‘palco’ de trabalho?

Bem, espero sinceramente, que os toureiros, empresários, forcados, ganadeiros, demais agentes da Festa e claro, aficionados, ajudem a ESGOTAR a Póvoa do Varzim…

Deixem-se de tangadas de agências de comunicação pagas a peso de ouro, de mails estudados e mal ‘esgalhados’, deixem-se de fantasmas e mostrem a nossa força, onde tem que ser mostrada, numa praça de touros e com transmissão em DIRECTO para televisão!

Pensem e não andem atrás de modas!

Póvoa de Varzim, a causa de hoje!


Editorial - Aniversário - 'Sete – O número da perfeição e da benção…!'

Editorial - Aniversário - 'Sete – O número da perfeição e da benção…!'

  •  2018-06-10
  • Por: Solange Pinto

Sempre tive um fetiche com o número sete.

É esteticamente elegante, é ímpar, permitindo desequilíbrios por vezes necessários e sobretudo, está associado à sorte.

Hoje, completamente embebida na pesquisa da relevância do número sete, percebi, que o sete é muito mais que isto que atrás descrevi, o sete, é considerado o número da perfeição e da consagração. O sete, representa o triunfo do espírito, sobre a matéria.

O sete, é o número da bênção!

Refiro tudo isto, porque no momento em que escrevo este editorial, disserto em pensamento sobre os sete anos de ‘vida’ do TouroeOuro, cumpridos exactamente, hoje e mais, sobre a sorte que vivi à três pares de horas… reafirmando a minha condição de aficionada, dando-lhe de beber da mais genuína forma, a do triunfo!

Recuo ao dia 10 de Junho de 2011.

Apostámos tudo no TouroeOuro e as fichas, todas, repito, deram-nos o triunfo que sonhámos… ‘Nascemos’ em Santarém. Actuavam nesse dia, Moura, Ventura e Tomás Pinto. Praça cheia até à bandeira. Hoje, sete anos depois, festejo nestes momentos, a ‘idade adulta’ do maior rejoneador de todos os tempos e o seu mais histórico triunfo, Diego Ventura, no dia em que festejo também, a idade da perfeição do TouroeOuro, ou não estivéssemos no seu sétimo ano… Quantas portas grandes de Ventura em sete anos… quanto evoluiu este toureiro ao ponto de se tornar o ídolo de todos nós!

Passito a passito, consolidando-se, contornando obstáculos, passando barreiras que pareciam intransponíveis… Cortou um rabo em Madrid! Foi o único rejoneador a fazê-lo na história da tauromaquia. Fê-lo 46 anos depois de que um matador o fizesse ali pela última vez.

Terá sido fácil o percurso de Ventura? Claro que não. Deve tudo a seus pais, a amigos especiais… ao seu trabalho e à sua genialidade. Nem mesmo os detractores o demoveram ou o demoliram… quiçá o tenham ‘espevitado’, motivado…

Aqui no TouroeOuro, sentimos igual. As cornadas dos que nos querem colher, são tratadas por médicos como Ramón Vila ou García Padrós. Seguimos em frente com as cicatrizes, mas com a experiência e sobretudo com a certeza de que podemos enfrentar qualquer toiro, por mais complicada que seja a sua lide. Superaremos tudo, porque já superámos tanto.

O trabalho da equipa TouroeOuro é por Vós, a sorte é nossa e a bênção do sete, trouxe-nos a possibilidade de ver escrita mais uma página dourada no livro da história da tauromaquia. Estamos nos grandes palcos, com as grandes figuras, nos colossais triunfos!

Diego um dia sonhou o que parecia impossível. Cortar um rabo em Madrid… E cortou!

Continuo a acreditar e sonhadores também somos… Que a bênção do sete perdure no TouroeOuro!


Editorial - Maio - Nos vamos… hasta Madrid!

Editorial - Maio - Nos vamos… hasta Madrid!

  •  2018-05-11
  • Por: Solange Pinto

Já aqui fiz referência ao facto de ter assistido, à melhor corrida da Feira de Abril, em Sevilha, na edição deste ano… Confesso e não envergonhada, que me caíram as lágrimas, juro que quis contê-las, mas foi de facto, impossível…

Senti-me abençoada por poder viver intensamente, aquilo a que chamo a ‘verdadeira paixão pelo toureio e pela tauromaquia’, a tal que é universal e que não tem, nem pode ter fronteiras…

Todos os toureiros são de todos os ‘rincóns’ taurinos… é assim que se deve sentir e nesse dia, senti-me mais taurina e aficionada que nunca!

Nesse dia, nesse 17 de Abril, não questionei aquilo que questiono todos os dias… O verdadeiro motivo da tauromaquia ser verdadeiramente assaltada por seres de nível muito discutível e que ousam dizer a toda a hora, de forma completamente desnivelada, que amam a Festa e que por ela fazem tudo…

Calma! Fazer tudo pela Festa, não é arrasá-la com impropérios recheados de vulgaridades, reveladoras da total ausência de berço…

A tauromaquia precisa de duas coisas que se podem e devem complementar, mas nunca serem utilizadas em separado. Profissionalismo com paixão é admissível e até aconselhável. Apenas paixão, deveria dar aos indivíduos que dizem senti-la, um passaporte directo para o sítio onde as emoções se vivem sem filtros, ou seja, na bancada.

A tauromaquia, está saturada de amadores labregos que viram neste mundo a única forma de existirem socialmente. A tauromaquia, está farta de indivíduos que se querem pavonear na trincheira… quer sejam empresários, fotógrafos ou sei lá que mais pára-quedistas…

Nunca olvidemos, que o amadorismo e o barato (ou à borla), pode sair caro e que o profissional, se cobra pelo seu trabalho!

Por sentido dever das suas obrigações enquanto órgão de comunicação e porque ali vão estar três portugueses, o TouroeOuro estará em Madrid, contando e analisando as actuações de Rui Fernandes, Moura Júnior e João Telles Júnior na mais importante praça de touros do mundo, Las Ventas!

Rui Fernandes, a cumprir 20 anos de Alternativa, mereceria voltar a provar uma porta por onde já saiu... continuando a provar que é dos portugueses mais internacionais da actualidade...

Não vamos de excursão, nem estamos à espera da comissão dos jantares de homenagens, iríamos de qualquer forma, porque todos os olhos vão estar na capital espanhola…

Para os que disso fazem uma bandeira, e para os que acham que vamos a Madrid fazer o nosso debute, que perguntem ao Maestro Moura, há quantos nos conhece por ali?

Aos chegados agora, sim, porque se forem bons, também há lugar para eles, enfiem a violinha no saco, porque aqui, sabemos o que fazemos e quais são as prioridades!

Nos vamos… hasta Madrid!

 


Editorial - Abril - 'Novilhadas sim, corridas, sim, sectarismos, não!'

Editorial - Abril - 'Novilhadas sim, corridas, sim, sectarismos, não!'

  •  2018-04-11
  • Por: Solange Pinto

Não queria nada ter que dizer isto… antes estivesse enganada, mas, utilizando um cliché, tenho que o dizer ‘eu tinha razão’

Há tempos, saltaram a lume, umas declarações terrivelmente evasivas da líder do CDS, Assunção Cristas, sobre a sua ‘relação afectiva’ com a tauromaquia… A ex-ministra da agricultura, chegou mesmo a referir, que, se ‘pensasse muito no assunto…’.

Triste, mas mesmo muito triste, é que a tauromaquia, tenha servido para albergar uma corrida de toiros (Setembro de 2016, em Coruche), partidária, sectarista e sobretudo, vestida de tons visivelmente inapropriados.

O espectáculo foi um ‘flop’, mas mais que isso, a Festa dos Toiros, deixou bem claro, que não gosta de divisões, não serve à caça ao voto e não anda sobretudo à mercê de classes políticas sem classe.

A Tauromaquia, não vive à conta do CDS, bem como não vive à conta de ‘doutorinhas’ salvaterrenses, que por um brinde, arquitectaram todo um enredo, felizmente, muito mais para uma novela, do que para a tauromaquia, de quem todos julgam poder servir-se.

Infelizmente, largos meses depois… digo com tristeza, ‘eu tinha razão…’!

Tudo isto, pode parecer que em nada está relacionado com o tema que verdadeiramente queria eu trazer à ribalta. Ou seja, o futuro da Festa.

Apresentou-se na passada quinta-feira, a novilhada do abono do Campo Pequeno e uma série de actividades, ligadas ao fomento da aficíon perante os mais jovens… eles, os jovens são o futuro e daí, sairá, não se duvide, a continuidade de tudo isto.

Com a presença de representantes das Escolas de Toureia lusa, como Vila Franca, Moita e Campo Pequeno, em dois ‘segundos’, abordou-se a temática das novilhadas e da extrema importância de lhes dar… importância!

Pedro Marinho, representante na ocasião da Escola de Toureio da Moita, frisou com ênfase que as novilhadas,  deverão ser um espectáculo maior, e não o eterno espectáculo menor. Pedro Marinho tem toda a razão, mais é até impossível, mas, repare-se na novilhada dada à estampa este Domingo, em Madrid. Defenderão uns, que ‘nem tanto ao mar, nem tanto à terra’ e que as reses saídas em Las Ventas, são de apresentação abastada e em coerência, tremenda se em conta tivermos que serão lidadas por jovens, nem sempre tão plazeados como se gostaria e que sim, pode constituir, perigo acrescido. Mas a verdade é também, que ali se dá a tal importância ao novilheiro e que o perigo, pode dar lugar à decisão. Ali ou se é toureiro para aguentar tudo aquilo, ou, não se é e o lugar de cada um destes miúdos, é em casa.

Perante tal seriedade, o público vai, dá a cara e desfruta com os toureiros em potência.

Por cá, as coisas são ainda diferentes e sente-se, quer se queira, quer não, que tudo soa ao ‘que é possível’… reses oferecidas, muitas vezes de apresentação envergonhada, de condições inexistentes…

E mais… que projecção tem um triunfo numa novilhada?

Onde actuarão estes espadas no futuro?

Respostas que se silenciam e que precisam de voz com urgência, ou tudo isto, corre o risco de ir por água abaixo.

Mais do que nos embebedarmos por um partido político que quer dar a cara não pela tauromaquia, mas pela caça ao voto, aposte-se sim, na verdadeira caça ao aficionado. É disso que depende a Festa.

Canalizem-se as praças portáteis para este tipo de espectáculos. Deixem de ali actuar, toureiros cujas carreiras perderam já os comboios onde, era suposto viajarem… ‘Guardem-se’ estes palcos, em tempo de festas de aldeias, para o fomento da afición prática.

A tauromaquia nunca precisou de apoios políticos, precisa sim, de continuidade assegurada, quer nas arenas, quer nas bancadas.

Façam-se aos grandes toureiros, aos grandes aficionados, aos ganadeiros que tiveram a coragem de criar reses bravas, em detrimento, dos brindes aos sedentos de protagonismo.

Que a tauromaquia e os seus agentes, pensem bem, pensem muito, antes de ‘se’ emprestarem a qualquer organismo que ‘divida’ a Festa…

Novilhadas sim, corridas, sim, sectarismos, não!


Editorial - Março - A paixão pelos melhores…

Editorial - Março - A paixão pelos melhores…

  •  2018-03-12

Tive ao longo dos anos, uma forte propensão para gostar dos melhores…

Não sou profunda conhecedora de fado, mas gostei sempre muito de Amália Rodrigues. Mais que as suas músicas, apaixonei-me pela Mulher que foi, pela personalidade, pela força, pelo carisma e até, pela classe tão peculiar que sempre exibiu…

Sou prática, directa e incisiva, mas, a visão romanceada de e na escrita de Eça de Queiroz, foi também uma das minhas paixões…

A minha felicidade, passou sempre por viver a trezentos por cento o momento que hoje me fará feliz e quando acredito que o segundo seguinte será de ‘escândalo’, aposto todas as minhas fichas.

Na tauromaquia, não fui, nem sou menos que isto. Admiti, a minha condição de Mourista. Borrifei-me literalmente nos que me criticaram sempre por dizer e gritar aos sete ventos que Moura, foi o melhor que Portugal já viu no toureio e mais, o melhor que o mundo viu na mais profunda revolução da arte de tourear a cavalo…

Fixei-me também em Pablo Hermoso de Mendoza e Rui Fernandes, aquele que sempre vi como o substituto de Moura, não no conceito, mas na sua condição de herdeiro do título…

Vejo, leio, mas, mais e mesmo que me acusem do contrário, sinto tudo isto, com uma emoção tremenda…

Houve por aí um fulanito, que balbuciou encoberto pelo esconderijo onde todos somos valentes, ou seja, nas redes sociais, que não há decoro por um crítico bater palmas a uma actuação numa praça de touros… Citava o espectáculo de sábado no Redondo e sim, enfiei o barrete. Mas e não é, que me olhei ao espelho e gostei de me com o barrete?

Bati palmas à actuação de Diego Ventura. Bato quantas e quantas vezes for preciso. Acrescento ainda mais. Caíram-me as lágrimas com a actuação de Diego Ventura. Emocionei-me por Deus me ter dado a possibilidade de ter visto o ‘ferro do ano’, mas mais, de Deus me ter dado a possibilidade de ver disto há muito tempo. Diego Ventura, é Ventura muito antes do dia de ontem e sim, não estava maluca nem era vendida por ver deste ginete, tudo o que posso…

Ventura gritou ontem, que é ele quem manda e manda com legitimidade. Porra, toda a legitimidade do mundo!

Dos cinzentos e despeitados não reza a história!

Desses, nem vale a pena falar, que fiquem entretidos com os conceitos do antigamente, aqueles que os agarra aquilo que podem e sabem ver…

A mim interessa-me muito mais, desfrutar da tarde, que marca um antes, um depois e um forte desejo, de continuar a acreditar que este toureiro, tem obrigatoriamente que estar em Lisboa, com as condições que entender que são as suas…

A tauromaquia tem que ser elevada e Ventura tem que estar ao leme dessa elevação, arrastando consigo, a paixão pelo toureio ao mais alto nível!


Editorial - Fevereiro - As palavras que nunca te direi...

Editorial - Fevereiro - As palavras que nunca te direi...

  •  2018-02-10
  • Por: Solange Pinto

‘As Palavras que Nunca te Direi’, é e para quem gosta de ler, um romance dramático de referência, de autoria de Nicholas Sparks e que mais tarde, serviu de inspiração ao filme com o mesmo título…

‘As Palavras que Nunca te Direi’, conta a história de amor entre Garret Blake, um construtor naval que ainda chora a morte da mulher Theresa Osborne, uma jornalista ainda afectada por um casamento falhado.
Conhecem-se quando Theresa encontra uma mensagem que Garret escreveu para a sua falecida mulher, meteu dentro de uma garrafa e lançou para o mar. A mensagem é publicada no jornal de Theresa e estimula o interesse do público. Outras mensagens dentro de garrafas são encontradas e Theresa decide ir conhecer pessoalmente o poeta náutico... até que…

Pois é, infelizmente, as mensagens já não chegam em garrafas emersas na água, nem tão pouco são o primeiro passo para a chegada à fala com um jornalista… neste momento, o papel do jornalista, é quiçá dos mais ingratos por entre outras áreas de responsabilidade. O jornalista, continua a ser o sétimo poder, mas é também e cada vez mais, o alvo a abater…

Num país mergulhado num denso vapor de corrupção, o jornalismo, é agora e sempre foi um apetecível isco… mas atenção aos que não entram na nuvem… são com toda a certeza, o dito - alvo a abater…

Isto de ser jornalista, acarreta responsabilidades, obrigações, até quase que devoções… profissão mal tratada, na qual entram amadores por entre portas escancaradas… sobretudo se integrarmos o conceito, na tauromaquia. Pobre mundo, sempre tão pronto para albergar seres sem outras vidas, sem outros holofotes… isto de ser jornalista, obriga a saber ler, interpretar, investigar, escrever… noticiar vai muito para além de sentimentos, vai muito para além de intimidades e amizades efémeras…

Adapto o título do romance para as ‘Palavras que Nunca LHE Direi…’!

Estávamos separados por uma teimosia, mas, o meu respeito e admiração face a trinta anos de trabalho em prol da tauromaquia, isso, ninguém pode negar… Agora é tarde, mas… fica o profissionalismo e a forma como se debateu com as suas convicções… As palavras que nunca lhe direi… guardo-as agora para mim, com a profunda convicção, que se algo nos unia… tauromaquia, paixão por esta ‘coisa’ tão sua, tão minha, tão nossa… o mundo dos touros, confere-nos o mais legitimo poder de discordar de algo… e assim era!

Canso-me agora… canso-me agora mais que nunca, por saber, que há palavras que nunca direi a alguns agentes da Festa! Fazer-lhes a vontade, calar e enfiar no bolso a gratificação, não faz parte daquilo em que acredito. As palavras que querem ouvir alguns, nunca as direi…

Digo que injustiça Ventura não estar nas primeiras feiras do ano, digo que injustiça o festival da Rádio Campanário não se realizar na praça contigua à sede da estação referida, digo que injustiça… cala-te boca! As palavras que continuarei a não dizer hoje, a bem da Festa e da paciência que ainda me resta, são aquelas, que direi amanhã, gozando do meu estatuto de cidadã livre e gozando sobretudo, do direito à liberdade de imprensa…

As palavras que nunca lhe direi a ele, a eles, é que não 'vergo' em função do suborno e da chantagem…

Continuamos aqui, a dizer as palavras que sim, devem ser ditas!


Editorial - Janeiro - As horas que antecedem o derby

Editorial - Janeiro - As horas que antecedem o derby

  •  2018-01-21
  • Por: Solange Pinto

As mudanças de estratégias são evidentes… Falo claro está, da mais importante praça de touros do país e dos seus principais rostos.
Rui Bento, agora sem toureiros e absolutamente ‘livre de obrigações’, entra numa nova era, aquela em que não terá de impor à cartelaria do tauródromo que representa, um toureiro, ou dois, ou três…
Quem perderá com o ‘negócio’, será Juan del Álamo, que, pese embora seja bom espada, não deve vir a Lisboa tão cedo…
O caso Álamo, será igual a tantos outros e não é sequer chocante, é normal, tudo mais que normal, num país de conchavos, de diz que disse, da conversita e esquema promovido na retaguarda…
Verdade, verdadinha, é que a temporada parece animar… É quase como as horas que antecedem um grande derby. Faça-se a festa antes, porque do jogo, pode apenas resultar um empate que não coloca nenhum dos clubes na liderança do campeonato.
Aqui, na tauromaquia, corremos exactamente o mesmo risco. Guerrilhas por praças que depois acabam por nunca encher, desespero por entrar em cartéis, porque os toureiros têm que ser os recordistas e líderes de escalafón (como se a quantidade fosse sinónimo de qualidade), órgãos de comunicação com crónicas fotográficas e triunfos que é bom, ups, isso sim é escasso…
Este ano temos, cinco enormes atractivos!
João Moura Caetano surge depois de uma temporada sólida, de grandes demonstrações de toureio, de afirmação e consolidação. Curiosidade…
Pablo Hermoso de Mendoza, será o eterno senhor das arenas e agora, com continuidade assegurada. É sempre uma mais-valia nas arenas lusas.
O número um actual, o momento cumbre e a genialidade de Diego Ventura, máximo triunfador da temporada transacta no nosso país e por último, mas com interesse vestido de camisola amarela, o vigésimo aniversário de alternativa de Rui Fernandes e o regresso de Vítor Ribeiro.
Este derby sim, poderia ser festejado antes, durante, depois…
A rivalidade que estes dois toureiros mantiveram outrora, pode e deve ser revitalizada.
Os dois toureiros, tiveram e têm partidários, trajectórias distintas, mas, que merecem o nosso respeito, a nossa vénia!
Dia 26 de Junho de 2006, o mesmo gestor que hoje está à frente dos desígnios do Campo Pequeno, teve a visão de juntar em mano-a-mano os dois ginetes.
Fernandes e Ribeiro, pode bem ser o derby que muitos gostariam de ver…
O tempo voa e não tarda, tudo se saberá… Até lá, faça-se a Festa nos primeiros passos da temporada, porque depois, pode ser tarde demais...
Lucena del Puerto, Ajalvir, Mourão, Granja e Redondo na linha dos primeiros encontros e quiçá, um bom barómetro daquilo que será a temporada 2018!


IV - Os factos que marcaram a temporada

IV - Os factos que marcaram a temporada

  •  2017-12-15

Era um dos mais célebres e prestigiados ganadeiros e coudeleiros do nosso país.
Natural de Samora Correia, morreu aos 65 anos de idade, José Pereira Palha.
'Zé Palha', como era carinhosamente tratado pelo mundo taurino, faleceu vítima de doença prolongada, a uma segunda-feira do mês de Julho, dia 10 do mês citado.
Esta foi uma das primeiras 'machadadas' no mundo taurino luso, que chorou a morte de um homem respeitado e muito querido por entre os seus pares e demais aficionados.


Editorial – Dezembro – ‘Todos diferentes, todos iguais…’

Editorial – Dezembro – ‘Todos diferentes, todos iguais…’

  •  2017-12-10
  • Por: Solange Pinto

O slogan ‘todos diferentes, todos iguais’, lançado pela marca Benetton, remonta ao ano 2000, sendo que a força do texto, juntamente à força das imagens multirraciais, deu volta ao mundo, com brado…

Recordo-me disto, num mês em que todas as sensibilidades estão à flor da pele e o espírito nem sempre presente da ajuda ao próximo, ‘baixa’ em cada um de nós…

Conheci há uns bons quatro anos, um individuo, como eu, como ele, como tu, como todos nós, que teve em tempos, uma vida ‘normal’… a viuvez precoce, aliada às débeis condições financeiras, atiraram-no para a rua e a vida à margem da dignidade, é agora a única certeza com a qual lida diariamente… lutei ontem, luto hoje e lutarei sempre, para tirar da rua, este homem que transpôs há muito o linear da mendicidade…

Na ânsia de procurar ajuda, encontrei, pensava eu, o sítio ideal para o meu amigo a quem baptizei de Belchior… ‘apoiar o sem abrigo’, é o chavão desta ‘casa’, que, como primeira abordagem, pede identificação do indivíduo e mais, pede comprovativo de morada…

Repare-se neste contra-senso! Pedir comprovativo de morada a um sem-abrigo, é o mesmo que perguntar a um cego, que graduação de lentes usa…

Pois é, este é o país real… O país, onde quem come à conta desta instituição, tem casa, carro, subsídios de sobrevivência e um quarteto de filhos, resultantes de uma equipa de dois, o casal, com quatro bracinhos para trabalhar…

Todos querem viver à conta de… deixando os que realmente precisam, desprevenidos, sem apoio e à mercê da mais estúpida burocracia.

Que tem isto a ver com o mundo dos touros? Nada. Nada no tema, tudo na essência. Todos são hoje fotógrafos, escribas e todos, querem aportar, o seu granito de areia à informação taurina. Mas calma, todos somos ou deveríamos ser iguais nos direitos, mas não nos enganemos, somos todos diferentes nos conteúdos, nas potencialidades, nas formações e no trabalho realizado.

É importante separar o quanto antes, o trigo do joio. Perceba-se rapidamente o que é imprensa, os que vivem exclusivamente de imagem, sem escrever uma linha, os que não noticiam ou os que apenas publicam comunicados já feitos a gosto…

É urgente, que as entidades competentes, façam a destrinça, antes que, tal como acontece no exemplo real que Vos dei no início do texto, as prioridades estejam também nesta área, desajustadas e completamente obsoletas.

O Belchior precisa de ajuda mas quem dela usufrui, são os ‘mamões’ da sociedade. São estes últimos que têm de ficar à porta, tal como na tauromaquia, se deve dar o título de imprensa, a quem realmente a é… Senhores empresários, sabemos todos, que publicidade à borla, é bom, mas não leva público à praça, Senhores empresários, sabemos todos, que aparecer nas galerias de ‘jet’ porque a amiga que bandeia o rabiosque na trincheira, tem a sua graça, é porreiro, mas não se misture, a responsabilidade de bem informar não pode coabitar com este compadrio que nos catapulta para um país, sem eira e pouca beira…

Aqui lutaremos sempre pela diferença, isenção, qualidade e verticalidade, tanto, quanto lutarei para ajudar o Belchior…

 


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