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Editorial – Fevereiro – ‘Sousel… e as outras!’

Editorial – Fevereiro – ‘Sousel… e as outras!’

  •  2019-02-10

Choca-me o caso de Sousel e… as outras!

Terminado o prazo de apresentação de propostas para organização de um espectáculo tauromáquico, em Sousel (tradicional segunda-feira de Páscoa), eis que nos deparamos, com a triste realidade. Nenhum empresário quis ‘saber’ de Sousel.

Sabemos que a lotação do tauródromo é mínima e que, por isso mesmo, é pouco susceptível de ‘dar guito’, mas, a verdade aqui, é a mesma de outras verdades… Sousel, é porque é economicamente falível, mas, e Viana do Castelo? E Setúbal? E Póvoa de Varzim? E Cabeço de Vide?

Porra, que já chega de dizerem que a festa isto e aquilo… que a bem da festa devemos isto e aquilo… Balelas. Vamos lá todos dar importância ao festival de Lisboa, vamos lá todos dar importância ao Dia da Tauromaquia, vamos lá todos dar importância às lides ‘por colleras’, vamos lá todos ver o Campeão de Equitação de Trabalho ao som do fado, vamos lá todos ver exibições dos miúdos das escolas, com tourinhas e… que se lixem praças como Sousel, Setúbal e Póvoa de Varzim, como de resto se lixou a de Viana do Castelo.

Continuemos a achar que a sobreposição de festivais e corridas, é normal e dar a esse facto, a mesma importância de vender t-shirts com cabeças de toiros estilizadas.

Continue-se a achar, que a imprensa é feita apenas de fotógrafos e fotografias e que as ‘crónicas escritas em ucraniano’ são importantes… e que em nada dão boa imagem da tauromaquia lusa e dos seus verdadeiros profissionais. Continue-se a achar, que os Media Partners da Prótoiro, são e têm que ser os órgãos de comunicação generalistas e continuem a achar, que fazer cartazes, é o mesmo de ser órgão de comunicação.

Iludamo-nos e entretenhamo-nos com o confortável lobby que sim existe e deixemos, que sejam os anti-taurinos a organizar um evento em Sousel… Santarém e a sua Praça Maior importam e muito, mas Sousel (e as outras) e as suas praças menores, também existem e precisam de ajuda…


Editorial - Janeiro - 'O camuflado'

Editorial - Janeiro - 'O camuflado'

  •  2019-01-11

É difícil para pessoas da minha geração, imaginar como foram os tempos de repressão, em que nada ou muito pouco se poderia dizer publicamente, sem que houvesse ‘castigo’ público…

Nem tanto ao mar, nem tanto à terra, já dizia o ditado e a propósito de notícias vindas a público recentemente, envolvendo ‘operários’ do INEM, há que dizer, que informar sim, castrar e julgar publicamente, não!

As sedes para julgamentos existem e não se deverão fazer condenações precipitadas, sob pena de se cometerem injustiças, criando danos irreparáveis na sociedade em geral…

Qual o verdadeiro e legítimo papel da imprensa?

Contar, e contar com verdade, mas contar factos!

A análise, a existir e sim, também é legítima, deverá ser feita com base numa série de versões, que envolvam todas as partes envolvidas nas histórias que se contam…

Nós, no TouroeOuro, falamos com conhecimentos, procurando sempre ouvir as partes envolvidas em todas as matérias que julgamos importantes. Investigamos e se da investigação resultar a dúvida, tentamos procurar desfaze-la… no mundo dos touros, o telefone dos intervenientes, nem sempre é atendido, mas quase sempre, depois das notícias publicadas, aparece um ‘alguém’, que por mail, resolve ‘qualificar’ o trabalho do TouroeOuro, como ‘especulativo’… Coisas de quem verdadeiramente parece não estar por bem na Festa e desses, mais cedo ou mais tarde, não rezará a história.

De toda a questão levantada sobre a participação de ‘alguns’ e não são ‘quaisquer’ grupos de forcados no Dia da Tauromaquia Portuguesa, eis que, depois de noticiada a questão, se tentou dissipar a importância da mesma, de forma a suavizar e quiçá camuflar os acontecimentos…

Camuflar parece ser a palavra de ordem, não vá estar algum anti-taurino à espreita e utilizar a informação de forma pouca abonatória. A acontecer assim, passará a ser a imprensa, quem desejou mal à tauromaquia… Somos nós e sempre fomos, a imprensa, quem parece denegrir a Festa e não os seus mais activos agentes… Aguentamos a responsabilidade. Temos uma missão e vamos leva-la a bom porto, na perspectiva de melhorar e contar o que deve ser mudado.

Queremos crer, que a o tal Dia da Tauromaquia Portuguesa, Nacional ou lá como se chama tudo isto, pretenderá, ser a ajuda financeira, necessária, para processar quem resolve achincalhar a memória de um dos mais célebres toureiros falecido recentemente. Queremos crer, que o gabinete jurídico da Prótoiro (cremos que existe), será o responsável por fazer história na defesa do bom nome da tauromaquia e dos seus artistas e que procurará condenar em sede própria, quem ousou escamotear a memória do cavaleiro…

Queremos crer, que mais que a porcaria de estudos e sei lá mais que bandeiras que a Prótoiro gosta de envergar, o resultado económico do Dia da Tauromaquia, será de uma vez por todas, utilizado de forma visível e aí sim, estaremos todos, com a mesma motivação e claro, sabendo a que se destina o esforço de cada aficionado.

A colaboração de todos nós, deve ser da mesma dimensão da transparência do evento, deste e de outros semelhantes… caso contrário, corremos (a tauromaquia), o risco da desacreditação total…

Façamos tudo sem ‘camuflados’ porque a tauromaquia não pretende ser a ‘guerra’, mas sim a paz de espírito que a arte exige para ser bem desfrutada…

 


Um 2019 Recheado de Triunfos!

Um 2019 Recheado de Triunfos!

  •  2018-12-31

Terminamos o ano 2018, com a profunda certeza, que os 365 dias do ano, se assemelharam em muito a um passeio por um parque de diversões…

Houve viagens em carrosséis belíssimos, tranquilos, como foram os regressos às arenas de Joaquim Bastinhas e Paulo Caetano, outro, com descidas vertiginosas, como a saída de Rafael Vilhais da Praça de Touros da Moita, depois de dois anos de insucesso por aquelas bandas e ainda, umas passagens pela ‘casas assombradas’, como foram os desaparecimentos precoces de António Manuel Cardoso e Francisco Penedo.

Momentos felizes, outros tristes e a isto, chama-se vida.

Escrevo este artigo, escassas horas depois, da manifestação com palco na Síria, pela liberdade de expressão por parte da imprensa… parece mentira, mas é verdade… falamos da Síria e por cá? Por cá, segue tudo demasiado encapotado, mas a limitação na expressão, sim acontece e mesmo que não seja punida legalmente, é imposta na penumbra e castiga no escuro, com ameaças, com pressões…

Dizer o que se quer, acarreta responsabilidades e cá estaremos para assumi-la! Sempre assim fomos, especialistas e adeptos da verdade, sobretudo da verdade imposta pela consciência, pela formação e pela educação.

Aqui somos livres, donos de nós, mais que donos do TouroeOuro, órgão que não tem por entre os seus mentores, nenhum empresário, ou cabo de grupo de forcados (actual ou antigo), que não tem grupo. Estamos livres até, das limitações impostas pelos nossos ‘clientes’… Aqui não fazemos chantagem, por isso temos e estimamos alguns ‘devedores’, aqui, não fazemos cartazes, aqui, não fazemos ‘imagens’.

Somos o que outros não são. Somos informação em primeira mão, somos notícias quando as são realmente. Aqui, não fazemos ordinarecos vídeos em Directo, aqui, levamos informamos rapidamente e em todos os palcos, mesmo que a enganadora prepotência de alguns, julgue que nos pode impedir de informar. Somos os líderes, porque aqui, não nos mostramos, mostramos sim, os verdadeiros protagonistas da Festa.

Terminamos o ano, com uma grande entrevista de Enrique Ponce, o tal que lidera há mais de 25 anos. Terminamos o ano, a conhecer o grafismo do primeiro cartaz de 2019 (Valdemorillo) no país vizinho e terminámos o ano, com o ‘avance’ por partes dos órgãos espanhóis, dos nomes fortíssimos, que previsivelmente marcarão presença em Castellón.

Terminámos o ano com a feliz ideia, de que a Moita estará em breve bem tratada e esperamos, que a bem de todos, com ‘fins lucrativos’, terminámos o ano, a tentar perceber, o que acontecerá, com outros palcos, onde se anunciam, o ‘sem fins lucrativos’.

Terminámos o ano, a saber que Mourão voltou à fórmula que nunca deveria ter abandonado, terminámos o ano, a saber que a qualidade da Granja, dificilmente se igualará em termos de festivais taurinos.

Terminámos o ano, com a triste notícia de que as Bellas Artes espanholas, não contemplarão a tauromaquia, terminámos o ano, com a difícil notícia do também difícil estado de saúde de Joaquim Bastinhas.

Não terminamos o ano, sem a promessa, que vamos continuar assim, um órgão de comunicação e só!

Não terminamos o ano, sem agradecer, a pessoas fantásticas como o Rodrigo Viana, o Rui Farrim, o Carlos Pedroso, o Jorge H. Sampaio, o António Carneiro… não terminamos, sem agradecer as pessoas especiais, cujos nomes, guardamos… com carinho. Não terminamos o ano, sem agradecer, à nossa família, por quase não nos ver durante a temporada…

Agradecemos sobretudo, aos nossos visitantes, que nos colocam no alto, das suas preferências, e todos, desejamos, um soberbo 2019!

Estamos juntos nesta grande viagem pelo parque de diversões que é a vida!


Editorial - Dezembro - Um defeso agitado!

Editorial - Dezembro - Um defeso agitado!

  •  2018-12-10
  • Por: Solange Pinto

A caminho já dos oito anos de existência, liderando o sector da imprensa taurina, e não digam que não, porque podemos prová-lo, a verdade é que, nunca o TouroeOuro ‘viveu’ um defeso tão agitado…

Enquanto a imprensa generalista, vive ‘a braços’ com os mediáticos casos de Bruno de Carvalho, do assassinato hediondo de Luís Grilo e da professora do Montijo, da paragem dos estivadores de Setúbal há já mais de um mês ou, lá fora, o duradouro protesto dos coletes amarelos, a imprensa taurina, preocupa-se, com as inúmeras mudanças de apoderados, a descida do IVA, o inesperado, ou nem tanto, concurso da Daniel do Nascimento e o delicado estado de saúde de Joaquim Bastinhas…

A relativização das notícias, é importante, mas, certo é, que se poderia traçar um paralelo entre o caso ‘Coletes Amarelos’ e o caso ‘IVA na Tauromaquia’.

Emmanuel Macrón, acabou hoje mesmo de ceder e anunciar, publicamente, que aumentaria em cem euros, o ordenado mínimo francês, tal como, no caso do IVA para a tauromaquia, tudo acabou bem, sendo que os espectáculos taurinos, estarão sujeitos a uma descida do IVA para 6%.

Tal como Macrón, ora mal visto pela sociedade francesa, também a Ministra Graça Fonseca ficou mal vista, acompanhada no mau tom, pelo Primeiro-Ministro luso, António Costa.

Tudo terminou bem e a tauromaquia, com tudo isto, viu-se com uma publicidade gratuita que há muito não tinha. Resta saber, até que ponto foi ou não benéfica toda esta panóplia de debates, de entrevistas, de ditos e mexericos em torno de um assunto, cuja visibilidade apenas a alguns pode interessar…

Nós por cá, continuamos a achar, que a descrição, pode ser bem mais produtiva, embora reconheçamos, que não interessa a algumas agremiações… Precisamos ter consciência de que os anti-taurinos existem, mas não podemos viver dominados por paranóias, que repito, apenas interessam a alguns.

O TouroeOuro, voltou a liderar na notícia da semana. Rui Bento apodera Rouxinóis. Avançámos a notícia, entretanto hoje confirmada pelos visados. A ‘outra’ imprensa, noticiou, sem que fizesse referência a quem adiantou a notícia. Regras básicas ignoradas, mas entendemos o medo de citar o TouroeOuro.

Não faz mal, aqui continuaremos, em cima de todo e qualquer acontecimento e claro, sem que para isso tenhamos de vender cartazes, opinião ou merchandising. Somos o que somos, porque pesquisamos, temos fontes, uma equipa coesa, forte e unida.

Noticiamos quando é notícia.

Das mais tristes e inesperadas do ano, conta-se a do desaparecimento de Francisco Penedo, e claro está, a do delicado estado de saúde de um toureiro que apaixonou multidões, Joaquim Bastinhas.

Mais esperado, foi o desfecho moitense… era certo que Rafael Vilhais sairia antes de cumpridos os cinco anos que propôs como estadia na Daniel do Nascimento. Enfraqueceu posição, sendo que fortíssimo ficou Rui Bento!

Campo Pequeno e Nazaré, bem como Luís Rouxinol e seu filho, e ainda, Moura Júnior, numa reedição de apoderamento.

As boas relações de Bento com outros agentes fortes da actualidade, em Portugal, conferem ao antigo matador de toiros, uma importância inegável, na temporada vindoura, enquanto outros, se afogaram na necessidade de protagonismo.

Preocupa-nos e entristece-nos o caso de Medellín e a não realização do seu certame, mas preocupa-nos não menos, que o desfecho da Póvoa do Varzim, possa ser o mesmo que o de Viana do Castelo.

E Setúbal?

Perguntas para uma Prótoiro com relação surda com a imprensa…

Estes são os temas quentes, que dominaram um defeso agitado!

Boas Festas… sempre com o TouroeOuro!


Editorial - Novembro - 'O Abafadinho e o Bombom!'

Editorial - Novembro - 'O Abafadinho e o Bombom!'

  •  2018-11-11
  • Por: Solange Pinto

Com a Golegã a queimar as últimas castanhas, eventualmente já a preços de saldos de forma a liquidar os stocks, eis que é altura novamente, do pessoal dos touros, deixar as selfies e voltar à grande preocupação do momento…

Dizer não à Sra. Ministra da Cultura, Graça Fonseca, parece ter sido a palavra de ordem e a demissão, o pedido feito, de forma viral nas redes sociais, as mesmas, onde o tema pertinente e quente do momento, passou a ser literalmente ‘abafadinho’ pela Feira Nacional do Cavalo…

A semana que amanhã finda, foi no que ao tema do momento concerne, muito mais rica nas estações televisivas, do que propriamente nos órgãos de informação da especialidade…

Na TV, destacaram-se lamentavelmente, as intervenções de Manuela Moura Guedes e Sérgio Caetano, este último, membro da plataforma ‘Basta’, num mesmo debate, em que participou de forma francamente positiva, José Fernando Potier. Dos mais aplaudidos pareceres, contam-se as palavras elegantes de Miguel Sousa Tavares.

Enfim, de alguns dos mais renomados toureiros, chegaram escritos dirigidos à Sra. Ministra, bem como posições inequívocas dos Municípios com Actividades Taurinas…

A Prótoiro, criou e em boa hora o fez, uma petição pública, com o objectivo de demitir a Senhora que a todos nós resolveu insultar, mas…

É preciso mais. Demitir a Ministra não castrará o problema de fundo.

As motivações da medida no que ao IVA diz respeito, foram inequivocamente de índole pessoal, ou seja, uma evidente antipatia pela tauromaquia, mas e aqui sim, reside o perigo, também foram, de cariz político. O bombom dado ao PAN, deve ser tomado em conta, como uma munição que pode ser usada quando chamada novamente ao ‘palco’… Este dito bombom, tem que ser atacado na ‘fábrica que os produz’ e nunca só, quando está a ponto de ser consumido. Fiz-me entender?

Sabemos todos e atenção que gostaria mais de acreditar no contrário, que nós taurinos, achamos sempre que nunca nada acontecerá e claro, até ‘pagamos’ (quem paga, claro está), para acreditar que há um conjunto de cérebros pensantes que resolverão o problema, se o houver…

Fiem-se na Virgem e não corram e aguardem, na Golegã, que tudo se resolva…

É hora de pedir a mobilização de todos, mas mesmo todos, junto ao Parlamento. É hora, de mostrar aos sim, pouquíssimo civilizados, que, afinal somos muitos e isto não acabará por falta de profissionais, amantes dos touros, pessoal sequioso de protagonismo, etc. e tal…

Movam-se enquanto em tempo. É urgente!

Agora que terminou a Golegã, que as botas, capas e chapéus se arrumaram, pode ser que haja tempo para resolver uma questão que é de todos nós e na qual, todos poderemos ajudar…

Enquanto o pessoal esteve ocupado nas selfies e com os chapéus emprestados, nós cá vamos contando e em primeira mão, o que de realmente importante acontece no mundo taurino, sem serem precisas chantagens, sem ser necessário que façamos cartazes ou mesmo, sem termos de ser empresários caindo em incompatibilidades éticas evidentes…

Tomem como exemplo, esta notícia de que uns falaram ontem e que o TouroeOuro, adiantou a 29 de Outubro ‘Este tauródromo poderá vir a ser gerido pela própria confraria, contando aqui com a ‘Direcção de Tauromaquia’, entregue a Rui Bento… a verdade, e não interessa que venham agora desmentir…’!


Editorial - Outubro -Tanto mentes que um dia dirás a verdade e ninguém acreditará!

Editorial - Outubro -Tanto mentes que um dia dirás a verdade e ninguém acreditará!

  •  2018-10-15
  • Por: Solange Pinto

Vivemos numa altura, em que a imprensa é sem dúvida o primeiro grande ‘poder’…

Pode mentir, pode fazer de conta, pode quase tudo, menos contar a verdade. Este é um assunto que de quando em vez abordo, parecendo até que dela não faço parte… ou talvez não faça. O TouroeOuro diz um ‘ai’, ou um ‘ui’ e instala-se a rebelião, a contestação e as barreiras surgem logo ao virar da esquina. Azar dos azares, é que a nós, aqui, não nos custa saltar barreiras e acho mesmo, que nos habilitamos a ganhar o primeiro lugar no pódio da corrida de obstáculos…

No mundillo actual, vale tudo, vale mesmo tudo menos dizer a verdade. Tens que publicitar à borla, senão, que se lixem os teus direitos e vais para a bancada… tens que dizer na tua própria página de Facebook, que o cavaleiro ‘a’ ou ‘b’, esteve enorme, senão, durante a corrida, corres o risco de levar uma cabeçada, dada por quem apregoa ter categoria… Que mundo é este meu Deus?

Isto é mau, e está verdadeiramente mau, é preciso encarar. Mas pior se torna, quando em vez de se falar do que se viu, se apregoam elogios rasgados ou, se bate até mais não poder de forma a estimular o pagamento… uns caem na rede, sendo que têm um petardo no Campo Pequeno, a suposta imprensa mata e esfola e no dia seguinte, mediante o pagamento, volta a ser o maior, ou, mata-se e esfola-se, o ‘tipo’ não paga e acaba em apelidado de ‘artista de artes circenses’…

A língua afiada tem limites e é óbvio, que apregoar triunfadores desde o meio da temporada, é uma absoluta mentira, que o destino se encarrega de desmontar… A vida é o que é e os triunfadores, impõem-se em grandes faenas mas, podem, porque são humanos, falhar, sem prejuízo do seu valor ser posto em causa. O que não pode acontecer, é usarem a imprensa, como veículo da mentira que querem passar…

O público não é parvito, sabe o que vê e sabe somar ‘500 euros mais, 200 agora e adiante…’. Publicidade sim, mentira, não!

Tal imprensa, dá o mesmo título de triunfador, a quem actua duas vezes no Campo Pequeno e triunfa e a quem, actua numa temporada inteira de praça em praça e triunfa uma série de vezes… O que é isto? Muitas famílias a quem agradar?

Bem, nós aqui, não ‘papamos’ disto… Dos verdadeiros triunfadores, falaremos no término da temporada, por respeito a quem ainda joga a vida até ao fim mês de Outubro.

Ah e por falar em respeito, aconselho vivamente a lerem um ‘post’ de Francisco Cortes na página de Facebook, onde deixa implícito o seu descontentamento por não ir a Évora no festejo de encerramento de temporada, sendo que seria um prémio mais que justo, por ter triunfado forte no passado ano, na mesma arena… O triunfo não conta, diz… e diz bem. Deixou de contar há muito tempo, passando a bitola a medir-se pela ‘troca’ entre apoderados, pelos compadrios, pelos lobbys…

Acordem enquanto é tempo, e façam mais da dose de Vila Franca, onde a paixão pelo toureio, por diferentes estilos mas por uma só arte, esteve em comunhão numa praça cheia…

Ah, mas para quê? Agora até se usa, mentir também nas lotações…

Quem paga para se mentir, jamais terá o respeito dos que querem ler a verdade… Tanto mentes, que um dia dirás uma verdade e ninguém acreditará…


Editorial – Setembro - ‘A Feira da Terra’

Editorial – Setembro - ‘A Feira da Terra’

  •  2018-09-10
  • Por: Solange Pinto

Não poderia deixar de começar este editorial, sem antes agradecer a todos quantos me enviaram mensagens de apoio face à cirurgia a que me submeti e que me fez perceber, que entre tantos novelos tauromáquicos, ainda há gente de quem gosto e outros ainda, imagine-se, que gostam de mim…

Uma das palavras especiais, excluindo as que digo todos os dias aos meus insubstituíveis cuidadores, os meus pais amores maiores da minha vida, vai para o meu mais que querido amigo, Rui Farrim… Como aficionado, estamos empatados, mas como amigos, dá cartas a qualquer outro e isso, tenho que o gritar aos sete ventos. A outra palavra, esta e todas, todas as do mundo, vão para o ‘enfant terrible’ João Dinis. ‘Querido João, obrigado por tudo, obrigado por seres assim meio razinza (mas o meu amor), mas obrigado também por me fazeres acreditar que o nosso TouroeOuro, faz sentido, hoje e sempre… obrigado por cuidares tão bem do nosso ‘menino’, ah e obrigado por me teres dado um presente dos bons. Sabes que sou uma apaixonada por livros e ‘A Inglesa e o Marialva’, vão ser boa companhia para me esquecer, do sítio onde verdadeiramente deveria estar’Obrigado também Rodrigo, tens sido fantástico, por isso estás nesta família TouroeOuro, onde só cabem os melhores!

Pois é, deveria estar e se Deus quiser, estarei, não amanhã, não quarta-feira, mas, se a minha condição física me permitir, regressarei à Moita na quinta… a Moita, sempre o disse, sinto-a como a minha terra, ou não tivesse a minha mãe nascido ali e não tivesse sido o Sr. José Lino, muitíssimo amigo do meu avô ‘Carioca’…

Esta não seria a feira desejada, nem tão pouco a feira que orgulharia os moiteiros tão amantes de um toureio a pé artístico e de ver nas restantes corridas, o tira-teimas da temporada presente… Não quero publicitar ‘en contra de la feria’, como não quero que o empresário Rafael Vilhais ali ‘entese’ (usando uma expressão sua, que apenas cito), mas, gostava, do regresso do magistério moitense, assumindo um posto de tauródromo requintado, carismático e dissemelhante dos demais…

Rafael Vilhais tem por entre a sua cartelaria, nomes de supra importância e que, num outro contexto e noutras combinações, resultariam com os seus estatutos de figuras, altamente reforçados. Esta feira, é o que é, e esperamos sinceramente, que Vilhais tenha descoberto a fórmula.

Que não regressem os ‘decapitados’ de outras feiras, mas que seja um sucesso… os nomes estão lá, pense embora o facto de alguns não estarem…

Ausências importantes, como Moura Júnior, Telles Júnior, Rui Fernandes, Pablo Hermoso de Mendoza ou Ventura?

Comigo em forma, assumindo novamente o total e absoluto controlo da crítica não encomendada, virá Vila Franca de Xira… A praça que manda nisto tudo e o resto são cantigas!

Vila Franca e a sua tauromaquia, exibem-se, com orgulho na sua imagem publicitária… sem serem precisas menções a outras tauromaquias!

Sensibilidades importantes, num mundo que é e se quer que seja de pormenores, de detalhes…

E nos elencos, bem, nos elencos, marca pontos o empresário Ricardo Levesinho, sobretudo pelo arrojadíssimo cartel do dia 9 de Outubro, em que coloca em mano-a-mano, António Telles e Diego Ventura, numa competição ao mais alto nível, adivinhando-se não mais que uma praça esgotada.

Mas calma, que esta corrida que é também uma ‘encerrona’ do grupo de Vila Franca, não mora sozinha na qualidade do certame. Dia 7 há ‘Concurso de Ganadarias’, sério e com picante suficiente para que o público se alicie a ver as lides dos seis exemplares de diversas prestigiadas ganadarias, por parte de três toureiros jovens e que agradam naquela praça ribatejana.

Antes, dia 30 de Setembro, festeja-se o aniversário da Palha Blanco e claro está, com um cartel bem à medida do público vilafranquense. Corrida mista, com dois toureiros da ‘casa’ e um duelo ‘antigo’ de Moura Júnior e João Telles Júnior.

A isto chamo a verdadeira ‘Feira da Terra’, com especial atenção para aquilo que Vila Franca pede e gosta. Sensibilidade (passo a repetição), ao mais alto nível da família de Vila Franca… Levesinhos a marcar pontos ao comando da centenária praça!

Mas raios, o meu coração está na Moita… João Dinis, meu amor, Rodrigo Viana, meu querido, conto convosco para saber tudinho da corrida de amanhã… afinal de contas, o TouroeOuro, é sempre o primeiro a informar!


Editorial - Agosto - Les Aventures de Tintin...

Editorial - Agosto - Les Aventures de Tintin...

  •  2018-08-14
  • Por: Solange Pinto

Cada vez me orgulho mais dos aficionados e das suas opções…

Sabem quem são, o que querem, e isso confirma-se em muitos sectores da tauromaquia.

O ataque cerrado, vil e até mesmo inesperado a que a Praça de Touros da Póvoa de Varzim esteve sujeita, despertou nos aficionados nortenhos, um sentimento de posse inequívoco em relação à tauromaquia e a união, fez de facto não a força, mas a grande diferença…

Duas corridas, duas enchentes. Estiveram, deram a cara, compraram bilhete e gritaram que são poveiros e aficionados. Vitória da Festa, mas vitória do povo que ama a Festa.

Continuámos a não ver presença de personagens importantes por entre o público na Póvoa e nem mesmo os holofotes que tanto gostam, ‘os’ levaram ao norte. Uma vez mais, frisa-se o quase desprezo a que os órgãos de comunicação sujeitaram a Póvoa de Varzim…

Demos o exemplo e tal como nos orgulhamos dos aficionados, também nos orgulhamos da nossa linha editorial e das opções que tomamos, sempre tendo em vista a verdade e sim, a defesa da Festa.

Neste mês de Agosto, a magnífica equipa que temos, deu informação em directo, ou seja, em tempo real, de cerca de 90% das corridas em território nacional e mais, em pouquíssimo tempo depois do seu término, informámos sobre os mais relevantes palcos espanhóis. Os resultados, estão à vista. O TouroeOuro lidera em todas as frentes. A nossa página, além de cumprir todos os requisitos legais e éticos, informa com isenção. Está em todo o lado, escreve bem, fotografa bem… A qualidade que exibimos, dá-nos a legítima liderança no rancking dos sites de imprensa lusa dedicados à tauromaquia, bem com lideramos nas redes sociais, como o Facebook e Twitter.

Palavras para quê?

As centenas de escritos e abordagens que recebemos diariamente, dão-nos a força que precisamos, para procurar a notícia onde ela estiver, e publicá-la enquanto é isso mesmo, notícia!

A feira taurina mais emblemática do país, foi avançada pelo TouroeOuro, sem margem de erro, sendo apenas um dos exemplos do que é fazer jornalismo.

O ‘yes men’ não faz parte do nosso estatuto editorial, bem como repudiamos a falta de opinião, para que não se causem constrangimentos (dizem 'eles'), como aqueles a que de quando em vez estamos sujeitos.

Se temos inimigos, é porque temos importância, e se temos amigos, é porque há quem se repugne com o jornalismo baseado na chantagem e opinião condicionada pelos pagamentos não de publicidade mas de triunfos fantasiados.

Aqueles que ousam falar de como nos movemos na tauromaquia, apenas dizer, que temos pena, de nunca conseguirem chegar perto… os triunfos, jamais serão para quem pode e quer, mas sim, para quem sabe e quem anda no caminho da verdade.

Na bancada de Alcochete ou Évora, na bancada de outra qualquer praça, na trincheira e barreiras com tratamento VIP, com imagens ou sem, o TouroeOuro, continuará a liderar…

Prometemos, que aqui, será sempre o primeiro a saber… sem triunfos fantasiados. O TouroeOuro, está longe de ser algo do género Les Aventures de Tintin.

 


Editorial - Julho - Póvoa de Varzim, a causa de hoje!

Editorial - Julho - Póvoa de Varzim, a causa de hoje!

  •  2018-07-15
  • Por: Solange Pinto

Estamos a escassos cinco dias de uma corrida que fez correr tinta… diria eu, que mais se escreveu e falou nas redes sociais sobre este tema, do que sobre o mais destacado cerne da questão!

Póvoa de Varzim, 20 de Julho, às 22 horas!

Este é o meu compromisso, o seu, o de todos os que somos aficionados, de todos os que amamos a Festa, de todos os que apesar dos atropelos, temos orgulho ‘nisto’…

Tenho absoluta legitimidade para falar nos Recortadores. Tenho porque nunca fui do grupo de fãs de outras tauromaquias que não fossem as de praça, com toureiros e forcados… ainda assim, reconheço a importância das tauromaquias mais populares. É preciso que se reconheça, que ‘estas tauromaquias’, são a génese de muitos novos aficionados, que, de forma genuína e espontânea, procuram saber o que é uma corrida de touros, motivados pela curiosidade do primeiro contacto com a rês brava, mantida precisamente em largadas e ‘brincadeiras’ do género.

O espectáculo taurino, o de praça, gozou sempre de um elitismo que ora e por agora, não se pode dar ao luxo de viver… a tauromaquia, pode e deve ser de todos e esses ‘todos’, somos poucos para defender a permanência de TODAS as tradições que envolvam o touro.

Tudo isto, serve-me o ‘propósito de achar despropositado’, todo o alarido resultante do anúncio da inclusão de recortadores no fim do espectáculo da próxima sexta-feira na Póvoa do Varzim. Diga-se, que um anúncio feito contemporaneamente ao feito também, pelo autarca da cidade nortenha.

Se a estupidez do autarca, absolutismo, radicalismo e totalitarismo vieram à tona, numa altura em que o respeito deveria imperar, não menos inapropriado, foi a tentativa de abolição e/ou alteração do espectáculo anunciado… Será que os agentes da Festa não entendem, que por vezes a força se mostra com o silêncio numa primeira instância e depois, numa segunda fase, com uma praça cheia?

Será que a ‘malta do boi’, se preocupa mais com o TouroeOuro e o que lá vem escrito, do que propriamente com a abolição por completo de mais um ‘palco’ de trabalho?

Bem, espero sinceramente, que os toureiros, empresários, forcados, ganadeiros, demais agentes da Festa e claro, aficionados, ajudem a ESGOTAR a Póvoa do Varzim…

Deixem-se de tangadas de agências de comunicação pagas a peso de ouro, de mails estudados e mal ‘esgalhados’, deixem-se de fantasmas e mostrem a nossa força, onde tem que ser mostrada, numa praça de touros e com transmissão em DIRECTO para televisão!

Pensem e não andem atrás de modas!

Póvoa de Varzim, a causa de hoje!


Editorial - Aniversário - 'Sete – O número da perfeição e da benção…!'

Editorial - Aniversário - 'Sete – O número da perfeição e da benção…!'

  •  2018-06-10
  • Por: Solange Pinto

Sempre tive um fetiche com o número sete.

É esteticamente elegante, é ímpar, permitindo desequilíbrios por vezes necessários e sobretudo, está associado à sorte.

Hoje, completamente embebida na pesquisa da relevância do número sete, percebi, que o sete é muito mais que isto que atrás descrevi, o sete, é considerado o número da perfeição e da consagração. O sete, representa o triunfo do espírito, sobre a matéria.

O sete, é o número da bênção!

Refiro tudo isto, porque no momento em que escrevo este editorial, disserto em pensamento sobre os sete anos de ‘vida’ do TouroeOuro, cumpridos exactamente, hoje e mais, sobre a sorte que vivi à três pares de horas… reafirmando a minha condição de aficionada, dando-lhe de beber da mais genuína forma, a do triunfo!

Recuo ao dia 10 de Junho de 2011.

Apostámos tudo no TouroeOuro e as fichas, todas, repito, deram-nos o triunfo que sonhámos… ‘Nascemos’ em Santarém. Actuavam nesse dia, Moura, Ventura e Tomás Pinto. Praça cheia até à bandeira. Hoje, sete anos depois, festejo nestes momentos, a ‘idade adulta’ do maior rejoneador de todos os tempos e o seu mais histórico triunfo, Diego Ventura, no dia em que festejo também, a idade da perfeição do TouroeOuro, ou não estivéssemos no seu sétimo ano… Quantas portas grandes de Ventura em sete anos… quanto evoluiu este toureiro ao ponto de se tornar o ídolo de todos nós!

Passito a passito, consolidando-se, contornando obstáculos, passando barreiras que pareciam intransponíveis… Cortou um rabo em Madrid! Foi o único rejoneador a fazê-lo na história da tauromaquia. Fê-lo 46 anos depois de que um matador o fizesse ali pela última vez.

Terá sido fácil o percurso de Ventura? Claro que não. Deve tudo a seus pais, a amigos especiais… ao seu trabalho e à sua genialidade. Nem mesmo os detractores o demoveram ou o demoliram… quiçá o tenham ‘espevitado’, motivado…

Aqui no TouroeOuro, sentimos igual. As cornadas dos que nos querem colher, são tratadas por médicos como Ramón Vila ou García Padrós. Seguimos em frente com as cicatrizes, mas com a experiência e sobretudo com a certeza de que podemos enfrentar qualquer toiro, por mais complicada que seja a sua lide. Superaremos tudo, porque já superámos tanto.

O trabalho da equipa TouroeOuro é por Vós, a sorte é nossa e a bênção do sete, trouxe-nos a possibilidade de ver escrita mais uma página dourada no livro da história da tauromaquia. Estamos nos grandes palcos, com as grandes figuras, nos colossais triunfos!

Diego um dia sonhou o que parecia impossível. Cortar um rabo em Madrid… E cortou!

Continuo a acreditar e sonhadores também somos… Que a bênção do sete perdure no TouroeOuro!


Editorial - Maio - Nos vamos… hasta Madrid!

Editorial - Maio - Nos vamos… hasta Madrid!

  •  2018-05-11
  • Por: Solange Pinto

Já aqui fiz referência ao facto de ter assistido, à melhor corrida da Feira de Abril, em Sevilha, na edição deste ano… Confesso e não envergonhada, que me caíram as lágrimas, juro que quis contê-las, mas foi de facto, impossível…

Senti-me abençoada por poder viver intensamente, aquilo a que chamo a ‘verdadeira paixão pelo toureio e pela tauromaquia’, a tal que é universal e que não tem, nem pode ter fronteiras…

Todos os toureiros são de todos os ‘rincóns’ taurinos… é assim que se deve sentir e nesse dia, senti-me mais taurina e aficionada que nunca!

Nesse dia, nesse 17 de Abril, não questionei aquilo que questiono todos os dias… O verdadeiro motivo da tauromaquia ser verdadeiramente assaltada por seres de nível muito discutível e que ousam dizer a toda a hora, de forma completamente desnivelada, que amam a Festa e que por ela fazem tudo…

Calma! Fazer tudo pela Festa, não é arrasá-la com impropérios recheados de vulgaridades, reveladoras da total ausência de berço…

A tauromaquia precisa de duas coisas que se podem e devem complementar, mas nunca serem utilizadas em separado. Profissionalismo com paixão é admissível e até aconselhável. Apenas paixão, deveria dar aos indivíduos que dizem senti-la, um passaporte directo para o sítio onde as emoções se vivem sem filtros, ou seja, na bancada.

A tauromaquia, está saturada de amadores labregos que viram neste mundo a única forma de existirem socialmente. A tauromaquia, está farta de indivíduos que se querem pavonear na trincheira… quer sejam empresários, fotógrafos ou sei lá que mais pára-quedistas…

Nunca olvidemos, que o amadorismo e o barato (ou à borla), pode sair caro e que o profissional, se cobra pelo seu trabalho!

Por sentido dever das suas obrigações enquanto órgão de comunicação e porque ali vão estar três portugueses, o TouroeOuro estará em Madrid, contando e analisando as actuações de Rui Fernandes, Moura Júnior e João Telles Júnior na mais importante praça de touros do mundo, Las Ventas!

Rui Fernandes, a cumprir 20 anos de Alternativa, mereceria voltar a provar uma porta por onde já saiu... continuando a provar que é dos portugueses mais internacionais da actualidade...

Não vamos de excursão, nem estamos à espera da comissão dos jantares de homenagens, iríamos de qualquer forma, porque todos os olhos vão estar na capital espanhola…

Para os que disso fazem uma bandeira, e para os que acham que vamos a Madrid fazer o nosso debute, que perguntem ao Maestro Moura, há quantos nos conhece por ali?

Aos chegados agora, sim, porque se forem bons, também há lugar para eles, enfiem a violinha no saco, porque aqui, sabemos o que fazemos e quais são as prioridades!

Nos vamos… hasta Madrid!

 


Editorial - Abril - 'Novilhadas sim, corridas, sim, sectarismos, não!'

Editorial - Abril - 'Novilhadas sim, corridas, sim, sectarismos, não!'

  •  2018-04-11
  • Por: Solange Pinto

Não queria nada ter que dizer isto… antes estivesse enganada, mas, utilizando um cliché, tenho que o dizer ‘eu tinha razão’

Há tempos, saltaram a lume, umas declarações terrivelmente evasivas da líder do CDS, Assunção Cristas, sobre a sua ‘relação afectiva’ com a tauromaquia… A ex-ministra da agricultura, chegou mesmo a referir, que, se ‘pensasse muito no assunto…’.

Triste, mas mesmo muito triste, é que a tauromaquia, tenha servido para albergar uma corrida de toiros (Setembro de 2016, em Coruche), partidária, sectarista e sobretudo, vestida de tons visivelmente inapropriados.

O espectáculo foi um ‘flop’, mas mais que isso, a Festa dos Toiros, deixou bem claro, que não gosta de divisões, não serve à caça ao voto e não anda sobretudo à mercê de classes políticas sem classe.

A Tauromaquia, não vive à conta do CDS, bem como não vive à conta de ‘doutorinhas’ salvaterrenses, que por um brinde, arquitectaram todo um enredo, felizmente, muito mais para uma novela, do que para a tauromaquia, de quem todos julgam poder servir-se.

Infelizmente, largos meses depois… digo com tristeza, ‘eu tinha razão…’!

Tudo isto, pode parecer que em nada está relacionado com o tema que verdadeiramente queria eu trazer à ribalta. Ou seja, o futuro da Festa.

Apresentou-se na passada quinta-feira, a novilhada do abono do Campo Pequeno e uma série de actividades, ligadas ao fomento da aficíon perante os mais jovens… eles, os jovens são o futuro e daí, sairá, não se duvide, a continuidade de tudo isto.

Com a presença de representantes das Escolas de Toureia lusa, como Vila Franca, Moita e Campo Pequeno, em dois ‘segundos’, abordou-se a temática das novilhadas e da extrema importância de lhes dar… importância!

Pedro Marinho, representante na ocasião da Escola de Toureio da Moita, frisou com ênfase que as novilhadas,  deverão ser um espectáculo maior, e não o eterno espectáculo menor. Pedro Marinho tem toda a razão, mais é até impossível, mas, repare-se na novilhada dada à estampa este Domingo, em Madrid. Defenderão uns, que ‘nem tanto ao mar, nem tanto à terra’ e que as reses saídas em Las Ventas, são de apresentação abastada e em coerência, tremenda se em conta tivermos que serão lidadas por jovens, nem sempre tão plazeados como se gostaria e que sim, pode constituir, perigo acrescido. Mas a verdade é também, que ali se dá a tal importância ao novilheiro e que o perigo, pode dar lugar à decisão. Ali ou se é toureiro para aguentar tudo aquilo, ou, não se é e o lugar de cada um destes miúdos, é em casa.

Perante tal seriedade, o público vai, dá a cara e desfruta com os toureiros em potência.

Por cá, as coisas são ainda diferentes e sente-se, quer se queira, quer não, que tudo soa ao ‘que é possível’… reses oferecidas, muitas vezes de apresentação envergonhada, de condições inexistentes…

E mais… que projecção tem um triunfo numa novilhada?

Onde actuarão estes espadas no futuro?

Respostas que se silenciam e que precisam de voz com urgência, ou tudo isto, corre o risco de ir por água abaixo.

Mais do que nos embebedarmos por um partido político que quer dar a cara não pela tauromaquia, mas pela caça ao voto, aposte-se sim, na verdadeira caça ao aficionado. É disso que depende a Festa.

Canalizem-se as praças portáteis para este tipo de espectáculos. Deixem de ali actuar, toureiros cujas carreiras perderam já os comboios onde, era suposto viajarem… ‘Guardem-se’ estes palcos, em tempo de festas de aldeias, para o fomento da afición prática.

A tauromaquia nunca precisou de apoios políticos, precisa sim, de continuidade assegurada, quer nas arenas, quer nas bancadas.

Façam-se aos grandes toureiros, aos grandes aficionados, aos ganadeiros que tiveram a coragem de criar reses bravas, em detrimento, dos brindes aos sedentos de protagonismo.

Que a tauromaquia e os seus agentes, pensem bem, pensem muito, antes de ‘se’ emprestarem a qualquer organismo que ‘divida’ a Festa…

Novilhadas sim, corridas, sim, sectarismos, não!